quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Rede conceptual da ação


  1. O ACONTECER E O FAZER
    1. O que distingue o agir do acontecer? 
    2. Pode a ação ser um acontecimento?  Justifique a verdade desta resposta.
    3. Todas as acções são acontecimentos, mas nem todos os acontecimentos são acções.” Concorda? Justifique.


  1. A ação humana
    1. O que é a consciência?
    2. O fazer voluntário implica necessariamente a consciência?
    3. O fazer involuntário implica necessariamente a consciência?
    4. O que é um ato do homem?
    5. A vontade não é a intenção. Porquê?
    6. Pode existir uma intenção sem motivo? Porquê?
    7. O mesmo motivo conduz sempre à mesma intenção? Porquê?
    8. Uma intenção pode não ser realizada. Depende da decisão. Concorda? Justifique.
    9. Ter uma intenção sem ter qualquer poder de a executar revela que ao agente falta algo. O quê? Justifique.
    10. O que pode anular ou diminuir a consciência necessária à ação?
    11. Define ação usando só duas palavras/expressões.
    12. Exemplifique como o projecto impõe ao sujeito a realização de acções.
    13. Se o homem não fosse livre poderia haver acções? A liberdade é uma exigência para que haja ação humana? Porquê?
    14. Distinga ação básica de ação não básica. Use um exemplo.
    15. Temos uma vontade livre se não deliberarmos?
    16. Poder decidir é ter um poder sobre si mesmo. Concorda? Justifique.
    17. Liberdade (livre-arbítrio) implica a responsabilidade e a responsabilidade é condição de liberdade. (esta frase tem duas ideias agregadas. Tem de tratar cada uma em separado primeiro).
Respostas
1 - O ACONTECER E O FAZER
1.1 - O que distingue o fazer do acontecer? Enuncie 3 características opostas.
O fazer é sempre o comportamento de alguém, é sempre o que alguém provoca, seja uma reação, seja uma ação, seja involuntário, seja voluntário. O acontecer pode ser o resultado de um fazer ou de uma ocorrência natural. O acontecer “apanha” o homem como espetador, como agido e não como ator ou agente.
1.2 - Pode um fazer ser um acontecimento? Sim. Justifique a verdade desta resposta.
O acontecer pode ser uma ocorrência ou o efeito de sofre uma ação ou reação de alguém.

1.3 - “Todas as acções são acontecimentos, mas nem todos os acontecimentos são acções.” Concorda? Justifique.
Sim e Sim. 1) Todas as acções podem ser compreendidas do exterior a quem as realiza como acontecimentos e 2) como existem acontecimentos naturais e acontecimentos fruto de reações (Cê assustou JOTA e este reagiu mecanicamente com um murro).

2 - A ação humana
2.1 - O que é a consciência?
É a dimensão da mente que percepciona e disso tem noção. Ser consciente é estar de vigília e lúcido e compreender o que acontece e faz.

2.2 - O fazer voluntário implica necessariamente a consciência?
Sim, pois a vontade como poder de decisão exige a noção e o conhecimento que da consciência.

2.3 - O fazer involuntário implica necessariamente a consciência?
O ato involuntário pode ser consciente, mas não necessariamente. Os comportamentos resultantes dos vícios, de doenças psíquicas ou das necessidades de auto-regulação corporal (respirar, transpirar) não precisam da consciência.
Sem suma, todo o ato voluntário necessita da consciência, mas podemos ter atos conscientes involuntários

2.4 - O que é um ato do homem?
È um fazer involuntário. Considerando que o faxer voluntário se chama ato HUMANO (e não do Homem)

2.5 - A vontade não é a intenção. Porquê?
A intenção é o propósito de realizar algo. A vontade é a capacidade de dizer sim ou não a esse propósito.

2.6 - Pode existir uma intenção sem motivo? Porquê?
Não. A intenção para surgir na mente humana tem sempre um ou várias razões: existem sempre desejos, ideais, necessidades, aspirações que impulsionam o homem a querer algo, a definir o seu propósito. Para refutar isto basta fazer o exercício inverso: criar uma intenção sem motivação.

2.7 - O mesmo motivo conduz sempre à mesma intenção? Porquê?
Não. Um motivo pode dar origem a diferentes intenções porque as pessoas são diferentes, no tipo de inteligência, de projectos de vida, de valores, de cultura. As pessoas mudam elas próprias ao longo do tempo,

2.8 - Uma intenção pode não ser realizada. Depende da decisão. Concorda? Justifique.
Sim, podemos ter a intenção e decidir não a cumprir. Exemplo: TÊ está apaixonado por SÊ e tem a intenção de lhe pedir namoro. Mas a sua decisão não acontece pois tem receio de ser rejeitado. (a sua decisão não acontece porque está em luta com um motivo contrário, negativo).

2.9 - Ter uma intenção sem ter qualquer poder de a executar revela que ao agente falta algo. O quê? Justifique.
Pode faltar consciência do seu poder e das circunstâncias, pode faltar meios.

2.10 - O que pode anular ou diminuir a consciência necessária à ação?
Doença psíquica, efeito de drogas, cansaço extremo…

2.11 - Defina ação usando só duas palavras/expressões.
Alteração intencional da realidade.

2.12 - Exemplifique como o projecto impõe ao sujeito a realização de acções.
Ypsilón tinha como projecto profissional ser piloto de aviões. Isto impôs que o exercício físico e o cálculo mental fossem uma prioridade da sua educação escolar.

2.13 - Se o homem não fosse livre poderia haver acções? A liberdade é uma exigência para que haja ação humana? Porquê?
São duas questões distintas e impõem resposta contrária, mas a ideia é a mesma: a liberdade (da vontade) é uma condição necessária para haver ação. Caso contrário, se o homem fizer algo sob imposição, não resulta da sua decisão e não pode sobre o que ocorre ser responsbilizado.

2.14 - Distinga ação básica de ação não básica. Use um exemplo.
Ação básica: Comer um gelado: é uma ação básica. Não prepara outra ação, esgota-se em si mesma.
Ação não básica: ir ao cinema: precisa de outras ações para se cumprir

2.15 - Temos uma vontade livre se não deliberarmos?
Podemos ter, O que é decisivo na açºao é o poder de decisão livre e não a deliberação. Claro está que a deliberação cria maior liberdade e maior consciência mas é uma questão de grau (+) e não de qualidade.

2.16 - Poder decidir é ter um poder sobre si mesmo. Concorda? Justifique.
Sim. Decidir é escolher a partir da sua vontade , sem coação. Isto significa que controla os seus próprios atos e, como tal, é poder dizer sim ou não. Então a vontade é autónoma: o poder sobre a sua vontade não vem do exterior, está em si mesma.
2.17 - A Liberdade (livre-arbítrio) implica a responsabilidade e a responsabilidade é condição de liberdade. (esta frase tem duas ideias agregadas. Tem de tratar cada uma em separado primeiro).

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Teste - 10.º ano

Teste de filosofia n.º 1 – 10.º Ano



Conceitos do domínio da lógica
- Definir conceito e termo
- Definir juízo e proposição
- Definir raciocínio e argumento
- Distinguir raciocínio dedutivo de raciocínio indutivo
- Enunciar uma característica da razão e do conhecimento racional
- Identificar o tema, o problema, a tese e os argumentos num discurso.
- Distinguir as características do conhecimento empírico das características do conhecimento racional
- Distinguir a verdade da validade.
- Distinguir conhecimento subjectivo de conhecimento objectivo.
- Distinguir Juízo Universal de Juízo particular.
- Distinguir juízo afirmativo de juízo negativo.
- Classificar as proposições como categóricas, hipotéticas ou disjuntivas.
- Distinguir realidade concreta de realidade abstracta.

Conteúdos específicos da unidade inicial
- Identificar questões filosóficas
- Caracterizar questões filosóficas
- Distinguir questões filosóficas de questões científicas e de questões vulgares
- Caracterizar a atitude filosófica.
- Distinguir o Objecto da filosofia do objecto das ciências;
- Distinguir o Método da filosofia do método das ciências;

a) definir filosofia – o que é a filosofia?
- a filosofia é um saber?
- a filosofia é uma actividade?
- a filosofia usa razão?
- a filosofia procura essências e o sentido? O sentido depende da essência?
- a filosofia analisa e constrói conceitos?

b) caracterizar a faculdade da razão humana
- quais as características de um conhecimento racional? E de um conhecimento empírico?
- a construção de conceitos é um processo racional? O conhecimento racional implica um processo de abstracção? Porquê?

c) caracterizar as questões filosóficas
- porque são abertas? O que significa dizer que são abertas?
- porque não se restringem aos factos e às leis?
- porque permitem várias respostas?
- porque têm de ser argumentadas?
- o que distingue as questões filosóficas de questões não filosóficas?

d) esclarecer o que é um objecto de conhecimento;

e) caracterizar a atitude filosófica;

f) problematizar e o valor da filosofia;

g) Quais os campos do saber filosófico?
- que estuda a gnoselogia?
- que estuda a ética?
- que estuda a filosofia política?
- que estuda a lógica?
- que estuda a metafísica?
- que estuda a estética?

h) - o que é um conhecimento subjectivo? E um conhecimento objectivo? - um conhecimento intersubjectivo é sempre subjectivo?


Texto A
Terá a filosofia objecto? (…). A filosofia só toma consciência de si praticando-se, visando um objecto.
(…) A filosofia começa quando nos interrogamos sobre o sentido do mundo ou da história, e na medida em que o sentido “faça sentido” implica já um fundamento e uma justificação: quando Spartacus se interroga se tem sentido trabalhar como trabalha, ou Oppenheimer de fabricar a bomba atómica, é sempre o homem que põe esta questão do sentido – do sentido – do sentido de todas as coisas - , esta questão que ecoa ao longo da aventura humana, e é no homem que a filosofia a encontra. (…).
Mikel Dufrenne, Pour l´homme
1 – Tendo em conta e usando o texto, defina filosofia.

Texto B
A filosofia, se bem que incapaz de nos dizer ao certo qual venha a ser a verdadeira resposta, às várias dúvidas que ele próprio invoca, sugere numerosas possibilidades que nos conferem amplidão aos pensamentos, descativando-nos da tirania do hábito. (…) Embora diminua, por consequência, o nosso sentimento de certeza no que diz respeito ao que as coisas são,(…) varre o dogmatismo, um tudo-nada arrogante dos que nunca chegaram a empreender viagens nas regiões da dúvida libertadora (...)
Russel, B. (1980), Os problemas da filosofia. Coimbra, Arménio Amado
2 – Com base no texto B, caracterize a atitude filosófica.
3 – Construa um texto argumentativo que discuta o valor da filosofia. Deve identificar a tese, os argumentos, os contra-argumentos e/ou objecções.

4 – Leia com atenção as seguintes questões:
a) Que elementos entram na composição da água?
b) O que é a liberdade?
c) Qual a temperatura do núcleo da terra?
d) O que é o tempo?
e) Pode o homem conhecer a realidade?
f) O pensamento depende da realidade ou a realidade do pensamento?
g) Como minorar os efeitos de um sismo sobre as habitações?
h) Para que vivemos?
4.1. Classifique as questões como filosóficas e não filosóficas.
4.2. Esclareça porque não é a seguinte questão uma questão filosófica: “a liberdade de expressão é um direito humano presente na Declaração Universal do Direitos Humanos?”
4.3. Transforme a questão anterior numa questão filosófica.
4.4. Formule uma questão filosófica do domínio da ética.

teste de filosofia - 10

Cotação


VERSÃO E
1. pontos
2. pontos
3. pontos
4.1. pontos
4.2. pontos
4.3. pontos
5. pontos
6. pontos
7. pontos

8. pontos
9. pontos
10 pontos










Texto A
O núcleo da filosofia reside em certas questões que o espírito reflexivo humano acha naturalmente enigmáticas, e a melhor maneira de começar o estudo da filosofia é pensar directamente sobre elas. (…)
A filosofia é diferente da ciência e da matemática. Ao contrário da ciência, não assenta em experimentações nem na observação, mas apenas no pensamento. E, ao contrário da matemática, não tem métodos formais de prova. A filosofia faz-se colocando questões, argumentando, ensaiando ideias e pensando em argumentos possíveis contra elas e procurando saber como funcionam realmente os nossos conceitos.
T. Nagel, Que Quer Dizer Tudo Isto? Uma Iniciação à Filosofia, 1995
1 – Tendo em conta e usando o texto, esclareça em que consiste o conhecimento filosófico.

Texto B
A filosofia, se bem que incapaz de nos dizer ao certo qual venha a ser a verdadeira resposta, às várias dúvidas que ele próprio invoca, sugere numerosas possibilidades que nos conferem amplidão aos pensamentos, descativando-nos da tirania do hábito. (…) Embora diminua, por consequência, o nosso sentimento de certeza no que diz respeito ao que as coisas são,(…) varre o dogmatismo, um tudo-nada arrogante dos que nunca chegaram a empreender viagens nas regiões da dúvida libertadora (...)
Russel, B. (1980), Os problemas da filosofia. Coimbra, Arménio Amado
2 – Com base no texto B, caracterize a atitude filosófica.

Texto C
Um serviço inestimável prestada pela filosofia (…) reside no hábito, por ela estimulado, de promover-se um julgamento imparcial considerando-se todas as facetas de uma questão, e na ideia que ela oferece do que seja a evidência e de que devemos buscar ou esperar de uma prova. Pode ser esse um importante questionamento das inclinações emocionais e das conclusões precipitadas, sendo especialmente necessário, e com frequência negligenciado, em controvérsias políticas. Se ambos os lados considerassem suas diferenças políticas munidos de espírito filosófico, seria difícil admitir a eventualidade de uma guerra. O sucesso da democracia depende muito da habilidade dos cidadãos em distinguir um bom de um mau argumento, não se deixando enganar por confusões. A filosofia crítica estabelece um padrão ideal para o raciocínio correcto e capacita quem a estuda a remanejar argumentos confusos. Talvez seja esse a motivação pela qual Whitehead afirma, na passagem acima citada, que "nenhuma sociedade democrática poderá alcançar êxito sem que a educação geral que a inspire exprima uma perspectiva filosófica".
3 – Explicite, a propósito do texto C, o problema, a tese e os argumentos.

4 – Leia com atenção as seguintes questões:
a) Que elementos entram na composição da água?
b) É o homem um ser livre?
c) Qual a temperatura do núcleo da terra?
d) O que é o homem?
e) Porque tem o homem valores?
f) O pensamento depende da realidade ou a realidade do pensamento?
g) Pode o homem conceber-se como ser estritamente individual?
h) O que é a cultura?
4.1. Classifique as questões como filosóficas e não filosóficas.
4.2. Esclareça porque não é a seguinte questão uma questão filosófica: “a boa aplicação da justiça é a principal uma preocupação do ministério da justiça?”
4.3. Transforme a questão anterior numa questão filosófica.
4.4. Formule uma questão filosófica do domínio da estética.

5. Caracterizámos Filosofia com quatro características. Atribua a cada um dos temos as expressões que considera adequadas:
1. Autonomia 2. Universalidade 3. Radicalidade
  1. capacidade de cada um dar a si a lei.
  2. ser passivo face ás ideias do outro.
  3. pensar por si.
  4. aplicar a sua força.
  5. um saber dependente.
  6. uma característica inata do homem.
  7. próprio do conhecimento dos sentidos.
  8. entendimento entre todos.
  9. é da natureza partilhável das ideias dos filósofos.
  1. ir à raiz
  2. questionar indefinidamente;
  3. questionar o fundamento da(s) realidade(s);
  4. produzir afirmações que vão contra a norma;
  5. discutir tudo;
  6. pensar a origem das coisas.
  7. um pensamento que a todos diz respeito.
  8. é objectividade;
  9. é conhecimento absoluto.

6. Tendo em conta conceitos de natureza dada, natureza adquirida e de instinto, cultura, esclareça a seguinte afirmação: “a acção é decisiva para definir o que cada um é”.

7. Tenha em consideração o seguinte texto – texto C
Só é verdadeiramente humano o acto que o homem realiza enquanto homem, isto é, o acto que em si próprio transporta a marca da sua diferença específica. Ora, essa diferença é a razão ou, melhor dizendo, a racionalidade. (...)
Estes actos são, pois, próprios do homem, não apenas pela sua estrutura, mas também pela maneira como dependem do agente e é por isso que merecem, a título privilegiado, ser designados como actos humanos.
JOSEPH DE FINANCE, Éthique Général., Roma: Presses de I'Université Grégorienne, 1967, p. 31.
    1. Os actos humanos segundo o texto C, são próprios do homem “pela maneira como dependem do agente”. Esclareça esta afirmação.

  1. Indique a propósito de cada conceito quais as atribuições verdadeiras
8.1 Motivo é
  1. uma quase-causa;
  2. impulsionador;
  3. justificativo;
  4. esclarecedor;
  5. incontrolável;
  6. uma imposição
8.2. A Vontade é
  1. desejar algo;
  2. faculdade de decidir;
  3. um apetite;
  4. importante nos comportamentos automáticos;
  5. independente da consciência;
  6. um poder capaz de forçar os outros

    1. A Consciência é
  1. uma condição necessária mas não suficiente para que haja acção;
  2. a capacidade de ter presente na mente o que queremos;
  3. ter noção da intenção;
  4. é central em toda a conduta humana.
  5. É conhecer;
  6. É essencial nos actos do homem.

    1. O agente é
  1. qualquer pessoa em qualquer situação;
  2. ou pode ser um animal
  3. que concebe
  4. quem age
  5. o responsável
  6. quem faz mesmo que não conceba;
.

  1. Esclareça a afirmação: não há acção sem motivo, mas há motivo sem acção.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Elementos de Lógica para o 10.º Ano

1) Conceito - representação mental abstrata que sintetiza o essencial relativo a um conjunto de seres (aluno) ou relativo a um ser particular ( o João).
O termo é a expressão do conceito - e a sua concretização verbal.

2) Juízo - operação intelectual que relaciona dois conceitos de forma afirmativa ou negativa, sendo um o sujeito e o outro o predicado (atributo).
A proposição é a expressão do juízo - é a sua concretização verbal.
A proposição é sempre e só uma frase declarativa, por isso é que o seu valor lógico é o de verdade ou de falsidade. A proposição é verdadeira ou falsa porque faz uma declaração sobre a realidade e essa  é verdadeiro ou é falsa.

3) Raciocínio - operação intelectual que relaciona proposições dadas (as premissas) de forma a extrair um nova proposição (a conclusão).
Um raciocínio quando expresso chama-se argumento.
Um Argumento não é verdadeiro nem falso, mas sim válido ou inválido.


3.1) Raciocínio dedutivo - operação intelectual que em função das premissas dadas serem verdadeiras tem de concluir necessariamente uma proposição verdadeira.

Podemos ter um argumento DEDUTIVO Válido em que:
a) todas as proposições (premissas e conclusão) são verdadeiras
b) todas as suas proposições (premissas e conclusão) são falsas.
c) as premissas são falsas e a conclusão verdadeira.

Não podemos ter um argumento dedutivo válido com premissas verdadeiras e conclusão falsa. Este sendo impossível não é exemplificável.

Exemplo de b)
Todos os alunos são seres que gostam de lógica.
Nenhum ser que gosta de lógica é humano.
Logo, nenhum humano é aluno.

Exemplo de c)
Todos os peixes nadam rápido   (Falso)
As baleias são peixes.                 (Falso)
Logo, as baleias nadam.              (Verdade)


O que é um raciocínio NÃO DEDUTIVO?
EXEMPLO DE RACIOCINIO NÃO DEDUTIVO: RACIOCÍNIO INDUTIVO.








quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Um filme sobre Hannah Arent - uma filosófa que pensou e teorizou o totalitarismo


A mulher com cabeça

  • Hannah Arendt
  • De: Margarethe von Trotta
  • Com: Barbara Sukowa, Axel Milberg, Janet McTeer
  • Género: Drama, Biografia
  • Classificacao: M/12

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Uma interpretação extraordinária de Barbara Sukowa no filme mais importante agora em exibição entre nós: retrato de mulher e filme de ideias sobre um tempo que passou.

Envolto nas roupagens levemente nostálgicas de uma Nova Iorque académica e afluente, mitificada pelos bons ofícios do cinema, Hannah Arendt pode ter um leve aroma de “filme fora de tempo”, ou não identificássemos a sua autora, a veterana alemã Margarethe von Trotta, com a vertente mais interventiva do cinema alemão dos anos 1970. E é obra que recorda, com saudade e sem saudosismo, um tempo em que havia espaço e disponibilidade para o, e entusiasmo pelo, pensamento. Um tempo em que a cultura, a arte, a literatura não eram apenas palavras vãs, mas sim algo que tinha um impacto prático, quotidiano.

Encarnada de modo extraordinário por Barbara Sukowa, Hannah Arendt é uma mulher fiel apenas ao seu intelecto e aos seus amigos, que se recusa a diluir ou adoçar o seu raciocínio apenas para ser politicamente correcta. Arendt bem pode querer separar as águas do pessoal e do profissional mas o affaire Eichmann e a sua noção de rigor intelectual imparcial apenas vieram sublinhar a lição que o seu professor, Martin Heidegger, aprendera tarde demais: a vida real e a vida da mente não são a mesma coisa e há que escolher e assumir as consequências. O pensamento da filósofa pode ter afectado o mundo, mas exigiu um preço pessoal - e é também aí que Von Trotta e Sukowa ganham o filme, ao recusar “separar as águas” e pintá-la como alguém intocável, ao tornar Hannah Arendt numa apaixonante meditação sobre o pensamento como algo de profundamente cinematográfico, até sedutor e sexy - e melhor “filme de recrutamento” para pôr a cabeça a mexer é difícil de imaginar.


 Banksy invade as ruas de Nova Iorque

Durante todo o mês de Outubro o icónico e polémico artista de rua britânico vai residir em Nova Iorque, pintando as suas paredes. Na terça-feira, surgiu a primeira peça, com a irónica inscrição: “o graffiti é crime.”
O número 18 da Allen Street
AQUELE QUE É PROVAVELMENTE O ARTISTA DE RUA MAIS CONHECIDO DO MUNDO, O MISTERIOSO GRAFFITER INGLÊS BANKSY, ACABA DE COLOCAR EM MARCHA UM AMBICIOSO PROJECTO PELAS ARTÉRIAS DE NOVA IORQUE. INTITULADO BETTER OUT THAN IN, FOI DIVULGADO ESTA QUARTA-FEIRA, COMO HABITUALMENTE, DE FORMA ENIGMÁTICA, NO SEU SÍTIO DA INTERNET, EMBORA DIAS ANTES, ALGUNS POSTERS NAS RUAS DE LOS ANGELES INDICIASSEM QUE ALGO ESTAVA PARA ACONTECER.

E no que consiste o projecto? Durante todo o mês, diferentes zonas da cidade acolherão novas obras do artista natural de Bristol, Inglaterra, cuja identidade ninguém conhece. Será uma espécie de grande exposição a céu aberto. A primeira obra já se pode ver no número 18 da Allen Street, a meio caminho entre o Lower East Side e Chinatown. Pintada sobre um muro, a peça mostra uma criança empoleirada sobre as costas de outra, com uma lata de spray de um sinal onde se pode ler: “o graffiti é crime.” Mas o projecto não se fica por aí.

(...)  http://www.publico.pt/cultura/noticia/banksy-invade-com-ironia-as-ruas-de-nova-iorque-1607801


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Questões filosóficas e Questões não filosóficas

Tarefa
Procurando distinguir questões filosóficas de questões não filosóficas, considere as frases.
A partir de duas colunas, agrupe-as em pares de forma a contraporem-se

1) Comuns a todos os homens 

2) São questões de facto

3) Têm carácter existencial

4) Não afectam o sentido da existência de quem as dá

5) Pedem respostas racionalmente argumentadas

6) São questões de valor

7) Pedem resposta empiricamente comprovada

8) Questões que permitem uma única resposta

9) Questões gerais e abstractas

10) Apresentam respostas particulares

11) Próprias de alguns homens

12) Questões sobre fenómenos concretos

13) Questões que possibilitam respostas diversas

14) Pedem respostas objectivas

15) Procuram o como

16) Apresentam respostas subjectivas

17) Visam respostas universais

18) Questões sobre o sentido

19) Questões sobre o funcionamento

20) Procuram o porquê


Solução

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Compreender e explicar - Edgar Morin

Há duas formas de compreensão: a compreensão intelectual ou objectiva e a compreensão humana intersubjectiva. Compreender significa intelectualmente apreender em conjunto, com-prehendere, abraçar junto (o texto e seu contexto, as partes e o todo, o múltiplo e o uno). A compreensão intelectual passa pela inteligibilidade e pela explicação.
Explicar é considerar o que é preciso conhecer como objecto aplicar-lhe todos os meios objectivos de conhecimento. A explicação é, bem entendido, necessária para a compreensão intelectual ou objectiva.
A compreensão humana vai além da explicação. A explicação é bastante para a compreensão intelectual ou objectiva das coisas anónimas ou materiais. É insuficiente para a compreensão humana.

Esta comporta um conhecimento de sujeito a sujeito. Por conseguinte, se vejo uma criança chorando, vou compreendê-la, não por medir o grau de salinidade de suas lágrimas, mas por buscar em mim minhas aflições infantis, identificando-a comigo e identificando-me com ela. O outro não apenas é percebido objectivamente, é percebido como outro sujeito com o qual nos identificamos e que identificamos connosco, o ego alter que se torna alter ego. Compreender inclui, necessariamente, um processo de empatia, de identificação e de projecção. Sempre intersubjectiva, a compreensão pede abertura, simpatia e generosidade.

Edgar Morin, Os sete saberes necessários à educação do futuro


sábado, 7 de setembro de 2013

Rebater um argumento por 20 mil dólares

Blog da Crítica

Rebater um argumento por 20 mil dólares


Eis o argumento:

“A moral e os valores dependem da existência de mentes conscientes — e especificamente do facto dessas mentes poderem experimentar várias formas de bem-estar e de sofrimento neste universo. 

Mentes conscientes e os seus estados são fenómenos naturais, totalmente delimitados pelas leis do universo (sejam elas o que vierem a ser). 

Portanto, as questões de moral e dos valores devem ter respostas certas e erradas no âmbito da ciência (em princípio, se não na prática). 

Consequentemente, alguns povos e culturas estarão certos (em maior ou menor grau), e alguns estarão errados, no que diz respeito ao que consideram ser importante na vida.”

Este argumento é apresentado por Sam Harris no seu livro "The Moral Landscape" e aqui é lançado o desafio para que o rebatam.

A melhor resposta será publicada e receberá um prémio de 2 mil dólares e quem o convencer que está errado, receberá um prémio de 20 mil dólares.

E o nosso leitor, aceita o desafio?

Fonte: http://blog.criticanarede.com/