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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um anúncio publicitário polémico



http://expresso.sapo.pt/anuncio-da-crioestaminal-ofende-padroes-de-decencia=f738173



Anúncio da Crioestaminal "ofende padrões de decência"

"Mãe, pai, guardaram as minhas células?" O polémico anúncio da Crioestaminal foi considerado uma "violação particularmente grave das normas e de conduta que as comunicações comerciais devem respeitar", segundo deliberação do ICAP.

18:51 Sábado, 7 de julho de 2012

O Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP) considera que a campanha publicitária da empresa Crioestaminal, difundida na televisão em maio, viola o código da publicidade, segundo a deliberação do regulador divulgada na sua página eletrónica.
Em causa estavam as queixas apresentadas no ICAP sobre o anúncio que diz que há uma hipótese em 200 de as crianças virem no futuro a desenvolver doenças como leucemia, linfoma ou tumores sólidos, passíveis de serem tratadas com células estaminais próprias ou de um irmão e no qual aparece uma criança a questionar: "Mãe, pai, guardaram as minhas células?".
De acordo com a deliberação do Júri de Ética (JE) do ICAP, numa reunião realizada há um mês, o anúncio "configura um caso de violação particularmente grave das normas e de conduta que as comunicações comerciais devem respeitar".

"Ofende os padrões de decência prevalentes no país e cultura"


Segundo o JE, "a publicidade em apreço ofende os padrões de decência prevalentes no país e cultura, explora a falta de conhecimento e experiência dos consumidores afetando a sua decisão esclarecida e revela pouca responsabilidade social ao promover - designadamente através da pergunta que se indicia que as crianças devem fazer aos seus pais - a discriminação entre aqueles que tenham optado pelos serviços e os que não, independentemente das razões religiosas, financeiras ou outras que tenham motivado a escolha".
No extrato de ata da reunião, o JE diz que a Crioestaminal argumentou que a campanha "teve como objetivo a sensibilização do público para as vantagens da criopreservação do sangue do cordão umbilical", que as afirmações [no anúncio] encontram-se sustentadas cientificamente nos documentos que a empresa enviou para o ICAP e, embora reconheça a importância dos pareceres do organismo, "é sua opção não se submeter" aos mesmos, além de que a campanha cessou a 18 maio.
"A interrupção ou suspensão das mensagens que são objeto de queixa não esgotam, por si só, a possibilidade de apreciação por parte do Júri", refere o JE.

Anúncio viola artigos do código da publicidade


É que neste caso, "não apenas a publicidade se encontrava em curso quando foram apresentadas as queixas como, também, existe a possibilidade de reutilização da mesma publicidade ou dos 'claims' postos em causa por parte dos queixosos", que alegam que a campanha denigre e desrespeita aqueles que pelas suas razões não optem pela criopreservação.
O JE considerou ainda que o anúncio viola os artigos 14.º e 19.º do código da publicidade (sobre restrições ao conteúdo da publicidade em relação aos menores e a proibição da publicidade a tratamentos médicos e a medicamentos que apenas possam ser obtidos mediante receita médica). Este anúncio foi contestado por várias entidades no mercado, entre os quais deputados e médicos.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/anuncio-da-crioestaminal-ofende-padroes-de-decencia=f738173#ixzz209bEfzrS





segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

a publicidade é manipulação?

Sara Felizardo - 11.º B

O uso da palavra tanto serve para a verdade como para dizer a mentira, tanto para o bem como para o mal. Mas a partir da argumentação, surgem múltiplas verdades que a sociedade tem legitimidade de contestar. Mas… e se não possuir competência retórico-argumentativa? Poderá ser alvo de má fé, comprometendo a sua autonomia e identidade?
Para diferenciarmos certas publicidades, teremos de constatar a relação dos conceitos de Ethos, Pathos e Logos em que poderá predominar um em vez dos outros. Uma vez realçando o Pathos, já dizia Aristóteles, era uma actividade manipuladora que fazia com que o auditório se esquecesse de quem era pelo grande envolvimento emocional. Naturalmente, verificamos que a publicidade falaciosa pressupõe uma manipulação em que consiste o poder sobre o seu auditório sem este se aperceber, uma imposição que o poderá constringir de compartilhar a sua opinião ou adoptar um determinado comportamento. Quando não nos sentimos à vontade com algum assunto específico, somos facilmente enganados pela linguagem sofisticada, jogo de palavras, difícil de dominar e de extremo poder expressivo, somos obrigados subtilmente.
No meu entender, não querer ouvir o outro é refutar sem quaisquer razões, simplesmente negando a liberdade de expressão e de recepção, de aceitar ou não a sua mensagem, e assim, a não existência de dialéctica (o confronto entre duas teses/ideias). Contudo, hoje em dia apesar de nos sentirmos mais instruídos, está nas nossas mãos pronunciarmo-nos ou fiarmo-nos no que nos impõem, ou seja, cabe-nos a nós garantir a verdade e não encobrir a mentira. Enfim, o mau uso da retórica designada como retórica negra na publicidade existe conscientemente quer no apelo à emoção e aos sentimentos do auditório ou pelo o uso de falácias e sofismas no seu discurso. Recorrendo a comportamentos, ao excesso de figuras de estilo, a figuras artísticas, à criação de situações de medo pelo uso abusivo da autoridade, à repetição, à sincronização entre os sujeitos e hipnose que torna incapaz de resistir à mensagem e até o recurso ao contacto físico que impressionam o público, sendo capaz de mentir sobre os factos e deformar a realidade induzindo à ilusão como ainda dissimula-los para se pretender a adesão involuntária, tudo isto para fazer aceitar determinada tese através da influência da mente humana.
Para finalizar, podemos prevenir-nos colocando alguns limites à persuasão existente na publicidade, uma imposição de regras fundamentais para o exercício de liberdade através do domínio da ética exigindo uma reflexão, por consequente que impeçam a manipulação.
E apesar do orador aprovar a tese, a «culpa» é nossa, do auditório de aceitarmos a falsidade dessa publicidade e ficarmos tão emocionalmente seduzidos que não temos consciência das nossas atitudes, do nosso juízo, perdemos a capacidade comunicativa e argumentativa. “Não saber usar da palavra para convencer não será, no fim das contas, umas das grandes fontes de exclusão?”

domingo, 20 de dezembro de 2009

Marketing infantil


Crianças até aos 7 anos "decidem" 70 por cento do que se compra
Por Renato Duarte

No Natal, o marketing infantil ganha contornos mais nítidos, mas nem todos sabem lidar com o apelo dos mais novos ao consumo no dia-a-dia

Em grande parte das prateleiras de um conhecido hipermercado de brinquedos em Lisboa, o verde é a cor predominante. Há de tudo, desde patins a pistas de carros passando por bonecos iguais a tantos outros, aos olhos dos adultos, apenas com uma pequena grande diferença: a estampa do mais recente herói infantil. Ricardo, com 7 anos, descodifica o mistério rapidamente. O Ben 10 está no topo da sua lista deste ano. Do ecrã de televisão para debaixo da árvore de Natal vai um pulo que é dado com maior ou menor dificuldade consoante o tamanho da carteira dos pais e o poder de persuasão dos filhos.

A utilização de personagens de desenhos animados é apenas uma das muitas formas utilizadas para incutir o desejo de consumo nas crianças. Associação de celebridades a determinados produtos, brindes, clubes infantis, séries juvenis e desenhos animados são outras estratégias que as marcas, de uma forma cada vez mais agressiva, utilizam para aliciar os mais pequenos.

Ricardo terá sorte este ano. O seu herói entrará no sapatinho, ao lado da mais recente pista HotWheels que se juntará, por sua vez, aos modelos de consola que acumulou ao longo de sete natais e aniversários. Nuno Teixeira é o pai e neste momento está desempregado, Rute Teixeira, a mãe, é empregada de escritório. "Normalmente, tento sempre ceder ao que ele pede, pelo menos ao que mais gosta. Quando digo que não, poderá ser por não ter possibilidades ou por achar que não é adequado", diz Rute, que acrescenta: "Noto que os anúncios que mais passam na TV são os brinquedos que ele mais pede. Raramente venho com ele às compras porque senão ele pede tudo."

Não há dúvida: para os marketeers, os mais pequenos são um alvo fundamental. "Actualmente, as crianças até aos 7 anos são responsáveis por cerca de 70 por cento das opções de consumo das famílias. Não apenas em produtos que a elas se destinam directamente. Qualquer compra feita por um pai ou mãe tem em conta as necessidades e preferências das crianças. Elas são muito tidas em conta na hora das escolhas", diz ao PÚBLICO Luísa Agante, docente da cadeira de Experiências de Consumo no Instituto Português de Administração e Marketing e investigadora na área do marketing infantil. "Quando se vende um carro e se salientam as características que eventualmente beneficiam uma família com filhos, conseguimos perceber que o mercado tem consciência do peso que as crianças têm nas decisões dos pais", fundamenta a investigadora.

"Vamos aos carros", diz António, sentado num carrinho de compras, com a articulação que os seus três anos lhe permite. Ao volante das compras está Teresa Ventura. "Vamos, mas é só para ver. Ele sabe que não leva nada. Já se habituou a nem sequer pedir", diz a mãe, empresária, em conjunto com o marido, na área da consultoria de marketing. "Acho que os miúdos têm imensos brinquedos hoje em dia. Ele tem dois brinquedos grandes e pronto. Recebe brinquedos que nem chega a abrir e vão directos para crianças que nunca tiveram a alegria de ter um presente. É muito importante que ele perceba que as coisas não são fáceis e que não pode ter tudo o que quer".

A família não é democrática

Teresa, que também é mãe de Manuel, 10 meses, não vê a agressividade da publicidade dirigida a crianças como um problema, assumindo que os pais têm o controlo das opções de consumo familiares. "O que eu compro sou eu que decido, eles não têm de ter opinião, por enquanto, a esse respeito. Têm de se habituar a ver muita coisa que não podem ter."

Uma opinião que é partilhada pelo terapeuta familiar Daniel Sampaio: "A família não é uma estrutura democrática. As regras de consumo têm de ser determinadas pelos pais. Todos os estudos dizem que são os pais quem mais influencia as crianças. Se a educação for coerente com certos princípios, o peso do marketing diminui."

Ainda assim, o terapeuta ressalva que "os pais estão muito preocupados com os seus filhos e por isso ficam inseguros, acabando por ser permissivos e não conseguir impor autoridade". Sampaio acrescenta: "O grande trabalho da família, relativamente à publicidade, deve ser o de ajudar as crianças a descodificar as mensagens de que vão sendo o alvo e aqui também a escola deve ter um papel importante."

O papel da escola

É precisamente neste sentido que Luísa Agante desenvolve o seu trabalho neste momento, através do programa Mediasmart. Em vigor em Portugal desde 2008, este programa pretende introduzir na estrutura curricular do 1.º e 2.º ciclos módulos de sensibilização para o que é a publicidade e os mecanismos que utiliza, envolvendo pais, professores e investigadores na tarefa de preparar as crianças para a quantidade de estímulos publicitários de que são alvo a todo o momento.

Apesar de tudo, na opinião da investigadora, em Portugal o problema é menor do que nos EUA, por exemplo, em que a legislação é quase inexistente. "Portugal beneficia de uma grande auto-regulação. O que se verifica é que, quando há um atropelo ético, na maioria dos casos, ele acontece por falta de conhecimento sobre os efeitos que uma determinada campanha terá sobre o público a que se dirige. Daí a importância dos estudos nesta área. Os profissionais do marketing têm uma grande consciência do que podem ou não fazer."




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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Publicidade - uma forma de manipulação? Resposta 3

Ana Carolina Trabulo - 11.º A

Vivemos num mundo cada vez mais consumista, onde tudo parece mais descartável. O tempo dedicado a ver televisão, a aceder à internet, a ler revistas e jornais – entre outros – preenche grande parte dos dias das pessoas que vivem nas cidades mais desenvolvidas industrialmente.
Os media, a publicidades, o marketing têm o poder de seduzir. Os agentes económicos criam alianças para a obtenção de poder económico e/ou reconhecimento. Tudo isto através da influência social e do dinheiro.
O que passa nas televisões é mediatizado, onde um acontecimento irrelevante é transformado em acontecimento. Este sensacionalismo faz aumentar as audiências e consequentemente o lucro. O fenómeno mediatizado gera uma promoção à volta do assunto sobre o qual se debruça. Porém, para além de promover, também tem o poder de destruir. Resultando, em suma, numa grande percentagem de cidadãos mal informados, intoxicados por meias verdades, criando opiniões essencialmente manipuladas. Por isso os media são apelidados de quarto poder (para além dos três conhecidos: poder legislativo, executivo e judicial).
Em resposta à pergunta inicial, a publicidade é manipuladora. Esta é a tese que defenderei.
A publicidade é a divulgação de produtos e serviços. É uma comunicação de carácter persuasivo que visa defender os interesses económicos de uma indústria, empresa, grupo sócio-económico. Desta forma, o principal objectivo da publicidade é fazer com que a mensagem chegue ao auditório alvo e convencer o público sobre o que deve consumir, comprar, escolher. Os meios e métodos utilizados nem sempre provocam no público a melhor opção de escolha, pois esta é mascarada (manipulada).
Para conseguir este fim os agentes publicitários elegem um público-alvo, trabalham de forma eficiente a imagem e o som e optam por um discurso cuidado onde só atribuem mérito ao produto e nunca as suas fraquezas.
O facto de se centrarem num tema específico faz com que elejam um auditório particular, com determinadas características. Isto permite-lhes aceder ao inconsciente e assim dirigir a conduta do consumidor. Há então um uso eficiente do pathos onde os conteúdos publicitários são dirigidos às emoções do espectador, remetendo para valores e desejos ocultos (que permanecem no subconsciente) privando-o emocionalmente e anulando a sua capacidade de raciocinar.
Ao impedir a livre adesão do auditório à tese, o orador está a obrigar o receptor (auditório) a aderir a dada mensagem. Esta imposição por parte do orador nega a possibilidade do auditório poder aceitar ou recusar a mensagem. A manipulação é isso mesmo, paralisar o juízo e em tudo fazer para que o receptor abra ele próprio a sua porta mental a um conteúdo que de outro modo não aprovaria. Impõem-se a palavra em vez de permitir a sua livre circulação. E isto compromete a autonomia e a identidade do indivíduo.
Conseguindo informações sobre aspectos da personalidade do auditório e escolhendo imagens e sons apropriados, impede os sujeitos de se aperceberem de que estão a ser manipulados. O homem, não tendo plena consciência dos desejos e valores ocultos que fazem parte da sua personalidade, deixa então de ter controlo sobre a sua decisão, sobre o motivo que o leva a agir.
A publicidade influência as pessoas, tornando as coisas diferentes do que são realmente, disformes. Esta passividade do consumidor faz da publicidade uma poderosa arma de manipulação e de influência sobre as suas decisões e opiniões.
Há a considerar uma parte da publicidade aparentemente não comercial, mais informativa, como por exemplo aquelas associadas a problemas genéricos da sociedade. Estas, na minha opinião, não visam a adesão incondicional ao assunto particular mas sim um despertar de consciências onde o único propósito é proporcionar às pessoas um momento de reflexão sobre o que se passa no mundo. No fundo, acaba por ser uma consequência de toda a manipulação em que estamos mergulhados. Uma coisa é a realidade publicitária que a televisão transmite e outra coisa bem diferente é a realidade do mundo que nos rodeia.
A publicidade, ensinando formas de consumo, modela as escolhas das pessoas. A ilusão criada através do apelo aos afectos e da deformação do real faz com que a mensagem seja imposta ao auditório sem que este tenha o seu consentimento. Procura suscitar em nós necessidades mediante um código que não se interpreta por meio da razão (logos), mas que vá directamente dirigido às emoções (pathos), onde também poderá influenciar o prestígio do produto em questão (ethos), e creio que é estas são as principais bases da manipulação.
Tendo isto em conta e o que foi dito inicialmente é natural que, nesta sociedade consumista, a publicidade tenha vindo a ter grande presença e a fazer parte dos nossos dias. Estando esta associada a uma comunicação tendenciosa, é importante que as pessoas tenham cultura para não se deixam levar, para pensem por si mesmas.

Publicidade - uma forma de manipulação? Resposta 2

Sara Felizardo - 11.º B



O uso da palavra tanto serve para a verdade como para dizer a mentira, tanto para o bem como para o mal. Mas a partir da argumentação, surgem múltiplas verdades que a sociedade tem legitimidade de contestar. Mas… e se não possuir competência retórico-argumentativa? Poderá ser alvo de má fé, comprometendo a sua autonomia e identidade?
Para diferenciarmos certas publicidades, teremos de constatar a relação dos conceitos de Ethos, Pathos e Logos em que poderá predominar um em vez dos outros. Uma vez realçando o Pathos, já dizia Aristóteles, era uma actividade manipuladora que fazia com que o auditório se esquecesse de quem era pelo grande envolvimento emocional. Naturalmente, verificamos que a publicidade falaciosa pressupõe uma manipulação em que consiste o poder sobre o seu auditório sem este se aperceber, uma imposição que o poderá constringir de compartilhar a sua opinião ou adoptar um determinado comportamento. Quando não nos sentimos à vontade com algum assunto específico, somos facilmente enganados pela linguagem sofisticada, jogo de palavras, difícil de dominar e de extremo poder expressivo, somos obrigados subtilmente.
No meu entender, não querer ouvir o outro é refutar sem quaisquer razões, simplesmente negando a liberdade de expressão e de recepção, de aceitar ou não a sua mensagem, e assim, a não existência de dialéctica (o confronto entre duas teses/ideias). Contudo, hoje em dia apesar de nos sentirmos mais instruídos, está nas nossas mãos pronunciarmo-nos ou fiarmo-nos no que nos impõem, ou seja, cabe-nos a nós garantir a verdade e não encobrir a mentira. Enfim, o mau uso da retórica designada como retórica negra na publicidade existe conscientemente quer no apelo à emoção e aos sentimentos do auditório ou pelo o uso de falácias e sofismas no seu discurso. Recorrendo a comportamentos, ao excesso de figuras de estilo, a figuras artísticas, à criação de situações de medo pelo uso abusivo da autoridade, à repetição, à sincronização entre os sujeitos e hipnose que torna incapaz de resistir à mensagem e até o recurso ao contacto físico que impressionam o público, sendo capaz de mentir sobre os factos e deformar a realidade induzindo à ilusão como ainda dissimula-los para se pretender a adesão involuntária, tudo isto para fazer aceitar determinada tese através da influência da mente humana.
Para finalizar, podemos prevenir-nos colocando alguns limites à persuasão existente na publicidade, uma imposição de regras fundamentais para o exercício de liberdade através do domínio da ética exigindo uma reflexão, por consequente que impeçam a manipulação.
E apesar do orador aprovar a tese, a «culpa» é nossa, do auditório de aceitarmos a falsidade dessa publicidade e ficarmos tão emocionalmente seduzidos que não temos consciência das nossas atitudes, do nosso juízo, perdemos a capacidade comunicativa e argumentativa. “Não saber usar da palavra para convencer não será, no fim das contas, umas das grandes fontes de exclusão?”

Publicidade - uma forma de manipulação? Resposta 1

Sara Ramos

A publicidade é uma actividade de difusão pública de ideias associadas a empresas, produtos ou serviços. Hoje em dia a publicidade encontra-se espalhada por toda a parte, sendo maioritariamente destinada à venda de um produto ou serviço, utilizando diversos métodos e um planeamento rigoroso. Toda a publicidade tem em conta um público-alvo específico e por isso, esmera-se para apelar aos instintos profundos de um determinado grupo e assim despertar o desejo de compra. Mas é o carácter do orador (Ethos), os sentimentos despertados pelo discurso (Pathos) e o próprio discurso em si (Logos) que fazem toda a diferença quando se trata de persuadir um determinado público a aceitar a tese colocada, neste caso, a compra do produto.
Mas, será que podemos admitir que a publicidade que circula na sociedade de hoje é toda ela manipuladora? Não existirá, portanto, nenhuma réstia de bondade na publicidade?
A meu ver, esta ideia – pressuposta na pergunta – é extremamente exagerada já que não podemos afirmar que toda a publicidade manipula a sociedade.
A manipulação baseia-se em controlar a vontade do outro sem que este se aperceba, sendo que o orador se recusa a ouvir o que outra pessoa diz, tentando enganá-la com um discurso falacioso. Já a persuasão expõe os argumentos tentando convencer o outro a aceitar a tese, sem interferir na liberdade de escolha pensamento deste, sendo a aceitação da tese apresentada dependente apenas do auditório.
Qualquer pessoa com espírito crítico será capaz de não sucumbir as tentações por parte de algumas publicidades de cariz manipulador, e ser capaz de diferenciar aquilo que lhe é necessário daquilo que lhe é supérfluo, mesmo que se sinta tentado. Muitas vezes, somos tentados a comprar um certo produto devido a emoções despertadas pela sua publicidade, sendo isto uma técnica de marketing. Todas as imagens, cores, frases, emoções e valores subliminares são estudados até ao último pormenor com o intuito de chamar a atenção do público e produzir consumo.
Quanto à bondade, creio que esta não desapareceu por completo da publicidade já que esta também tem um grande papel informador sobre diversos assuntos. Por exemplo, no caso de acções de caridade social, organizações não governamentais ou outros organismos cujas publicidades pretendem alertas o público para causas importantes, apelando à boa fé do auditório.

Após uma reflexão, penso que toda a publicidade é apenas persuasiva, pois se tivermos espírito crítico para analisar atentamente a sua mensagem, nunca cairemos numa armadilha de consumismo desmedido.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Persuasão Vs manipulação




Publicitar a chegada do Pai Natal. Parece bom, o Pai Natal produz felicidade nas crianças.

Mas se o anúncio da chegada do Pai Natal visa levar os pais das crianças ao espaço comercial e a estabelecer laços de simpatia (emoções positivas)?
Há uma intenção oculta? Ou ela não é assim tão oculta? É manipulação ou ainda uma forma de persuasão?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Trabalho 3 - 11.º Ano - Turmas A, B, E e F

AGORA É A SÉRIO...

Trabalho de ensaio/dissertação sobre dimensões éticas do discurso retórico da publicidade

Problemas de partida:

Hipótese 1) é legitimo dirigir publicidade a crianças?

Hipótese 2) é legitimo usar crianças em publicidade?

Hipótese 3) a publicidade é manipulação do auditório?

Regras:
- Máximo 2 páginas A4 - Letra 11 ou 12, espaçamento 1,5
- Imperativo: citar todas, TODAS, as fontes.
- entrega: dia 12, às 24h

Os alunos defendem o trabalho respondendo a uma só questão acera do mesmo.

Critérios de avaliação:
- coerência, consistência da análise e síntese criada;
e ... VER CRITÉRIOS DA DISCIPLINA FILOSOFIA NESTE BLOG