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sábado, 4 de dezembro de 2010

O valor da Filosofia

O papel da Filosofia, da Poesia, da literatura e de outras disciplinas na formação dos homens.

http://camaraclara.rtp.pt/#/arquivo/193

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O valor da Filosofia

Turma A

Maria José Lopes - nº16, 10ºA

A filosofia é bastante importante na vida de uma pessoa, e por isso devemos procurar usá-la de maneira a conseguirmos ultrapassar certos obstáculos que o Mundo nos propõe. É importante estudar filosofia pois esta ajuda-nos a compreender a importância de examinar as questões fundamentais do sentido da nossa existência. Algumas pessoas que estudam filosofia defendem o facto de que não vale a pena viver a vida sem a examinar, por isso, necessitamos da filosofia para estarmos aptos para responder às perguntas que nós nos fazemos no dia-a-dia e para as quais não conseguimos obter uma resposta específica, tendo assim mais certezas que os princípios em que a nossa vida se baseia podem ser sólidos, mas até os examinarmos, não podemos ter essa certeza. O objectivo da filosofia não é ser uma distracção nem uma forma de passar o tempo, o seu objectivo é dar forma e estruturar a alma, ensinar o rumo da vida, orientar os nossos actos. Sem ela ninguém pode viver sem temor, ninguém pode viver em segurança, pois a toda a hora nos vemos em inúmeras situações em que necessitamos da filosofia. Esta não consiste apenas em palavras, mas sim em acções. A filosofia pode-nos dar conselhos quando nos vemos em situações complexas, em que não temos a certeza do que fazer. Viver sem criticar ou questionar as coisas é como ignorar a realidade à nossa volta; e o prazer de ver todas essas coisas que a nossa vista descobre, não é comparável à satisfação que dá o conhecimento que se encontra através da filosofia. Discutindo e criticando as ideias assimila-se mais facilmente o conhecimento do que propriamente decorando-as, pois decorar não é adquirir sabedoria. Se queremos que a boa vontade se transforme em sabedoria temos de persistir e consolidar as nossas ideias. Não devemos agir baseando-nos no senso comum nem em certezas que pensamos ser verdadeiras, devemos sim questionar até o que nos parece mais simples, e assim, evitamos cometer erros desnecessários. Apesar do valor da filosofia ser baseado na incerteza, esta aumenta a nossa capacidade de pensamento, de conhecimento e de racionalização. Por meio da questão e da crítica, esta actividade ajuda-nos a ver as situações de um modo livre e abstracto, dando-nos assim uma liberdade de pensamento e de raciocínio, e de elucidação de problemas. Por outro lado, se não agirmos filosoficamente, automaticamente passamos a ser pessoas passivas e não activas, ou seja, deixamos de ter vontade própria e poder de decisão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Questões Filosóficas

Como Reconhecer as Questões Filosóficas?

☼ Possuem carácter existencial, pois a resposta que se lhes dá configura e manifesta uma forma de ver o mundo, o homem, a vida, e afecta ou tem implicações na forma como o homem age e vive.

☼ Não têm solução científica ou técnica. A sua resposta não se encontra usando uma metodologia científica, de testagem empírica, por isso podemos dizer que não se reduzem a fenómenos observáveis ou a informações que se possam obter. A sua resposta implica a reflexão filosófica.

☼ Não são questões de facto, onde a resposta é directa e empiricamente constatável. São sim questões que colocam problemas ao nível do dever ser, dos valores.

☼ Ultrapassam o campo da legalidade jurídica e colocam o problema da legitimidade e dos valores morais.

☼ Traduzem-se em interrogações gerais e abstractas que ultrapassam o âmbito individual e particular, e permitem respostas racionais.

- Abstractas porque, apesar de serem efectuadas por indivíduos particulares,
a) não incorporam os interesses pessoais nessas mesmas questões;
b) não dizem respeito a uma situação concreta, afastando-se do circunstancialismo que as pode ter provocado.

- Gerais porque têm a pretensão de ser por todos entendidas e partilháveis. Mesmo sabendo que a resposta é subjectiva podemos dizer que tem a pretensão de ser universal.

☼ São interrogações abertas, pois
a) possibilitam respostas divergentes,
b) não há soluções únicas, nem definitivas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Definição de Filosofia - 2

O Objecto da Filosofia:
Começamos por fazer uma comparação com o objecto da ciência para melhor compreendermos o objecto da filosofia. Qualquer ciência se define pelo seu objecto (a área de estudo), por exemplo o objecto da biologia é a vida e a base da geradora dos seres vivos, a célula, a química a molécula, a sociologia o comportamento social.
Facilmente podemos perceber que cada ciência tem como objecto fenómenos que correspondem a partes da realidade. Até mesmo se considerarmos o homem como objecto ele pode sê-lo da psicologia, da sociologia, da antropologia, da medicina, etc. Ora a filosofia não tem um objecto no sentido científico do termo, pois o seu objecto não é uma área circunscrita e parcelar do real.
O seu objecto é a totalidade. A totalidade não é a soma de tudo o que existe, mas o sentido que, pela razão, o homem confere à realidade.
Dar um sentido à totalidade é dar um sentido ao real, é fundamentar e procurar a essência última do real.

Que realidade é esta abordada como totalidade?
A totalidade - universo: Qual a essência e o sentido do universo?
A totalidade – homem: Qual a essência, natureza e sentido do homem?
A totalidade – conhecimento: o que é o conhecimento? Qual a sua natureza? Quais as formas de conhecimento? O conhecimento humano produz a verdade?
Retomando o exemplo anterior o homem como objecto da ciência nunca o é como totalidade, mas cada ciência estuda parcelas dessa realidade que é o homem vendo nele diferentes realidade em função da focagem que a própria ciência imprime. Assim, o homem é conhecido cientificamente:
pela biologia como conjunto de células; pela química como moléculas; pela neurologia como dotado de um sistema nervoso – células neuronais; pela sociologia como ser gregário, que estabelece relações sociais; pela psicologia como ser dotado de uma psique com determinadas características e produtora de comportamentos; pela história como produtor de cultura e produto do passado cultural; etc.

Ora, acontece que nenhuma ciência responde às questões: o que é o homem? Qual o sentido da sua existência?
Nem mesmo se juntarmos todos os conhecimentos científicos obtemos essa resposta, pois a ciência explica o funcionamento dos diferentes aspectos do homem mas não nos dá o sentido da vida humana. Mas pela razão, o filósofo relaciona e integra conhecimentos acerca das várias áreas doando um sentido a essa integração e procurando, racionalmente, o sentido do seu objecto de estudo: seja o homem, os seus valores, a linguagem, a ética, o conhecimento, o ser...

Definição de Filosofia - 1

Definição provisória de Filosofia
Actividade racional de problematização e reflexão radical sobre o real com o intuito de conceptualizar a sua essência e o seu sentido.

Nesta definição temos de atender a três aspectos.
Primeiro, o facto de ser uma actividade e ser uma actividade humana racional, que se pratica com uso exclusivo da razão, com autonomia da razão face a outros meios de conhecimento.
Segundo, que essa actividade tem como objecto o real enquanto essência e enquanto fundamento. Assim, não é seu objecto querer saber como as coisas funcionam, mas o porquê do real, seja este o universo, seja este o conhecimento, seja este o homem.
Terceiro, a resposta acerca da essência do real implica uma resposta acerca do sentido e, quer queiramos quer não, a resposta acerca da essência do real, do conhecimento, de Deus, dos valores, afecta sempre o sentido que o homem se atribui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Filosofia: ensinar para a liberdade


UNESCO Study “Philosophy: A School of Freedom”



News 5 of 16
UNESCO publishes “Philosophy: A School of Freedom. Teaching philosophy and learning to philosophize: Status and prospects” - an innovative publication based on the results of a worldwide study and abounding with unprecedented recommendations and proposals on the teaching of philosophy.

Discovering the wonder of children when they face questions aroused by their encounter with reflective thought is the purpose of the first chapter of this publication. It offers a glimpse into an entirely new field of teaching: introducing philosophy at the pre-school and primary levels. Readers will discover the full significance of giving children both the opportunity and the space to tackle questions of a philosophical nature, including metaphysical ones, to which science cannot find answers. This aspiration urges us to reflect more profoundly on education, on learning, as well as on the role of teachers.

Encountering philosophy during adolescence proves to be such an important point in the memory of one’s educational career! Chapter II reveals the multiple facets of what the imprint left will be, a genuine creative potential. Readers will sense the pedagogical force of philosophy teaching at this turning point in people’s lives, when one’s personality seeks to construct itself. Teenagers who question, often opposing in order better to affirm themselves, this is the pattern of the evolution – revolution that the publication proposes to grasp with all its underlying paradoxes and contradictions.

Describing the vast field of philosophical reflection at university is the ambition of Chapter III. It grapples with all the complexity of philosophy teaching with its many facets and ramifications, as well as the variety of its intrinsic links with the defense of academic freedoms and of freedom of expression.

Drawing upon philosophy’s infinite resources is the aspiration of Chapter IV, by spelling out all the richness of alternative ways of philosophizing: other places, other needs, other responses…. These pages will not fail to surprise readers by the unexpectedness of the practices they describe, and also by the originality of twenty suggestions that call upon each and every one’s imagination and will to become involved.

Exploring the extent of philosophy through figures, quotes, graphics and statistics on the basis of the results of UNESCO’s questionnaire – this is what Chapter V is designed to do. In its way, it makes its contribution to reflecting the flourishing picture of philosophy.

Download the publication [PDF].

For more information, please contact the Human Sciences Section of Philosophy (UNESCO) at:
Tel.: +33 (01) 45 68 45 52
Fax: +33 (0) 1 45 68 57 29
E-mail: philosophy&human-sciences@unesco.org.

Related Links:

Download the publication in French [PDF]

Philosophy at UNESCO