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domingo, 24 de novembro de 2013

O problema do livre-arbítrio

O problema da liberdade pode formular-se do seguinte modo:

- é o homem livre ou é o homem determinado na sua escolha (livre-arbítrio?

reformulando.
-  é o homem livre nas suas ações vivendo num num contexto físico de ralações necessárias causa-efeito)?

- é o homem livre na sua decisão/intenção/ação quando vive num corpo (psico-físico) sujeito ao determinismo da natureza?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Trabalho de análise de filme - o problema do livre-arbítrio


Actividade: análise temática e argumentativa de filme
Objectivo:
A)       aplicar correctamente os termos que constituem a rede conceptual da acção humana;
B)       identificar teses, argumentos (ou justificações) em conflito no filme
C)      desenvolver o pensamento analítico e crítico e a precisão conceptual

Tarefa:
1 - ver o filme
2 - redigir um discurso de análise do filme, no mínimo 1 página e no máximo 4 páginas A4, Times New Roman 11, espaçamento 1,5, margens 3 cm.,
2.2. o discurso deve dar conta da história que o realizador quis contar.
2.3. o discurso deve dar conta da acção (acções) e projecto que o actor principal tem, bem como das dificuldades que se lhe levantam
2.4 o discurso deve terminar com a discussão do problema do livre-arbítrio (por exemplo: a acção humana é determinada radicalmente, determinada moderadamente, ou totalmente independente das condições e leis físicas, psíquicas e sociais (libertismo)?

Condições:
1 - o aluno tem de defender o trabalho - em aula do dia 10 de Janeiro
2 - o não domínio de uma única palavra aplicada na análise do filme implica zero valores.
2 - o discurso tem de apresentar 50% dos termos apresentados no quadro B e 30% dos termos apresentados no quadro C.
3 - entrega em papel A4 V/V, agrafado, até dia 7 de Janeiro.

Avaliação -  critérios da disciplina; trabalho escrito e defesa
Peso:

Quadro A
Hipótese A
Hipótese B
Relatório Minoritário - Realizado por Steven Spielberg  - EUA, 2002 Cor – 145 min


Quadro B
- Acontecer vs. Fazer
- voluntário vs. Involuntário
- motivo vs causa
- intenção vs espontâneo
- Agir vs. Reacção
- Consciente vs. Inconsciente
- Projecto vs. ausência de deliberação
- Decisão vs impulso mecânico
- Deliberação vs imediatez da resposta
- Condicionante vs determinante
- Intenção vs alteração do real
- Consequências imprevistas vs. Previstas
- Necessidade vs possibilidade
- Natureza dada vs natureza adquirida
- Instinto vs aprendizagem

Liberdade Absoluta – Liberdade Condicionada
Tudo Poder Fazer – Poder realizar todo o apetecer
Condicionante – Determinante
Condicionantes Físicas – Condicionantes Sociais
Condicionantes Psíquicas – Condicionantes Culturais
Determinismo Natural e Físico – Livre-Arbítrio
Incompatibilismo – Compatibilismo
Libertismo - Determinismo Radical

Quadro C
absoluto / relativo
abstracto / concreto
antecedente / consequente
aparência / realidade
a priori / a posteriori
causalidade / finalidade
compreensão / explicação
contingente / necessário
dedução / indução
dogmático / crítico
dúvida / certeza
empírico / racional
essência / existência
finitude / infinitude
formal / material
identidade / contradição
imediatez / mediação
intuitivo / discursivo
particular / universal
saber / opinião sensível / inteligível
sentido / referência
ser / devir
subjectivo / objectivo
substância / acidente
verdade / validade
teoria / prática
transcendente / imanente

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Heitor, Aquiles e as formigas - A necessidade e a liberdade


Livre arbítrio - Fernando Savater

Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas-brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedra. Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege outros insectos, o formigueiro serve-lhes de carapaça colectiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas por vezes um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras). A seguir, as térmitas-operário começam a trabalhar para reconstruir a fortaleza afectada, e fazem-no com toda a pressa. Entretanto, já as grandes formigas inimigas se lançam ao assalto. As térmitas-soldado saem em defesa da sua tribo e tentam deter as inimigas. Como nem no tamanho nem no armamento podem competir com elas, penduram-se nas assaltantes tentando travar o mais possível o seu avanço, enquanto as ferozes mandíbulas invasoras as vão despedaçando. As operárias trabalham com toda a velocidade e esforçam-se por fechar de novo a termiteira derrubada... mas fecham-na deixando de fora as pobres e heróicas térmitas-soldado, que sacrificam as suas vidas pela segurança das restantes formigas. Não merecerão estas formigas-soldado pelo menos uma medalha? Não será justo dizer que são valentes?

Mudo agora de cenário, mas não de assunto. Na Ilíada, Homero conta a história de Heitor, o melhor guerreiro de Tróia, que espera a pé firme fora das muralhas da sua cidade Aquiles, o enfurecido campeão dos Aqueus, embora sabendo que Aquiles é mais forte do que ele e que vai provavelmente matá-lo. Fá-lo para cumprir o seu dever, que consiste em defender a família e os concidadãos do terrível assaltante. Ninguém tem dúvidas: Heitor é um herói, um homem valente como deve ser. Mas será Heitor heróico e valente da mesma maneira que as térmitas-soldado, cuja gesta milhões de vezes repetida nenhum Homero se deu ao trabalho de contar? Não faz Heitor, afinal de contas, a mesma coisa que qualquer uma das térmitas anónimas? Porque nos parece o seu valor mais autêntico e mais difícil do que o dos insectos? Qual é a diferença entre um e outro caso?
Muito simplesmente, a diferença assenta no facto de as térmitas-soldado lutarem e morrerem porque tem que o fazer, sem que possam evitá-lo (como a aranha come a mosca). Heitor, pelo seu lado, sai para enfrentar Aquiles porque quer. As térmitas- soldado não podem desertar, nem revoltar-se, nem fazer cera para que outras vão em seu lugar: estão programadas necessariamente pela Natureza para cumprirem a sua heróica missão. O caso de Heitor é distinto. Poderia dizer que está doente ou que não tem vontade de se bater com alguém mais forte do que ele. Talvez os seus concidadãos lhe chamassem cobarde e o considerassem insensível ou talvez lhe perguntassem que outro plano via ele para deter Aquiles, mas é indubitável que Heitor tem a possibilidade de se recusar a ser herói. Por muita pressão que os restantes exercessem sobre ele, ele teria sempre maneira de escapar daquilo que se supõe que deve fazer: não está programado para ser herói, nem o está seja que homem for. Daí que o seu gesto tenha mérito e que Homero nos conte a sua história com uma emoção épica. Ao contrário das térmitas, dizemos que Heitor é livre e por isso admiramos a sua coragem.

SAVATER, Fernando (1993). Ética Para Um Jovem. Lisboa: Editorial Presença. pp. 21-22

sábado, 20 de novembro de 2010

o Libertismo

O libertismo advoga a possibilidade de o homem escolher independentemente das condicionantes constitutivas e circunstanciais. A escolha humana não só cria novas cadeias causais, ela é independente de cadeias causais. Desta forma não é uma tese compatibilista.

Quem tem razão: os determinismo, os compatibilismo, os libertismo ou o indeterminismo?

O Determinismo Moderado

O determinismo moderado concilia determinismo com livre-arbítrio.
Poderemos dizer que é o determinismo natural que possibilita o livre-arbítrio?