Apontamentos, textos e trabalhos de Filosofia de/para alunos do Ensino Secundário - Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Esgueira, Aveiro, PORTUGAL
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sexta-feira, 17 de maio de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Palavra, Retórica e Democracia
A retórica é
uma invenção grega. Não caiu do céu, mas nasceu e desenvolveu-se num contexto
muito preciso, o das instituições políticas e, particularmente, judiciárias, de
certas cidades gregas. Estas instituições caracterizam-se pelo papel que dão à
palavra, na medida em que traduzem em debates contraditórios os conflitos que
podem opor os membros de uma mesma sociedade. O direito de todos os cidadãos à
palavra pública e eficácia desta palavra levaram a tomar a linguagem como
objecto de estudo e não apenas a servir-se dela como instrumento espontâneo de
trocas comunicacionais. (…) a persuasão pela palavra opõe-se, assim, não só ao
constrangimento físico, mas também à autoridade indiscutível e não pode
exercer-se senão dentro de certas condições: igualdade daquele que fala e
daquele ou daqueles que escutam, liberdade de tomar a palavra e liberdade de
dar ou de recusar assentimento ao que é dito.
A arte de
persuadir pela palavra nasceu numa situação assim. A retórica está, com efeito,
originalmente ligada ao regime democrático que entrou em vigor em certas
cidades gregas no fim do século VI a.C. (…) em democracia, as instituições que
regulamentam a vida do corpo social não funcionam, em princípio, senão com o
assentimento da maioria das pessoas envolvidas. (…) Donde a necessidade do
discurso, o único meio de acção que deixa o auditório livre de aprovar ou não.
F. Desbordes, La
rhétorique antique, Paris, Hachette, 1996, pp.9-11
domingo, 16 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A Retórica do Discurso Publicitário
Tese: beber Sumol é o que se deve fazer.
Objectivo: associar a marca a uma série de
valores presentes na imagem e no texto.
Auditório – Público-alvo: jovens adolescentes
Ethos:
- A marca
reconhecida;
- a sensação
e ideia de liberdade;
- a ideia de
“ser natural”
- a vida com
os amigos - amizade
Pathos:
- a frescura (alegria) presente na agitação
das ondas e no movimento dos corpos;
- A ideia de
actividade natural de gente que vive a
vida com intensidade.
- SER JOVEM
É SER INCONFORMADO E AUTÊNTICO e BEBER SUMOL É SINÓNIMO DE INCONFORMISMO E
AUTENTICIDADE, ENTÃO SUMOL É A NOSSA BEBIDA
- QUE NOS DEFINE (AUTO-CONCEITO) QUE NOS
REPRESTENTA e DEFINE A NOSSA IMAGEM (SOCIAL).
Falácias:
Contradição
no discurso entre o “provável é deixares de remar” – que significa conformismo
futuro e “quando esse dia chegar não lhe fales” – que significa o inverso:
inconformismo futuro. Então o anúncio diz algo e o seu contrário. domingo, 15 de janeiro de 2012
Retórica e verdade - Porque é que a época contemporânea precisa da retórica?
Porque é que a época contemporânea precisa da retórica?
Maria Inês Ferreira Leite - 11º C
O conceito de retórica vem do grego ‘rhetor’ que significa orador. Considerada
a arte de utilizar a linguagem com o objectivo de influenciar os outros através
da persuasão, a retórica terá surgido no século V a.C, em Sicília e foi
introduzida em Atenas pelo sofista Górgias. Porém, retórica será um termo ambíguo, uma vez que tanto pode
significar arte de eloquência (arte de bem falar), como técnica de discurso
dirigido a um auditório no sentido de o levar à adesão de uma tese. Esta pode
ser utilizada moral ou imoralmente, devida ou indevidamente: quando ‘mal’
usada, temos a manipulação, em que há predominância do ethos e do pathos sobre
o logos; caso contrário, temos a persuasão em que é equilibrado o uso do pathos,
do ethos e do logos.
Inicialmente, a
retórica visava persuadir uma audiência dos mais diversos assuntos, mas acabou
por se tornar arte de ‘bem falar’, oposto Sofistas ao filósofo Sócrates e seus
discípulos. Esta oposição surgiu, sobretudo, à existência das diferentes
concepções de argumentação, verdade e
ser. O termo grego sofista designa todo o homem que possui conhecimentos
sábios em qualquer assunto. Pitágoras e Górgias eram defensores da retórica
sofística cujos pressupostos eram o relativismo
gnoseológico (a verdade não existe ou era inalcançável e intransmissível),
e o relativismo moral (a acção humana
é relativa). Segundo Sócrates e Platão, os sofistas eram manipuladores da
verdade.
Por exemplo: O
que nos cura quando estamos doentes? A Medicina que orienta as vontades segundo
a verdade, ou o cozinhar que é uma atividade empírica? Visto assim, Platão
considerava a retórica uma atividade empírica, desprezível, que manipula e
oculta a verdade e o ser. Platão defende a verdade (absoluta) quando o pensamento
(pensar) corresponde ao real (ser). Já os sofistas defendem que a verdade não é
absoluta, uma vez que a realidade depende do pensamento de cada um - relativismo.
Tendo em conta
que podemos encontrar, na história da filosofia, diversas interpretações do ser
e da verdade, podemos distinguir duas de muitas concepções:
·
Concepção Tradicional de Verdade, em que a verdade
é unívoca, absoluta, universal, necessária e intemporal – Realidade
Unidimensional
·
Concepção Contemporânea de Verdade, em que a
verdade é pluriunívoca, temporal, relativa, e probabilística – Realidade
Pluridimensional
Disciplinas como a Matemática ou a Ontologia,
baseiam-se numa verdade absoluta. Já a Filosofia, Ciências Humanas, Direito,
Política, Educação, e Artes são disciplinas que se baseiam numa verdade com
vários sentidos. Cada povo tem diferentes valores, expressões, culturas
(Realidade Pluridimensional), mas é possível que nesta realidade se encontre
uma verdade absoluta à forma de Platão.
A verdade depende da consciência
humana.
Para haver
verdade é necessário que haja um sujeito – a verdade é sempre verdade para uma
consciência. Já a realidade não necessita de consciência para existir.
A argumentação visa fornecer argumentos a
favor de uma determinada tese, que mostram a validade ou fundamento desta, com
a finalidade de provocar a adesão do auditório a essa mesma tese. Na
argumentação, a conclusão nunca está completa pois não é logicamente
necessária, sendo sujeita a ser refutada. Assim, a argumentação é importante
para saber justificar as nossas teorias, ideias e pontos de vista; para
distinguir o verdadeiro do falso e chegarmos a conclusões que consideremos
corretas, transmitindo-lhos aos outros.
Platão considera
que a retórica sempre foi o oposto da filosofia, na medida em que apenas se
preocupa com o verosímil (aparência de verdade) e com a adulação do auditório,
enquanto a filosofia visa a verdade e nasce da relação do discurso com as
coisas. A retórica, ao visar apenas a capacidade de persuasão, torna-se numa
ciência inútil e até perigosa, uma vez que poderá ser usada para fins injustos.
Assim, no século XX, Perelman dá um novo rumo à retórica, sendo um dos mais
importantes teóricos da Retórica no século XX.
Com a nova
retórica nasce um novo modelo da razão e uma nova concepção do conhecimento.
A atividade racional não se reduz ao rigor lógico (puro e formal) da
demonstração, e os nossos conhecimentos não se resumem a proposições
necessárias. A atividade racional tem uma dimensão que permite fundamentar com
‘razoabilidade’ as nossas preferências. Para mostrar estas razoabilidades, é
preciso argumentar. É necessário, assim criar uma nova lógica a que Perelman
chama Teoria da argumentação – lógica
preferível. Esta lógica fundamenta as nossas opções, escolhas e opiniões.
Emerge assim, uma nova concepção da racionalidade – racionalidade argumentativa.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A Retórica segundo M. Meyer
«A definição de retórica é conhecida: é a arte de bem falar, de mostrar eloquência diante de um público para ganhar para a sua causa. Isto vai de persuasão à vontade de agradar: tudo depende precisamente da causa, daquilo que está em causa, do problema que motiva alguém a dirigir-se a outrem. O carácter argumentativo está presente desde o início: justificamos uma tese com argumentos, mas o adversário faz o mesmo. Neste caso a retórica não se distingue em nada da argumentação. Trata-se de um processo racional de decisão numa situação de incerteza, de verosimilhança, de probabilidade.»
Michel Meyer, Questões de Retórica: linguagem, razão e sedução, Edições 70, Lisboa, 1998
Michel Meyer, Questões de Retórica: linguagem, razão e sedução, Edições 70, Lisboa, 1998
A retórica segundo Aristóteles
“A retórica é a outra face da dialéctica; pois ambas se ocupam de questões mais ou menos ligadas ao conhecimento comum e não correspondem a nenhuma ciência em particular. De facto, todas as pessoas de alguma maneira participam de uma ou de outra, pois todas elas tentam em certa medida questionar e sustentar um argumento, defender-se ou acusar. Simplesmente, na sua maioria, umas pessoas o fazem ao acaso, e outras, mediante a prática que resulta do hábito. E, porque os dois modos são possíveis, é óbvio que seria também possível fazer a mesma coisa seguindo um método. Pois é possível estudar a razão pela qual tanto são bem–sucedidos os que agem por hábito como os que agem espontaneamente, e todos facilmente concordarão que tal estudo é tarefa de uma arte…
Além disso, seria absurdo que a incapacidade de defesa física fosse desonrosa, e o não fosse a incapacidade de defesa verbal, uma vez que esta é mais própria do homem do que o uso da força física.”
Aristóteles, Retórica, 1354a-1355a
Além disso, seria absurdo que a incapacidade de defesa física fosse desonrosa, e o não fosse a incapacidade de defesa verbal, uma vez que esta é mais própria do homem do que o uso da força física.”
Aristóteles, Retórica, 1354a-1355a
sábado, 12 de dezembro de 2009
Persuasão Vs manipulação

Publicitar a chegada do Pai Natal. Parece bom, o Pai Natal produz felicidade nas crianças.
Mas se o anúncio da chegada do Pai Natal visa levar os pais das crianças ao espaço comercial e a estabelecer laços de simpatia (emoções positivas)?
Há uma intenção oculta? Ou ela não é assim tão oculta? É manipulação ou ainda uma forma de persuasão?
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Publicidade 5 - Análise da retórica da publicidade

11.º B - Tânia e Sara
Auditório:
O auditório compreende mulheres dos 30 a 55 anos, com capacidades económicas avantajadas, que lhes permite viajar enumeras vezes em que, na maioria, são professionalmente realizadas e com um estilo de vida urbano.
Tese:
Não se deve comprar nem usar peles genuinas pois estamos a contribuir para a morte de diversos animais exóticos.
Logos:
Para que se compre peles de animais exóticos, é necessário matá-los.
Se matar estes animais é considerado uma carnificina,
Quem compra estas peles participa na carnificina.
Pathos:
Este cartaz publicitário pertende chocar o auditório, provocando sentimentos de pena pelos animais em causa e um nojo por toda esta carnificina.
Ethos:
A instituição que promove esta causa é a WWF (World Wild Foundation) em que a sua função é conservar e salvaguardar a biodiversidade, bem como todo o nosso planeta. Para sensibilizar as pessoas para a morte destes animais, utilizam imagens chocantes com o intuito de promover a sua causa.
Mensagens sublimares:
Esta publicidade baseia-se numa persuasão sensata pois utiliza argumentos lógico-racionais (Logos) sendo que as provas apresentadas são suficientes.
Não é uma publicidade manipuladora, pois apela à boa fé do auditório e pertende manifestar-se contra algo que julga ser incorrecto.
Valores:
Implícitos: revolta, remorsos, insensibilidade.
Explícitos: carnificina, vida (morte dos animais), tristeza.
Falácias:
Podemos encontrar nesta publicidade falácias do tipo ad terrorem pois invoca consequências negativas para pressionar o auditório a aceitar a sua tese; e ad misericordiam que apela ao sentimento de piedade ou compaixão para conseguir que uma determinada conclusão seja aceite.
Publicidade 4 - Análise da retórica da publicidade
11.B Ana e Álvaro

1) Auditório – Público-alvo: este cartaz publicitário foca-se mais nas mulheres donas de casa e que desempenham tais funções no seu dia-a-dia.
2) Tese – a ideia que se pretende passar é a de que com o electrodoméstico “Brandt” a mulher fica com todo o tempo para aquilo que precisa, o que é o sonho de qualquer mulher.
3) Logos – A publicidade faz-se à marca de electrodomésticos, contudo, por incrível que pareça, a importância da imagem vai para uma mulher que se apresenta em 4 poses diferentes, ocupando estas 2/3 do cartaz. De salientar que a mulher apresenta-se com um à-vontade de quem está muito tranquila e respira sensualidade e bom gosto. O texto que acompanha a imagem possui a função argumentativa: por um lado refere-se às características do forno e por outro procura persuadir o consumidor a comprar o produto para que “aproveite todos os minutos para fazer o que realmente deseja”.
4) Ethos – Embora o produto seja útil, tratando-se de um electrodoméstico, o que é realçado é a beleza, a elegância, a descontracção, a alegria, a felicidade, a sensualidade, o à-vontade e o bom gosto da mulher, tanto no seu passatempo que a distrai (pintar), no seu papel de esposa do Rui, de mãe e de profissional (arquitecta). Este é o carácter que é incutido na mensagem do anúncio, demonstrado através da imagem.
5) Pathos – O leitor começa por prestar atenção à imagem expressiva e questiona-se sobre o porquê das posições diferentes da mulher, que ainda por cima é muito atraente. Só depois se apercebe que o objectivo do cartaz é influenciar na compra da marca “Brandt”. Esta é uma das técnicas mais usadas na publicidade: captar a atenção do consumidor a partir de algo inesperado, belo e surpreendente; fazê-lo sentir atraído pelo produto.
6) Mensagens subliminares – hipotéticas: A função simbólica das cores remete-nos para um conceito de mulher equilibrada que sabe o que quer e que gosta de viver em plenitude. São colocadas três cores em plena harmonia: preto – simboliza classe, bom gosto, desejo de requinte; vermelho – irreverência da mulher, paixão, pessoa de emoções fortes; branco – ao mesmo tempo que é requintada, é uma mulher simples, tranquila, pura, calma, equilibrada. Se o leitor quer ser ou ter tudo isto, basta adquirir o produto.
7) Valores implícitos e explícitos: ousadia e atenção (expressos na imagem pela esposa do rui e pelo seu cão), sensualidade (expressa na imagem pelo boné característico dos pintores), diversão e harmonia (expressos pela grávida), profissionalismo (expresso pela arquitecta que carrega o canudo que tem todos os seus projectos).
A parte destes valores implícitos, estão todos aqueles que nos são remetidos pelas cores (classe, bom gosto, desejo de requinte, irreverência da mulher, paixão, tranquilidade, pureza, calma, equilíbrio).
8) Falácias informais – hipotéticas: É obvio que por termos um produto, todo o resto que envolve a nossa vida e o nosso quotidiano, ao contrário do que é afirmado pela publicidade, corre obrigatoriamente bem. Podemos considerar, então, que existe uma falácia neste argumento indutivo, implícita no anúncio: Com o produto “Brandt” os seus cozinhados serão melhores. Com o produto “Brandt”, a sua vida será perfeita em todos os campos.

1) Auditório – Público-alvo: este cartaz publicitário foca-se mais nas mulheres donas de casa e que desempenham tais funções no seu dia-a-dia.
2) Tese – a ideia que se pretende passar é a de que com o electrodoméstico “Brandt” a mulher fica com todo o tempo para aquilo que precisa, o que é o sonho de qualquer mulher.
3) Logos – A publicidade faz-se à marca de electrodomésticos, contudo, por incrível que pareça, a importância da imagem vai para uma mulher que se apresenta em 4 poses diferentes, ocupando estas 2/3 do cartaz. De salientar que a mulher apresenta-se com um à-vontade de quem está muito tranquila e respira sensualidade e bom gosto. O texto que acompanha a imagem possui a função argumentativa: por um lado refere-se às características do forno e por outro procura persuadir o consumidor a comprar o produto para que “aproveite todos os minutos para fazer o que realmente deseja”.
4) Ethos – Embora o produto seja útil, tratando-se de um electrodoméstico, o que é realçado é a beleza, a elegância, a descontracção, a alegria, a felicidade, a sensualidade, o à-vontade e o bom gosto da mulher, tanto no seu passatempo que a distrai (pintar), no seu papel de esposa do Rui, de mãe e de profissional (arquitecta). Este é o carácter que é incutido na mensagem do anúncio, demonstrado através da imagem.
5) Pathos – O leitor começa por prestar atenção à imagem expressiva e questiona-se sobre o porquê das posições diferentes da mulher, que ainda por cima é muito atraente. Só depois se apercebe que o objectivo do cartaz é influenciar na compra da marca “Brandt”. Esta é uma das técnicas mais usadas na publicidade: captar a atenção do consumidor a partir de algo inesperado, belo e surpreendente; fazê-lo sentir atraído pelo produto.
6) Mensagens subliminares – hipotéticas: A função simbólica das cores remete-nos para um conceito de mulher equilibrada que sabe o que quer e que gosta de viver em plenitude. São colocadas três cores em plena harmonia: preto – simboliza classe, bom gosto, desejo de requinte; vermelho – irreverência da mulher, paixão, pessoa de emoções fortes; branco – ao mesmo tempo que é requintada, é uma mulher simples, tranquila, pura, calma, equilibrada. Se o leitor quer ser ou ter tudo isto, basta adquirir o produto.
7) Valores implícitos e explícitos: ousadia e atenção (expressos na imagem pela esposa do rui e pelo seu cão), sensualidade (expressa na imagem pelo boné característico dos pintores), diversão e harmonia (expressos pela grávida), profissionalismo (expresso pela arquitecta que carrega o canudo que tem todos os seus projectos).
A parte destes valores implícitos, estão todos aqueles que nos são remetidos pelas cores (classe, bom gosto, desejo de requinte, irreverência da mulher, paixão, tranquilidade, pureza, calma, equilíbrio).
8) Falácias informais – hipotéticas: É obvio que por termos um produto, todo o resto que envolve a nossa vida e o nosso quotidiano, ao contrário do que é afirmado pela publicidade, corre obrigatoriamente bem. Podemos considerar, então, que existe uma falácia neste argumento indutivo, implícita no anúncio: Com o produto “Brandt” os seus cozinhados serão melhores. Com o produto “Brandt”, a sua vida será perfeita em todos os campos.
sábado, 28 de novembro de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Da necessidade da argumentação
Isaque Manuel Nunes Tomé
2. A necessidade da argumentação
2.1. Razões e propósito da argumentação
Sendo certo que a lógica formal trata da validade do argumento, não trata de saber se a verdade suposta nas premissas é real ou se a verdade diz respeito a esta ou aquela teoria da verdade. Ou seja, se num raciocínio dedutivo supondo a verdade das premissas garantimos a verdade da conclusão, tal não implica a real verdade das premissas. Assim, quando a lógica formal afirma que a verdade é necessária para estabelecer a validade do próprio argumento, a verdade é uma verdade suposta. À lógica não interessa a questão da verdade, em si, das proposições – veja-se o anexo que mostra o raciocínio dedutivo a partir de premissas falsas, ou pelo menos discutíveis.
Existem domínios em que a verdade das proposições é de difícil estabelecimento, não é consensual, ou é até impossível de atingir, dada as características das proposições que remetem para modos de vida e cosmovisões.
A argumentação ocorre quando o conhecimento não é do domínio do absoluto e do verdadeiro. Ocorre quando existe incerteza, dúvida, prós e contras determinada tese. Ocorre sobretudo quando toca o domínio das decisões humanas que remetem para visões do mundo particulares, hierarquias de valores variáveis. Nas palavras de Olivier Reboul a argumentação “não se exerce senão nas situações de incerteza e de conflito, onde a verdade não está dada e não será atingida senão sob a forma do verosímil”.
Pelo contrário, numa demonstração dedutiva os axiomas não estão em discussão; sejam eles considerados como evidentes, como verdadeiros ou como simples hipóteses, não há qualquer preocupação em saber se eles são, ou não, aceites pelo auditório.
Pelo já dito, infere-se que há duas dimensões que escapam à validade e à lógica formal, 1.ª, a aceitabilidade da conclusão nos raciocínios não dedutivos e, 2.ª, a dimensão do conteúdo ou matéria das proposições.
A lógica informal procura, assim, dar conta destas duas dimensões onde
a) o ponto de partida são proposições discutíveis, onde existe incerteza e a aceitação do ponto de partida é a aceitação da proposição pelo valor que lhe é reconhecida (verdade ou qualquer outro);
b) as razões apresentadas para conduzir à aceitação desse ponto de partida não são constringentes – podendo o auditório não aceitar o ponto de partida mesmo aceitando o argumento.
Basicamente existe argumentação porque é preciso convencer alguém da verdade ou da razoabilidade de uma proposição, de tal maneira a que a ela adira. A argumentação ocorre no domínio do humano, no domínio em que os valores e as hierarquias axiológicas interferem nas decisões, no mundo em que a verdade de uma proposição pode não ser razão ou condição suficiente para que a ela se adira. Em última instância a argumentação visa a adesão do auditório. Convém não esquecer que os grandes problemas da decisão política, económica, social e ética dos homens e da humanidade concentram a sua resolução neste tipo de lógica.
Assim, enquanto a lógica formal pode ser garantir a validade e suportar uma verdade da conclusão, a lógica informal ajuda-nos num contexto mais complexo – porque ambíguo e variável em função das subjectividades em jogo – num contexto em que a verdade é um critério entre outros e onde o próprio critério de verdade está, muitas vezes, em discussão. A argumentação ocorre no domínio em que o homem deixa a verdade intersubjectivamente reconhecida e deixa o domínio de culturas fechadas que estabelecem uma tabela de valores e uma matriz de decisão simples e universal - o que ocorre em sociedades fechadas. Pelo contrário a sociedade em que vivemos é aberta, complexa, diversa e com tabelas de valores, referentes variáveis, processos de escolha complexos e múltiplos, daí a necessidade de ultrapassar a indecisão e a subjectividade, possível pelo espaço discursivo argumentativo.
2.2. A verdade, um entre muitos critérios de adesão
A adesão, tal como concebida por Perelman, é uma tarefa a desenvolver no auditório porque a verdade, como valor de verdade, a existir na proposição, é um critério que pode não ser suficiente para que o sujeito a ele adira. A adesão no domínio argumentativo não é uma mera adesão à verdade como no domínio meramente gnoseológico.
As razões para admitir ou rejeitar uma tese podem ser diversas. A verdade ou falsidade desta constituem unicamente um motivo de adesão ou de rejeição no meio de tantos outros: uma tese pode ser admitida ou afastada porque é ou não oportuna, socialmente útil, justa e equilibrada. Dito de outra forma, o auditório avalia as teses do orador tendo em conta diversos critérios. É neste sentido que falamos de pluralidade de critérios: os vários auditórios consoante o seu contexto têm diferentes critérios valorativos, e dentro de um mesmo auditório as pessoas que o compõem podem ter pontos de vista e escalas valorativas diferentes.
2.3. A adaptação do discurso ao auditório
Por esta razão, o orador, antes de iniciar o seu discurso, deve ter do seu auditório uma ideia tanto quanto possível próxima da realidade, uma vez que um erro sobre este ponto pode ser fatal para o efeito que ele quer produzir; é em função do auditório que toda a argumentação se deve organizar, se esta quiser ser eficaz. Assim é indispensável ao orador conhecer o auditório sobre o qual quer exercer a acção. O orador que queira agir eficazmente pelo seu discurso deve adaptar-se ao seu auditório. Em que consiste esta adaptação? Essencialmente, em o orador só poder escolher, como ponto de partida do seu raciocínio, teses admitidas por aqueles a que se dirige.
Ou seja, a contingência e a verosimilitude dos conhecimentos e teses defendidos na argumentação, bem como o facto desta se desenvolver num contexto particular e num domínio pessoal (onde têm influência as características individuais do orador e as características do auditório), faz com que o orador tenha de adaptar o seu discurso ao auditório (ás suas características intelectuais, socioprofissionais e culturais e outras). A adaptação da argumentação ao auditório visa não só que os argumentos sejam entendíveis, mas sobretudo que “joguem” (vão ao encontro) dos critérios valorativos do auditório, de forma a que se estabeleça uma ponte comunicacional e se facilite o acordo prévio (teses ou pontos de partida sobre os quais todos estão de acordo e que possibilita o diálogo e o confronto argumnetativo).
Com efeito, a finalidade da argumentação é transferir para as conclusões a adesão que é concedida às premissas. O orador só poderá partir de premissas que beneficiem de uma adesão suficiente: se esta adesão não for forte, a primeira preocupação daquele que quer persuadir deve ser a de a reforçar por todos os meios. Adaptar-se ao auditório é, sobretudo, escolher como premissas da argumentação as teses admitidas por este último.
É também de referir que o auditório tem legitimidade de contestação e tem o poder de utilizar a sua capacidade critica, assegurando uma relação horizontal entre orador e auditório. Ambos têm legitimidade e a ambos é reconhecida competência. Por ultimo deve atender-se que a argumentação se desenrola numa língua natural cuja ambiguidade não se encontra previamente excluída.
3. A necessidade da lógica informal
Em face da necessidade de usarmos a argumentação e em virtude desta ir além da dimensão formal e dedutiva dos argumentos – patente na demonstração, bem como pela natureza pouco circunscrita dos argumentos indutivos, é necessário conhecer e legitimar essa tipologia de argumentos não dedutivos. Aliás, o mundo actual, onde a comunicação impera sobre a mensagem, onde o oral se sobrepõe ao escrito e onde a imagem se sobrepõe à palavra, a argumentação se faz por gestos, subentendidos, e com grande suporte visual, quer nos casos de decisão com alcance pessoal - como é o caso da publicidade, quer na decisão com alcance colectivo – o domínio da propaganda, é imperativo práxico e político que na formação do cidadão esteja o conhecimento dos mecanismos de argumentação falaciosa.
A teoria da argumentação, designadamente a de Perelman , que abrange uma lógica informal, estuda:
a) as condições de aceitabilidade de uma argumentação, estuda as condições que tornam um discurso argumentativo um discurso convincente ou persuasivo.
b) os erros de raciocínio que tornam um argumento incorrecto ou inválido do ponto de vista da lógica informal: as falácias informais.
2. A necessidade da argumentação
2.1. Razões e propósito da argumentação
Sendo certo que a lógica formal trata da validade do argumento, não trata de saber se a verdade suposta nas premissas é real ou se a verdade diz respeito a esta ou aquela teoria da verdade. Ou seja, se num raciocínio dedutivo supondo a verdade das premissas garantimos a verdade da conclusão, tal não implica a real verdade das premissas. Assim, quando a lógica formal afirma que a verdade é necessária para estabelecer a validade do próprio argumento, a verdade é uma verdade suposta. À lógica não interessa a questão da verdade, em si, das proposições – veja-se o anexo que mostra o raciocínio dedutivo a partir de premissas falsas, ou pelo menos discutíveis.
Existem domínios em que a verdade das proposições é de difícil estabelecimento, não é consensual, ou é até impossível de atingir, dada as características das proposições que remetem para modos de vida e cosmovisões.
A argumentação ocorre quando o conhecimento não é do domínio do absoluto e do verdadeiro. Ocorre quando existe incerteza, dúvida, prós e contras determinada tese. Ocorre sobretudo quando toca o domínio das decisões humanas que remetem para visões do mundo particulares, hierarquias de valores variáveis. Nas palavras de Olivier Reboul a argumentação “não se exerce senão nas situações de incerteza e de conflito, onde a verdade não está dada e não será atingida senão sob a forma do verosímil”.
Pelo contrário, numa demonstração dedutiva os axiomas não estão em discussão; sejam eles considerados como evidentes, como verdadeiros ou como simples hipóteses, não há qualquer preocupação em saber se eles são, ou não, aceites pelo auditório.
Pelo já dito, infere-se que há duas dimensões que escapam à validade e à lógica formal, 1.ª, a aceitabilidade da conclusão nos raciocínios não dedutivos e, 2.ª, a dimensão do conteúdo ou matéria das proposições.
A lógica informal procura, assim, dar conta destas duas dimensões onde
a) o ponto de partida são proposições discutíveis, onde existe incerteza e a aceitação do ponto de partida é a aceitação da proposição pelo valor que lhe é reconhecida (verdade ou qualquer outro);
b) as razões apresentadas para conduzir à aceitação desse ponto de partida não são constringentes – podendo o auditório não aceitar o ponto de partida mesmo aceitando o argumento.
Basicamente existe argumentação porque é preciso convencer alguém da verdade ou da razoabilidade de uma proposição, de tal maneira a que a ela adira. A argumentação ocorre no domínio do humano, no domínio em que os valores e as hierarquias axiológicas interferem nas decisões, no mundo em que a verdade de uma proposição pode não ser razão ou condição suficiente para que a ela se adira. Em última instância a argumentação visa a adesão do auditório. Convém não esquecer que os grandes problemas da decisão política, económica, social e ética dos homens e da humanidade concentram a sua resolução neste tipo de lógica.
Assim, enquanto a lógica formal pode ser garantir a validade e suportar uma verdade da conclusão, a lógica informal ajuda-nos num contexto mais complexo – porque ambíguo e variável em função das subjectividades em jogo – num contexto em que a verdade é um critério entre outros e onde o próprio critério de verdade está, muitas vezes, em discussão. A argumentação ocorre no domínio em que o homem deixa a verdade intersubjectivamente reconhecida e deixa o domínio de culturas fechadas que estabelecem uma tabela de valores e uma matriz de decisão simples e universal - o que ocorre em sociedades fechadas. Pelo contrário a sociedade em que vivemos é aberta, complexa, diversa e com tabelas de valores, referentes variáveis, processos de escolha complexos e múltiplos, daí a necessidade de ultrapassar a indecisão e a subjectividade, possível pelo espaço discursivo argumentativo.
2.2. A verdade, um entre muitos critérios de adesão
A adesão, tal como concebida por Perelman, é uma tarefa a desenvolver no auditório porque a verdade, como valor de verdade, a existir na proposição, é um critério que pode não ser suficiente para que o sujeito a ele adira. A adesão no domínio argumentativo não é uma mera adesão à verdade como no domínio meramente gnoseológico.
As razões para admitir ou rejeitar uma tese podem ser diversas. A verdade ou falsidade desta constituem unicamente um motivo de adesão ou de rejeição no meio de tantos outros: uma tese pode ser admitida ou afastada porque é ou não oportuna, socialmente útil, justa e equilibrada. Dito de outra forma, o auditório avalia as teses do orador tendo em conta diversos critérios. É neste sentido que falamos de pluralidade de critérios: os vários auditórios consoante o seu contexto têm diferentes critérios valorativos, e dentro de um mesmo auditório as pessoas que o compõem podem ter pontos de vista e escalas valorativas diferentes.
2.3. A adaptação do discurso ao auditório
Por esta razão, o orador, antes de iniciar o seu discurso, deve ter do seu auditório uma ideia tanto quanto possível próxima da realidade, uma vez que um erro sobre este ponto pode ser fatal para o efeito que ele quer produzir; é em função do auditório que toda a argumentação se deve organizar, se esta quiser ser eficaz. Assim é indispensável ao orador conhecer o auditório sobre o qual quer exercer a acção. O orador que queira agir eficazmente pelo seu discurso deve adaptar-se ao seu auditório. Em que consiste esta adaptação? Essencialmente, em o orador só poder escolher, como ponto de partida do seu raciocínio, teses admitidas por aqueles a que se dirige.
Ou seja, a contingência e a verosimilitude dos conhecimentos e teses defendidos na argumentação, bem como o facto desta se desenvolver num contexto particular e num domínio pessoal (onde têm influência as características individuais do orador e as características do auditório), faz com que o orador tenha de adaptar o seu discurso ao auditório (ás suas características intelectuais, socioprofissionais e culturais e outras). A adaptação da argumentação ao auditório visa não só que os argumentos sejam entendíveis, mas sobretudo que “joguem” (vão ao encontro) dos critérios valorativos do auditório, de forma a que se estabeleça uma ponte comunicacional e se facilite o acordo prévio (teses ou pontos de partida sobre os quais todos estão de acordo e que possibilita o diálogo e o confronto argumnetativo).
Com efeito, a finalidade da argumentação é transferir para as conclusões a adesão que é concedida às premissas. O orador só poderá partir de premissas que beneficiem de uma adesão suficiente: se esta adesão não for forte, a primeira preocupação daquele que quer persuadir deve ser a de a reforçar por todos os meios. Adaptar-se ao auditório é, sobretudo, escolher como premissas da argumentação as teses admitidas por este último.
É também de referir que o auditório tem legitimidade de contestação e tem o poder de utilizar a sua capacidade critica, assegurando uma relação horizontal entre orador e auditório. Ambos têm legitimidade e a ambos é reconhecida competência. Por ultimo deve atender-se que a argumentação se desenrola numa língua natural cuja ambiguidade não se encontra previamente excluída.
3. A necessidade da lógica informal
Em face da necessidade de usarmos a argumentação e em virtude desta ir além da dimensão formal e dedutiva dos argumentos – patente na demonstração, bem como pela natureza pouco circunscrita dos argumentos indutivos, é necessário conhecer e legitimar essa tipologia de argumentos não dedutivos. Aliás, o mundo actual, onde a comunicação impera sobre a mensagem, onde o oral se sobrepõe ao escrito e onde a imagem se sobrepõe à palavra, a argumentação se faz por gestos, subentendidos, e com grande suporte visual, quer nos casos de decisão com alcance pessoal - como é o caso da publicidade, quer na decisão com alcance colectivo – o domínio da propaganda, é imperativo práxico e político que na formação do cidadão esteja o conhecimento dos mecanismos de argumentação falaciosa.
A teoria da argumentação, designadamente a de Perelman , que abrange uma lógica informal, estuda:
a) as condições de aceitabilidade de uma argumentação, estuda as condições que tornam um discurso argumentativo um discurso convincente ou persuasivo.
b) os erros de raciocínio que tornam um argumento incorrecto ou inválido do ponto de vista da lógica informal: as falácias informais.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
A retórica da imagem - 4

Com base num trabalho do 11.º B do Ricardo e do Ricardo
Como todo o discurso que visa persuadir tem um auditório a quem é dirigida a mensagem e ao qual há que a adaptar, tem também um objectivo, neste caso evidente: conduzir à compra do produto: lingerie Triumph.
O auditório – público-alvo - nesta publicidade são as mulheres (principalmente jovens).
Dimensões do anúncio:
Este anúncio possui, como a maioria, uma dimensão denotativa, neste caso o aspecto do produto que se deseja vender (a lingerie) e que deve agradar ao potencial cliente; e uma conotativa, o aspecto da modelo, com a qual as mulheres se quererão parecer, levando-as a comprar a lingerie.
O anúncio publicitário usa os meios de persusão já enunciados por Aristóteles:
O Ethos está presente de uma forma muito óbvia e propositada, usando a beleza, sensualidade e de uma modelo conhecida e reconhecida socialmente pela sua simpatia – em determinadas camadas sociais e etárias – propulsionando credibilidade ao anúncio. A própria marca merece confiança pela tradição.
O Pathos, enquanto a modelo e a montagem fotográfica transmitem a sensação de frescura, de leveza, de juventude. Desperta assim emoções agradáveis, com quem o auditório gosta de se identificar.
O cartaz publicitário apresenta ou associa a marca Triumph a valores implícitos como a beleza, frescura, leveza, alegria, juventude, etc. (o que não deixa de ser essencial numa marca de lingerie com muitos anos e que as jovens tendem a associar à roupa das suas mães e avós).
No domínio do Logos há uma proposição visível em letras pequenas mas destacadas com a cor vermelha que afirma da marca que ela é uma arte corporal. Esta proposição remete para um argumento implícito:
A lingerie da Triumph cria arte corporal (que significa que modela o corpo de acordo com padrões de beleza, pois o termo arte está associado, em termos sociológicos, ao de beleza); assim, se quiser ter um corpo modelado pela arte corporal, use lingerie da collection Best Of da Triumph..
Claro que pode-se considerar haver aqui uma falácia informal. Mas mesmo que assim seja considerado, promovendo a manipulação de quem faz associações descuidadas, o certo é que oferece um raciocínio do ponto de vista lógica formal válido.
A Publicidade é um bom exemplo de como apesar de haver argumentos formalmente válidos, ou o auditório aí ler argumentos válidos, poderem ser falaciosos do ponto de vista informal
É claro que todos os valores mais ou menos implícitos visam associar a marca a esses valores e permitem ao auditório criar essas identidades e, claro, raciocínios dedutivos ou indutivos a partir daí.
Neste caso temos a possibilidade de ter um raciocínio dedutivo, embora precedido de uma indução:
Se Cláudia Vieira usa lingerie Triumph e é sensual,
então a cliente usando lingerie Triumph tornar-se-à sensual.
P Q R ( P ∧ Q ) → ( R → Q )
V V V V V V
V V F V V V
V F V F V F
V F F F V V
F V V F V V
F V F F V V
F F V F V F
F F F F V V
Mas este argumento usa um outro - induz previamente ou pressupõe como ideia geral:
Quem usa lingerie Triumph é sensual,
a → b
(mas pergunta-se: é o sensual uma SEGUNDA CARACTERÍSTICA, permitindo compreender o argumento como analogia?)
Modus Ponens: a → b; a; ∴ b
Se o raciocínio antes exposto for traduzido num Modus Ponus e lhe aplicarmos o martelo semântico, temos o seguinte argumento válido – pois não existe nenhuma circunstância com premissas falsas e conclusão verdadeira:
a b a → b a b
V V V V V
V F F V F
F V V F V
F F V F V
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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