quinta-feira, 11 de abril de 2013

Lógica Proposicional - Exercício 7


LÓGICA PROPOSICIONAL - EXERCÍCIO

Argumento A)
Se os indeterministas têm razão, não há sentido para a realidade e não há sustentação possível para a decisão humana. Mas os indeterministas não têm razão. Logo, há sentido para a realidade e há sustentação possível para a decisão humana.

INVÁLIDO


Argumento B)
Se os indeterministas têm razão, não há sentido para a realidade e não há sustentação possível para a decisão humana. Não há sentido para a realidade e não há sustentação possível para a decisão humana. Logo os indeterministas não têm razão.

VÁLIDO

  1.      Formalize os dois argumentos
  2.           Avalie o valor de verdade de ambos usando a tabela de verdade
  3.      Avalie o validade de ambos usando o inspetor de circunstâncias.
  4.      Classifique o argumento e a falácia.





domingo, 3 de fevereiro de 2013

Argumentação e Retórica

Calvin deduz de duas premissas uma conclusão:

1.ª premissa: Só os ignorantes são felizes;
2.ª a aprendizagem em sala de aula torna-nos conhecedores ( e consequentemente infelizes)
Conclusão Calvin exige não aprender - recorrendo à Constituição o que pode ser entendido como 2.º argumento - que reforça a exigência da conclusão) 
Consequência: ir para o parque brincar.

Exercício - Lógica Informal

11.º E - João Branquinho, Joel Nunes, Tiago Pedrosa

Desafio

Identifique nos exemplos abaixo cada uma das seguintes 10 falácias de argumentos não dedutivos:

Falácias de argumentos não dedutivos:
  1. Petição de Principio
  2.  Falso Dilema
  3. Apelo á Ignorância
  4. Ad hominem
  5.  Derrapagem
  6. Boneco de Palha ou Espantalho
  7. Falsa Causa ou Post Hoc
  8.  Ad misericordiam
  9.   Ad verecundiam ou da autoridade
  10. Falsa analogia
Exemplos:
a)      Os professores dizem sempre a verdade. Um professor disse uma pedra flutua. Logo, a pedra flutua dado que os professores não mentem.
b)      Se o consumo de bebidas alcoólicas fosse proibido, então as pessoas começavam a andar tristes e iriam ter graves depressões, o que levava a muitas pessoas ficarem de baixa. As empresas e o estado não conseguiriam assegurar tal situação. Logo, entravamos em banca rota.
c)      Um pinheiro manso tem aba e faz sombra e precisa de ser regado. O chapéu tem aba e faz sombra. Logo, o chapéu precisa de ser regado.
d)      O João diz que é importante estudar. O Manuel manda-o calar e insulta-o.
e)      As pessoas utilizam os telemóveis de forma excessiva e, até viciante. Como os vícios são coisas más, logo os telemóveis não deviam de existir.
f)       Professor… não me dê negativa porque eu até tentei esforçar-me, só que sabe… os meus pais estão sempre a discutir e acho que vão se separar.
g)      Os minotauros existem, visto que ainda não se provou o contrário.
h)      Depois de ter comprado um rato novo, o meu computador avariou. Logo, o meu computador avariou por culpa do rato.
i)        Ou utilizas o Windows Internet Explorer ou utilizas o Mozilla Firefox.
j)        O famoso médico recomenda um que um certo carro é a melhor escolha.

1 - A2 - I; 3 - G;  4 - D; 5 - B;  6 - E; 7 - H; 8 - F; 9 - J; 10 - C

domingo, 27 de janeiro de 2013

Kant versus Mill

Um trabalho de alunos sobre se se deveria ou não sacrificar uma vida humana para salvar duzentas.

http://filosofiatintimportintim.blogspot.pt/2013/01/kant-vs-mill-qual-opcao-mais-correta.html

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Ética e Moral são conceitos distintos

A moral estabelece-se como um conjunto de regras e princípios a cumprir. Em face destas regras se avalia e sanciona o nosso comportamento - assim assumida a moral apresenta-se como exterior a cada sujeito de acção.

A ética é para cada um de nós, exige a ponderação racional e pessoal da decisão a tomar em função dos valores que o próprio ou a comunidade assume e das circunstâncias. O comportamento ético é avaliado e sancionado ao nível da consciência moral de cada um.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Direitos, motivações e poder de decisão


O cão que matou a criança e as comparações grotescas

Daniel Oliveira
8:00 Sexta feira, 11 de janeiro de 2013

Mandam as regras que um animal doméstico que se demonstre perigoso ao ponto de pôr em risco a vida humana tem de ser abatido. Um cão de uma raça perigosa matou uma criança de 18 mesesFoi decidido o seu abate. mais de 20 mil pessoas assinaram uma petição para impedir uma decisão de evidente bom senso. Segundo fonte do Instituto de Medicina Legal ao jornal "Público", "a autópsia, realizada quarta-feira, concluiu que a morte se deveu a ferimentos provocados pela mordedura do cão".

Dizem os subscritores desta petição: "um cão que nunca fez mal durante oito anos e atacou é porque teve algum motivo". A ver se nos entendemos: Os motivos para um animal matar uma criança são irrelevantes, porque as crianças não podem correr risco de vida, sejam lá qual forem os motivos. A decisão de abater um cão não é uma forma de fazer justiça (por isso os motivos pouco interessam), mas de segurança. 
Escrever que "a criança e o cão são os dois inocentes desta história" é pornográfico. Crianças e cães, para os humanos, não estão no mesmo nível. Nenhum animal é abatido por ser "culpado" de nada. Até porque tal conceito é inaplicável a não humanos. Um animal doméstico, se se revelar perigoso para os humanos, não pode conviver com eles. É apenas disto que se trata e não de qualquer ato de justiça. Os donos e pais foram negligentes? Isso sim, resolve-se na justiça. O abate do cão é outra coisa: um cão que mata uma criança com quem convive deixou de ser um animal doméstico. Porque o que o torna doméstico é ser controlável por humanos. Como não pode ser devolvido à vida selvagem é abatido. Não por justiça, mas por segurança.

Diz a petição: "Se não se abatem pessoas por cometerem erros, por roubarem, por matarem...então também não o façam com os animais!" A comparação é de tal forma grotesca que chega a ser desumana. Eu sou contra a pena de morte. Eu como carne de animais que foram abatidos. Serei incoerente ou limito-me a não comparar o incomparável? Os animais não têm, para os humanos, o mesmo estatuto das pessoas. E quem acha que têm não percebe porque consideramos a vida humana um valor absoluto e indiscutível.

Resumo assim: a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos. Sempre. Tendo tido (e continuando a ter) quase sempre animais domésticos (de que gosto imenso), parece-me haver em muitos defensores mais radicais dos direitos dos animais um discurso que relativiza os direitos humanos. Porque não compreendem a sua absoluta excepcionalidade.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Existem direitos dos animais?





Não há direitos dos animais, há deveres das pessoas...

Henrique Monteiro
10:27 Domingo, 13 de janeiro de 2013

Daniel Oliveira já escreveu, aqui nestas páginas , quase tudo sobre o assunto do cão que matou uma criança de 18 meses. Mas eu queria questionar a própria ideia de direitos dos animais. Há, como ele diz, comparações grotescas, antropomorfizações dos conceitos de justiça e de culpa para animais que são conceptualmente erradas, mas isso advém de uma Declaração da UNESCO, de 1978, sobre os chamados Direitos dos Animais.
Ora, os animais, por definição, não podem ter direitos, uma vez que o direito tem por objeto a regulação entre pessoas. Basta ver na dita carta dos Direitos dos Animais é, na sua grande parte, não uma carta de direitos dos animais, mas sim uma carta de deveres dos homens em relação aos animais. Porque direito e dever não são claramente a mesma coisa. Um ser humano tem direitos invioláveis e tem deveres em relação a outros homens, mas também em relação aos animais, à natureza. Isso é diferente de postular direitos inatos de animais ou da natureza.
Vejamos um dos pontos mais ridículos, do meu ponto de vista, dessa Declaração: no artº 9 dos Direitos dos Animais diz-se: "Quando o animal é criado para alimentação, deve ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor". Conseguem dizer isto sobre um ser humano? Por este ponto bem sem vê que estes direitos dependem exclusivamente de deveres dos seres humanos, e não de qualquer ato de vontade por parte de um animal. Ou seja, se acreditarmos que os animais têm direitos, teríamos de postular, igualmente os seus deveres, o que jamais poderemos.
Em, suma, e voltando a citar Daniel Oliveira, porque concordo com ele e o seu resumo é feliz," a vida do humano mais asqueroso vale mais do que a vida do animal doméstico de que mais gostamos. Sempre. Tendo tido (e continuando a ter) quase sempre animais domésticos (de que gosto imenso), parece-me haver em muitos defensores mais radicais dos direitos dos animais um discurso que relativiza os direitos humanos. Porque não compreendem a sua absoluta excecionalidade"
Só acrescentaria que estas declarações da UNESCO, sendo muito generosas, por vezes estabelecem confusões que geram movimentos como estes, de pessoas radicais que entendem que um animal é como uma pessoa, sem compreender que essa ideia leva a outra - a de que uma pessoa não passa de um animal.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Falácia da Ignorância


O PROBLEMA DA FALÁCIA DA IGNORÂNCIA

resulta de IR DO QUE NÃO ESTÁ PROVADO PARA DAR COMO PROVADO O SEU CONTRÁRIO.

Exemplo:
NÃO SE PROVA A EXISTêNCIA DE ETs, LOGO OS ETs existem.

Assim da NÃO PROVA DE NÃO P, CONCLUI-SE P.

PARECE SER ~~P, ENTÃO P. 

MAS NÃO É, pois a PRIMEIRA NEGATIVA NÃO É UMA VERDADEIRA NEGATIVA, MAS SÓ A AUSêNCIA DE PROVA.

UMA VERDADEIRA NEGATIVA SERIA:     NÃO É VERDADE QUE NÃO EXISTEM ETs.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Falácia da petição de princípio



Exemplo:

Este individuo é paranóico (conclusão), pois está referenciado como tal (premissa).

Explicação:

É uma falácia de petição de princípio, pois a conclusão é que permite criar a premissa. A conclusão é pressuposta no início.

Se A, então B. Mas B é razão de A.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Palavra, Retórica e Democracia


A retórica é uma invenção grega. Não caiu do céu, mas nasceu e desenvolveu-se num contexto muito preciso, o das instituições políticas e, particularmente, judiciárias, de certas cidades gregas. Estas instituições caracterizam-se pelo papel que dão à palavra, na medida em que traduzem em debates contraditórios os conflitos que podem opor os membros de uma mesma sociedade. O direito de todos os cidadãos à palavra pública e eficácia desta palavra levaram a tomar a linguagem como objecto de estudo e não apenas a servir-se dela como instrumento espontâneo de trocas comunicacionais. (…) a persuasão pela palavra opõe-se, assim, não só ao constrangimento físico, mas também à autoridade indiscutível e não pode exercer-se senão dentro de certas condições: igualdade daquele que fala e daquele ou daqueles que escutam, liberdade de tomar a palavra e liberdade de dar ou de recusar assentimento ao que é dito.
A arte de persuadir pela palavra nasceu numa situação assim. A retórica está, com efeito, originalmente ligada ao regime democrático que entrou em vigor em certas cidades gregas no fim do século VI a.C. (…) em democracia, as instituições que regulamentam a vida do corpo social não funcionam, em princípio, senão com o assentimento da maioria das pessoas envolvidas. (…) Donde a necessidade do discurso, o único meio de acção que deixa o auditório livre de aprovar ou não.

F. Desbordes, La rhétorique antique, Paris, Hachette, 1996, pp.9-11

História da Retórica

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Publicidade e Vulnerabilidade emocional




http://www.publico.pt/sociedade/noticia/conselho-nacional-de-etica-arrasa-bancos-privados-do-cordao-umbilical-1578203
Conselho Nacional de Ética arrasa bancos privados do cordão umbilical
Bancos privados fazem promessas “irrazoáveis” e campanhas “agressivas” numa fase vulnerável da vida das pessoas, conclui o conselho no seu mais recente parecer.

A conservação do sangue e tecido do cordão umbilical e placenta em bancos privados “assenta num modelo comercial”, por oposição aos “princípios do altruísmo” subjacentes aos bancos públicos. Têm também “critérios de selecção e qualidade menos estritos” e fazem “promessas de aplicações irrazoáveis”. As críticas estão num parecer conjunto do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) e do Comité de Bioética de Espanha, a que o PÚBLICO teve acesso.
Mais de 120 mil portugueses recorreram já aos bancos de criopreservação de células do cordão umbilical existentes em Portugal, sendo que a grande maioria das amostras foram deixadas em bancos privados. Ao contrário do único banco público (o Lusocord) a funcionar no país, em que as amostras são gratuitas, nos bancos privados paga-se pela preservação do sangue e tecido do cordão por preços que rondam os 1500 euros.
O parecer do CNECV não questiona a “utilidade clínica” da conservação das células estaminais presentes no sangue do cordão umbilical em algumas situações, como os transplantes de células da medula óssea ou nalgumas doenças hematológicas. Porém, no caso da promissora aplicação a outras doenças — caso das degenerativas como Alzheimer ou Parkinson, por exemplo —, os peritos nacionais e espanhóis defendem que “a sua validade científica e utilidade potencial não estão ainda estabelecidas, e o seu uso permanece experimental”. As reservas sobre os bancos privados não são inéditas e o próprio parecer refere que este tipo de “negócio” é proibido em países como França e Itália.
No plano da argumentação, os especialistas — que ouviram representantes de duas empresas privadas e do Lusocord — estabelecem as diferenças entre os dois modelos. E estas são óbvias. “A conservação em bancos públicos assenta nos princípios do altruísmo, da gratuitidade, da confidencialidade e da máxima qualidade”, lê-se no parecer agora divulgado. Do outro lado, temos um negócio “assente num modelo comercial, com critérios de selecção e qualidade menos estritos, promessas de aplicações irrazoáveis (tratamento de doenças comuns da vida adulta, quando a conservação se faz a 20-25 anos), estratégias demarketing agressivas e pouco transparentes, dirigidas a um público numa fase particularmente vulnerável da sua vida”.
(...) 
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/conselho-nacional-de-etica-arrasa-bancos-privados-do-cordao-umbilical-1578203

Ver resposta:
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/crioestaminal-parecer-do-conselho-de-etica-ofende-inteligencia-dos-portugueses-1578318
Crioestaminal: parecer do Conselho de Ética “ofende inteligência dos portugueses”

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Argumentação - questões básicas

  1. O que é um argumento válido?
  2. O que é um argumento sólido?
  3. O que é uma premissa?
  4. O que é uma proposição?
  5. Toda a proposição é uma premissa? Toda a premissa é uma proposição?
  6. A verdade é uma propriedade das proposições ou do argumento? Porquê?
  7. O que são argumentos dedutivos?
  8. O que são argumentos não dedutivos?
  9. O que são argumentos sólidos?
  10. O que são argumentos cogentes?
  11. Como se formula a 2.ª lei de De Morgan?
  12. O que é uma contraposição?
  13. O que é o Modus Ponens?
  14. Como se formula o modus Tollens?
  15. Porque não concluir-se considerando a negação do antecedente?
  16. Porque não se pode inferir a partir da afirmação do consequente?
  17. Qual o valor relativo de cada um dos conectores verofuncionais?
  18. O que é a tabela de verdade?
  19. Porque não nos diz a tabela de verdade a validade ou falsidade de uma contingência?
  20. O que é uma tautologia? E uma contradição?
  21. Qual o conceito oposto de necessidade?
  22. Qual a diferença entre contrário e contradição?
  23. O que é uma contraposição?
  24. O que é um silogismo disjuntivo? E um silogismo hipotético?
  25. Para que serve o inspector de circunstâncias?
  26. Na demonstração
  • Existem só argumentos dedutivos. Porquê?
  • Existem só auditórios universais. Porquê?
  • O ponto de partida é indiscutível. Que significa?
  • O processo é impessoal. Que significa?
  • Estabelece-se uma relação de força? Que força?
27. Na argumentação,
  • Por que existe a variação na intensidade de adesão por parte do auditório?
  • Por que existe horizontalidade?
  • Por que existe adaptabilidade dos argumentos?
  • Por que existem argumentos não dedutivos? 
28. O que é logos? E o pathos? E o Ethos?
29. Porque nem toda a argumentação é retórica?
30. Porque é a publicidade um discurso retórico?
31. O que é persuadir?
32. O que é manipular?
33. Nem todo o erro de raciocínio é uma falácia. Porquê?
34. O que é um auditório universal? E particular?
35. O auditório do filósofo é universal? E o do publicitário?
36. O filósofo recorre ao pathos? E ao ethos?

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

EXERCÍCIOS DE LÓGICA FORMAL


Frank Stella, Harran II, 1967
1.            Considere as seguintes proposições compostas:
A)            Não é verdade que estudo astrofísica ou estudo geofísica
B)            Não estudo astrofísica e não estudo geofísica
1.1.         Demonstre a equivalência entre as duas proposições compostas:
1.2.         Identifique a inferência.

2.            Formalize e Identifique o seguinte argumento:
Se os dias são grandes então temos muito sol. Se temos muito sol, então passo os dias ao sol. Se passo os dias ao sol, então temos muita vitamina D. se temos muita vitamina D, então temos ossos forte, Logo, se os dias são grandes, temos ossos forte.

3.      Determine, através da tabela de verdade, o valor de verdade das proposições que constituem o seguinte  argumento.     
A liberdade não existe ou o homem não é determinado. A liberdade existe. Então o homem é determinado.

4.            Teste a validade do seguinte argumento, aplicando o método mais adequado – INSPETOR de CIRCUNSTÂNCIAS
Se o António é um estudante de filosofia, então estudou lógica. O António estudou lógica. Então  o António não é estudante de Filosofia. 

Crítica: As disciplinas da filosofia

domingo, 25 de novembro de 2012

Elogio da Publicidade





http://www.publico.pt/n1574728

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Reflexão ética sobre saúde pública

Saúde pública versus liberdade privada?


Duas decisões contrastantes tiveram lugar no mês passado: um tribunal de recurso dos Estados Unidos decidiu contra a exigência da Food and Drug Administration (FDA) norte-americana de que os cigarros fossem vendidos em embalagens com imagens de advertência dos perigos para a saúde, enquanto o Supremo Tribunal da Austrália apoiou uma lei que vai muito mais além. A lei australiana exige que nos maços de tabaco figurem advertências dos perigos para a saúde e imagens dos danos físicos causados pelo tabagismo. Exige também que os próprios maços sejam simples, com os nomes das marcas a figurarem em ponto pequeno numa fonte padrão, sem logótipos e sem qualquer outra cor a não ser verde-azeitona.
A decisão dos EUA teve por base a protecção constitucional da América relativamente à liberdade de expressão. O tribunal aceitou que o governo possa exigir advertências factuais exactas dos perigos para a saúde, mas a maioria, numa decisão dividida, considerou que o governo não podia chegar ao ponto de exigir imagens. Na Austrália, a questão era se a lei implicava a expropriação sem a devida compensação – neste caso, dos direitos de propriedade intelectual nas marcas das empresas tabaqueiras. O Supremo Tribunal decidiu que não.
No entanto, subjacente a estas diferenças, está a grande questão: quem decide qual é o equilíbrio adequado entre saúde pública e liberdade de expressão? Nos EUA, os tribunais tomam essa decisão, essencialmente, com base na interpretação de um texto com 225 anos e se esse facto privar o governo de utilizar algumas técnicas que ajudem a reduzir o número de mortes causadas pelo tabagismo – actualmente estimado em 443.000 americanos por ano – assim o será. Na Austrália, onde à liberdade de expressão não é dada protecção constitucional explícita, os tribunais têm uma tendência muito maior para respeitar o direito dos governos democraticamente eleitos de encontrar o equilíbrio adequado.
Existe um consenso generalizado de que os governos devem proibir a venda de, pelo menos, alguns produtos perigosos. Muitos aditivos alimentares são proibidos ou permitidos apenas em quantidades limitadas e o mesmo acontece em relação aos brinquedos para crianças pintados com substâncias que podem ser prejudiciais se ingeridas. A cidade de Nova Iorque proibiu as gorduras trans em restaurantes e está actualmente a limitar a dose permitida de bebidas açucaradas. Muitos países proíbem a venda de ferramentas perigosas, tais como serras eléctricas sem protecções de segurança.
Embora haja argumentos para se proibir uma multiplicidade de produtos perigosos, os cigarros são únicos, porque nenhum outro produto, legal ou ilegal, está perto de causar o mesmo número de mortes – mais do que os acidentes de viação, a malária e a sida, em conjunto. Os cigarros são também altamente viciantes. Além disso, onde quer que os custos de saúde sejam pagos por todos – incluindo os EUA, com os seus programas de saúde pública para os mais desfavorecidos e para os idosos – todos pagam o custo dos esforços para tratar as doenças causadas pelo tabagismo.
Proibir totalmente os cigarros é uma outra questão, porque esse facto iria, sem dúvida, criar uma nova fonte de receita para o crime organizado. Parece estranho, no entanto, considerar que o Estado possa, em princípio, proibir a venda de um produto, mas não possa permitir que o mesmo seja vendido apenas em embalagens onde figurem imagens gráficas dos danos que causa à saúde humana.
A indústria tabaqueira levará agora a sua batalha contra a legislação australiana até à Organização Mundial do Comércio. A indústria teme que a lei possa ser imitada em mercados muito maiores, como o da Índia e o da China. Ou seja, onde essa legislação é mais necessária.
Na verdade, apenas cerca de 15% dos australianos e 20% dos americanos são fumadores, mas em 14 países de baixo e médio rendimento abrangidos numa sondagem, cujos resultados foram recentemente publicados na revista The Lancet, cerca de 41% dos homens eram fumadores, registando-se um aumento do número de jovens mulheres que adquiriram o hábito de fumar. A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 100 milhões de pessoas morreram em consequência do tabagismo no século XX, mas o tabaco irá matar até um bilhão de pessoas no século XXI.
As discussões sobre até que ponto o Estado pode ir na promoção da saúde da sua população começam, muitas vezes, com o princípio de John Stuart Mill de limitar o poder coercivo do Estado a actos que impeçam danos a terceiros. Mill poderia ter aceitado as advertências sobre os perigos para a saúde nos maços de tabaco e até mesmo as imagens gráficas de doenças pulmonares se esse facto ajudasse as pessoas a entender a escolha que estão a fazer, mas teria rejeitado uma proibição.
A defesa de Mill a respeito da liberdade individual, no entanto, presume que os indivíduos são os melhores juízes e guardiões dos seus próprios interesses – uma ideia que actualmente raia a ingenuidade. O desenvolvimento de técnicas de publicidade modernas marca uma importante diferença entre a época de Mill e a era actual. As empresas aprenderam a arte de nos vender produtos não saudáveis, apelando aos nossos desejos inconscientes de estatuto, atractividade e aceitação social. Como resultado, sentimo-nos atraídos por um produto sem saber muito bem porquê. E os fabricantes de cigarros têm aprendido a manipular as propriedades do seu produto de forma torná-lo o mais viciante possível.
As imagens gráficas dos danos que o tabaco causa podem contrabalançar o poder desses apelos ao inconsciente, facilitando assim uma tomada de decisão mais determinada e tornando mais fácil a resolução de deixar de fumar. Assim, em vez de rejeitarmos estas leis por serem limitativas da liberdade, devemos defendê-las como forma de promover regras de homogeneidade entre indivíduos e empresas gigantes que não têm qualquer pretensão em apelar à nossa capacidade de raciocínio e de reflexão. Exigir que os cigarros sejam vendidos em maços simples, com advertências sobre os perigos para a saúde e imagens gráficas é uma legislação de igualdade de oportunidades para a parte racional que existe dentro de nós.
Tradução: Teresa Bettencourt/Project Syndicate

Internet, Espaço Privado e Espaço Público


PúblicoEntrevista           

“Gostaria de convencer as pessoas a escolherem a exposição pública”


O polémico Jeff Jarvis, um dos grandes gurus americanos da Internet, tem defendido aguerridamente as vantagens de tornar público aquilo que muitos têm pudor em revelar. No futuro próximo, "abandonaremos esta noção que temos do nosso negócio como conteúdo para uma noção que anda à volta da ideia de conexões", prevê. Segunda entrevista da série sobre a Internet.


É um dos defensores da ideia de tornar público aquilo que muitos consideram que deve ser privado. Aliás, quando teve cancro na próstata, Jeff Jarvis, guru americano da Internet, escreveu sobre isso e percebeu os benefícios que trouxe à sua vida - e à de outros.
Chega a dizer que, em algumas situações, reservar para a esfera privada alguma informação é “egoísmo” ou “irresponsabilidade”. Autor de O Que Faria o Google? (Gestão Plus, 2010), Jarvis é director do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism na CUNY (City University of New York), consultor de várias empresas de media. No ano passado, lançou Public Parts:How Sharing in the Digital Age Improves the Way We Work and Live, onde escrutina o que chama “pânico moral” em relação à privacidade. “Viver em público não mostra apenas que temos pouco a esconder; mostra que temos pouco a temer”, escreve. Ou: “Quanto mais pública uma sociedade for, mais segura será.” No fundo, defende, a exposição pública (publicness) é uma “ética de partilha”.

O que é que o surpreendeu mais no avanço da Internet desde que a começou a usar?
Quando comecei a bloggar em 2001, a revelação mais importante foi que estávamos a ter conversas em diferentes sítios e tempos e isso é a verdadeira estrutura da Internet – é sobre pessoas a conversar. Estava no World Trade Center no 11 de Setembro e comecei a bloggar cerca de uma semana depois. Dois bloggers em Los Angeles viram o que fiz, escreveram sobre mim e eu escrevi sobre eles. Isso foi para mim o momento em que percebi que as ligações permitiam uma conversa que não existia antes.

Como é que imagina que esse lado de conversa da Internet irá evoluir?

É impossível prever o futuro, mas fico sempre muito surpreendido com o poder das ligações. Neste momento vejo mais ferramentas de colaboração do que de criação, há uma evolução constante disso. Quem iria adivinhar que o Twitter ia ter um grande papel no mundo? Não há forma de prever estas coisas.

É um defensor da partilha e da exposição pública: como é que podemos beneficiar mais do lado público e de partilha da Internet sem nos tornarmos vulneráveis à vigilância e controlo?
Temos de perceber que há uma nova oportunidade para sermos públicos, algo precioso para proteger. Ouvimos muita preocupação sobre a privacidade. Até 1890 não havia discussão a sério sobre as questões legais de privacidade nos Estados Unidos e aconteceu por causa da invenção da câmara Kodak – as pessoas tinham medo que se pudesse tirar uma fotografia e aparecerem. A sociedade estava a adaptar as suas normas a uma nova tecnologia e a novos comportamentos, resolveu-se. Nós faremos o mesmo com a Internet. A privacidade é muito importante, e é preciso protegê-la, mas não quero que essa seja a única parte da conversa. Por isso escrevi o livro sobre os benefícios de tornar as coisas públicas, quis sublinhar esses benefícios que incluem a capacidade de qualquer pessoa falar em público, de nos juntarmos como público, de nos organizarmos e de agirmos como público – acho que essas são capacidades preciosas e fantásticas que podem ser reguladas de forma cuidada. A ironia é que ouvimos muita coisa sobre o governo proteger a nossa privacidade. Usou a palavra vigilância, uma palavra importante, porque a vigilância pode de facto ser perigosa, os governos podem usar informações sobre nós de uma maneira que mais ninguém pode. Devemos proteger-nos sobretudo dos governos, mais do que contarmos com a protecção dos governos.

No seu livro há alguma ironia sobre a preocupação das pessoas em relação à privacidade. Porque acha que há tanto medo da exposição pública?
Em geral não acho que as pessoas tenham medo. Há algumas pessoas que não têm a certeza, porque é novo, mas há quase mil milhões de pessoas a usar o Facebook! Isso não é porque estão loucas, é porque encontram valor na partilha. Há centenas de milhões no Twitter e no Google Plus, porque esta abertura da partilha é uma coisa importante. Não podemos assumir que somos todos paranóicos com a privacidade.
Mark Zuckenberg (o fundador do Facebook) disse que não há privacidade. Deveríamos estar a tirar partido da forma como as empresas usam os nossos dados?
Em primeiro lugar, alguém disse que Mark Zuckenberg disse isso, mas não é correcto. Ele acredita na privacidade, mas também nos benefícios do ser público, e um deles é que partilhamos mais coisas - por exemplo, a saúde.

Pode exemplificar?
Sim. Imagine-se que há um disparar anormal de incidentes de cancro da mama num certo bairro. Se mantivermos isso secreto, não há forma de encontrar esse padrão e talvez a causa. Se formos abertos em relação a isso, e não há razão para não o sermos, então podemos encontrar um padrão, talvez uma correlação e a causa. Isto é um exemplo do como ser mais aberto nos pode beneficiar. Há vários exemplos de como alguns dados nos beneficiam. Há pessoas que se queixam dos cookies da publicidade – a capacidade de fazer publicidade direccionada é o que vai financiar os media e eliminarmos isso seria altamente prejudicial para a sociedade em relação ao jornalismo, às notícias e aos conteúdos. Há benefícios desta tecnologia e só porque é nova não significa que seja má. Sim, temos de nos preocupar com algumas questões, mas também temos de pesar os benefícios.

Queremos proteger os nossos dados, ao mesmo tempo que exigimos aos governos que sejam mais transparentes e abertos – pense-se na WikiLeaks. Isto é um paradoxo ou estamos a falar de coisas diferentes?

Estamos a falar de coisas diferentes, porque temos de olhar para diferentes escalas de privacidade e de público a um nível individual, empresarial e governamental. A um nível individual ninguém deveria ser forçado a expor-se em público, mas eu gostava de convencer as pessoas a escolherem isso em muitos casos. Nem tudo precisa de ser público – não há benefício para a sociedade em dizer o que comi ao pequeno-almoço, mas se for útil a alguém porque não fazê-lo? A um nível empresarial há demasiado secretismo e acho que as empresas estão a aprender que quanto mais transparentes forem, mais colaboram com os seus clientes e mudam a sua relação com eles. Os governos deveriam ser abertos por definição e secretos apenas por necessidade. Há segredos necessários – crimes sob investigação, a privacidade dos cidadãos, etc. –, mas os governos são as pessoas, deveriam ser abertos por regra. Portanto, isto são três circunstâncias diferentes para julgar a privacidade e o público.

A WikiLeaks mudou alguma coisa?
Sim, mudou as expectativas sobre o desejo de manter segredos. A WikiLeaks evoluiu para a telenovela de Julian Assange [o fundador, envolvido numa acusação de abuso sexual na Suécia e escândalos sobre pedido de asilo], mas abriu um precedente: qualquer pessoa que saiba alguma coisa que ache que o mundo deveria saber tem agora um meio para o revelar. Por isso as empresas e os governos precisam de ganhar consciência de que devem agir de acordo com isso.

Uma das suas propostas é criar uma série de regras éticas para o mundo online – devemos transpor as regras sociais para a Internet ou devemos criar novas?
Parte do problema é achar que a tecnologia, por ser nova, requer novas regras. Deveríamos regular o comportamento, não a tecnologia. O exemplo que dou no livro é a lei da protecção de crianças online, em que temos tanto medo da tecnologia e as protegemos tanto que acabamos por pôr fim não só às más mas também às coisas boas. As crianças são o sector da sociedade que está pior servido no mundo online – não devíamos partir do princípio de que só porque a tecnologia pode ser usada para qualquer coisa toda a utilização deveria ser impedida. Esse é o erro. Como se pode abolir a tecnologia, porque se tem medo dela? Isso não é progresso.



Falando de crianças, diz que elas têm de aprender a proteger-se online e que provavelmente nós, adultos, somos os piores professores. Em que tipo de riscos acha que as crianças e os “nativos digitais” estão a incorrer ao publicar tudo…

…não há essa coisa de “nativos digitais”, as crianças não nascem ensinadas, têm de aprender como usar a tecnologia. Em segundo lugar, as crianças e jovens não estão a publicar tudo: seleccionam e editam, estão muito conscientes disso. Danah Boyd [investigadora de media sociais] fez pesquisa sobre isto e descobriu que, uma vez aprendida a lição, os jovens adaptam-se facilmente e controlam o significado daquilo que publicam. Não significa que não façam asneiras, também têm de aprender.

Quais são os grandes desafios de alguém que tem uma relação natural com o mundo online hoje e publica muito, quando estiver a procurar emprego no futuro, por exemplo?
Fez alguma coisa embaraçosa quando era nova? Todos o fizemos. O problema não é termos feito coisas embaraçosas, é tornarmo-nos intolerantes em relação a isso mais tarde. Chamo a isto a “teoria da humilhação mútua assegurada” – eu tenho os meus momentos de humilhação, tu também, não fales dos meus que eu também não falo dos teus. O que espero é que isto crie uma sociedade mais tolerante, em que respeitamos os medos e erros das pessoas.

Devemos editar, apagar o que publicamos nas redes sociais?
Sim, e as crianças fazem-no. Mas quero é celebrar um mundo onde finalmente, por exemplo, as pessoas gay possam viver fora do armário. O problema do armário não era dos gays mas das pessoas que os forçavam a esconder-se – e o tornar público foi muito poderoso para gays e lésbicas para afirmarem o seu direito. Claro que editamos, não dizemos tudo.

Antes do livro impresso, a informação passava de boca em boca, havia pouca noção de autoria. Com todo o trabalho de crowdsourcing e colaboração que as pessoas fazem online, estamos a “regressar” à ideia de autoria colectiva?
Sim, absolutamente, mas isso sempre aconteceu. Eu e você sabemos que, como jornalistas, baseamos o nosso trabalho numa série de fontes - agora é mais fácil e importante mostrar o nosso trabalho e as nossas fontes. Sempre colaborámos, há poucas novas ideias. Mas sim, a tecnologia também nos permite colaborar de mais maneiras, não é só crowdsourcing, é o facto de que, quando quero trabalhar numa ideia, vou ao Twitter ou aos blogues, ponho lá e as pessoas são muito úteis e generosas e sugerem-me mais fontes, corrigem os meus erros, dão-me novas ideias. Estamos sempre a colaborar e agora há mais e melhores maneiras de o fazer - eu celebro isso.

(...)

Qual é a maior tendência que identifica agora ou a faceta que julga que está a mudar na tecnologia?
Só um louco o preveria. Aquilo a que estamos a assistir é ao desenvolvimento das fronteiras móvel, social e local. A palavra móvel é temporária: estaremos conectados a toda a hora e de várias maneiras, o local não significa o código postal, mas sim o que há à minha volta, neste momento – essa é a razão pela qual a Apple e a Google investem tanto nos telefones, porque são geradores de sinais que lhes permitem conhecer o contexto e servir-nos melhor. Quando se pede uma pizza no Google, não se quer saber a história da pizza, mas onde é a pizzaria mais próxima e talvez saber que pizza é que os amigos e as pessoas que respeitamos gostam. Acho que abandonaremos esta noção que temos do nosso negócio como conteúdo para uma noção que anda à volta da ideia de conexões: conexões de pessoas a pessoas, de pessoas a informação, conexões a pessoas a fazerem acções e transacções, a organizarem. O que fez o Facebook e o que a Internet permite é as pessoas organizarem-se, agirem, ligarem-se.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Retórica do Discurso Publicitário

  


Tese: beber Sumol é o que se deve fazer.
Objectivo: associar a marca a uma série de valores presentes na imagem e no texto.

Auditório – Público-alvo: jovens adolescentes

Ethos:
- A marca reconhecida;

- a sensação e ideia de liberdade;
- a ideia de “ser natural
- a vida com os amigos - amizade

 
Pathos:
- a frescura (alegria) presente na agitação das ondas e no movimento dos corpos;

- A ideia de actividade natural de gente que vive a vida com intensidade.

 Logos:
- “Um dia o mais provável é deixares de remar contra a corrente – quando esse dia lhe chegares não lhe fales” – interpretação: o mundo dos adultos é o do conformismo e do convencional. Ser adulto é inevitável, mas o espírito pode ser sempre de inconformismo e de originalidade – e também de autenticidade..

- SER JOVEM É SER INCONFORMADO E AUTÊNTICO e BEBER SUMOL É SINÓNIMO DE INCONFORMISMO E AUTENTICIDADE, ENTÃO SUMOL É A NOSSA  BEBIDA -  QUE NOS DEFINE (AUTO-CONCEITO) QUE NOS REPRESTENTA e DEFINE A NOSSA IMAGEM (SOCIAL).

Falácias:
Contradição no discurso entre o “provável é deixares de remar” – que significa conformismo futuro e “quando esse dia chegar não lhe fales” – que significa o inverso: inconformismo futuro. Então o anúncio diz algo  e o seu contrário.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A investigação científica e a imparcialidade do investigador


Tese polémica sobre TDT defendida com petição a favor de investigação académica

05.11.2012 - 13:57 Por Fabíola Maciel
 Um grupo de universitários lançou este fim-de-semana, na Internet, uma petição pela Liberdade de Investigação Académica, que conta com mais de 1200 subscritores.
Os signatários pretendem “chamar a atenção para a relevância social das investigações” e afirmar que “a liberdade académica é um requisito essencial da actividade científica”. Nesse sentido, promovem a denúncia pública de “toda e qualquer tentativa que pretenda condicionar a investigação científica e atemorizar ou silenciar os investigadores”.

Na petição, os signatários exigem também que as autoridades académicas facultem enquadramento e suporte jurídico aos investigadores, em particular aos que lidam com “matérias melindrosas e de impacto público”.

A iniciativa surge após a apresentação da tese de doutoramento de Sergio Denicoli sobre “a implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal”, onde conclui que “a ANACOM favoreceu a Portugal Telecom”.

Em resposta, a PT e a Autoridade Nacional de Comunicações anunciaram levar a tribunal o investigador, para “repor a verdade e defender os seus direitos”, uma vez que ele acusou a empresa e a autoridade de corrupção.

Na sexta-feira, a Universidade do Minho disse, em comunicado, não lhe competir “influenciar a escolha de temáticas ou de quadros teóricos de referência, bem como assumir responsabilidade sobre os respectivos resultados ou conclusões, os quais se inscrevem no exercício da autonomia de criação intelectual e na esfera de responsabilidade dos seus autores, sejam estudantes ou investigadores”.

Em solidariedade com o trabalho desenvolvido pelo investigador, os signatários da petição manifestam o apoio a Sergio Denicoli “pela pertinência e oportunidade do estudo levado a cabo e pelos resultados obtidos nas suas provas de doutoramento”. A tese foi aprovada no final de Outubro, por unanimidade.

A petição é dirigida à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, ao Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e ao Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.T