sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Internet, Espaço Privado e Espaço Público


PúblicoEntrevista           

“Gostaria de convencer as pessoas a escolherem a exposição pública”


O polémico Jeff Jarvis, um dos grandes gurus americanos da Internet, tem defendido aguerridamente as vantagens de tornar público aquilo que muitos têm pudor em revelar. No futuro próximo, "abandonaremos esta noção que temos do nosso negócio como conteúdo para uma noção que anda à volta da ideia de conexões", prevê. Segunda entrevista da série sobre a Internet.


É um dos defensores da ideia de tornar público aquilo que muitos consideram que deve ser privado. Aliás, quando teve cancro na próstata, Jeff Jarvis, guru americano da Internet, escreveu sobre isso e percebeu os benefícios que trouxe à sua vida - e à de outros.
Chega a dizer que, em algumas situações, reservar para a esfera privada alguma informação é “egoísmo” ou “irresponsabilidade”. Autor de O Que Faria o Google? (Gestão Plus, 2010), Jarvis é director do Tow-Knight Center for Entrepreneurial Journalism na CUNY (City University of New York), consultor de várias empresas de media. No ano passado, lançou Public Parts:How Sharing in the Digital Age Improves the Way We Work and Live, onde escrutina o que chama “pânico moral” em relação à privacidade. “Viver em público não mostra apenas que temos pouco a esconder; mostra que temos pouco a temer”, escreve. Ou: “Quanto mais pública uma sociedade for, mais segura será.” No fundo, defende, a exposição pública (publicness) é uma “ética de partilha”.

O que é que o surpreendeu mais no avanço da Internet desde que a começou a usar?
Quando comecei a bloggar em 2001, a revelação mais importante foi que estávamos a ter conversas em diferentes sítios e tempos e isso é a verdadeira estrutura da Internet – é sobre pessoas a conversar. Estava no World Trade Center no 11 de Setembro e comecei a bloggar cerca de uma semana depois. Dois bloggers em Los Angeles viram o que fiz, escreveram sobre mim e eu escrevi sobre eles. Isso foi para mim o momento em que percebi que as ligações permitiam uma conversa que não existia antes.

Como é que imagina que esse lado de conversa da Internet irá evoluir?

É impossível prever o futuro, mas fico sempre muito surpreendido com o poder das ligações. Neste momento vejo mais ferramentas de colaboração do que de criação, há uma evolução constante disso. Quem iria adivinhar que o Twitter ia ter um grande papel no mundo? Não há forma de prever estas coisas.

É um defensor da partilha e da exposição pública: como é que podemos beneficiar mais do lado público e de partilha da Internet sem nos tornarmos vulneráveis à vigilância e controlo?
Temos de perceber que há uma nova oportunidade para sermos públicos, algo precioso para proteger. Ouvimos muita preocupação sobre a privacidade. Até 1890 não havia discussão a sério sobre as questões legais de privacidade nos Estados Unidos e aconteceu por causa da invenção da câmara Kodak – as pessoas tinham medo que se pudesse tirar uma fotografia e aparecerem. A sociedade estava a adaptar as suas normas a uma nova tecnologia e a novos comportamentos, resolveu-se. Nós faremos o mesmo com a Internet. A privacidade é muito importante, e é preciso protegê-la, mas não quero que essa seja a única parte da conversa. Por isso escrevi o livro sobre os benefícios de tornar as coisas públicas, quis sublinhar esses benefícios que incluem a capacidade de qualquer pessoa falar em público, de nos juntarmos como público, de nos organizarmos e de agirmos como público – acho que essas são capacidades preciosas e fantásticas que podem ser reguladas de forma cuidada. A ironia é que ouvimos muita coisa sobre o governo proteger a nossa privacidade. Usou a palavra vigilância, uma palavra importante, porque a vigilância pode de facto ser perigosa, os governos podem usar informações sobre nós de uma maneira que mais ninguém pode. Devemos proteger-nos sobretudo dos governos, mais do que contarmos com a protecção dos governos.

No seu livro há alguma ironia sobre a preocupação das pessoas em relação à privacidade. Porque acha que há tanto medo da exposição pública?
Em geral não acho que as pessoas tenham medo. Há algumas pessoas que não têm a certeza, porque é novo, mas há quase mil milhões de pessoas a usar o Facebook! Isso não é porque estão loucas, é porque encontram valor na partilha. Há centenas de milhões no Twitter e no Google Plus, porque esta abertura da partilha é uma coisa importante. Não podemos assumir que somos todos paranóicos com a privacidade.
Mark Zuckenberg (o fundador do Facebook) disse que não há privacidade. Deveríamos estar a tirar partido da forma como as empresas usam os nossos dados?
Em primeiro lugar, alguém disse que Mark Zuckenberg disse isso, mas não é correcto. Ele acredita na privacidade, mas também nos benefícios do ser público, e um deles é que partilhamos mais coisas - por exemplo, a saúde.

Pode exemplificar?
Sim. Imagine-se que há um disparar anormal de incidentes de cancro da mama num certo bairro. Se mantivermos isso secreto, não há forma de encontrar esse padrão e talvez a causa. Se formos abertos em relação a isso, e não há razão para não o sermos, então podemos encontrar um padrão, talvez uma correlação e a causa. Isto é um exemplo do como ser mais aberto nos pode beneficiar. Há vários exemplos de como alguns dados nos beneficiam. Há pessoas que se queixam dos cookies da publicidade – a capacidade de fazer publicidade direccionada é o que vai financiar os media e eliminarmos isso seria altamente prejudicial para a sociedade em relação ao jornalismo, às notícias e aos conteúdos. Há benefícios desta tecnologia e só porque é nova não significa que seja má. Sim, temos de nos preocupar com algumas questões, mas também temos de pesar os benefícios.

Queremos proteger os nossos dados, ao mesmo tempo que exigimos aos governos que sejam mais transparentes e abertos – pense-se na WikiLeaks. Isto é um paradoxo ou estamos a falar de coisas diferentes?

Estamos a falar de coisas diferentes, porque temos de olhar para diferentes escalas de privacidade e de público a um nível individual, empresarial e governamental. A um nível individual ninguém deveria ser forçado a expor-se em público, mas eu gostava de convencer as pessoas a escolherem isso em muitos casos. Nem tudo precisa de ser público – não há benefício para a sociedade em dizer o que comi ao pequeno-almoço, mas se for útil a alguém porque não fazê-lo? A um nível empresarial há demasiado secretismo e acho que as empresas estão a aprender que quanto mais transparentes forem, mais colaboram com os seus clientes e mudam a sua relação com eles. Os governos deveriam ser abertos por definição e secretos apenas por necessidade. Há segredos necessários – crimes sob investigação, a privacidade dos cidadãos, etc. –, mas os governos são as pessoas, deveriam ser abertos por regra. Portanto, isto são três circunstâncias diferentes para julgar a privacidade e o público.

A WikiLeaks mudou alguma coisa?
Sim, mudou as expectativas sobre o desejo de manter segredos. A WikiLeaks evoluiu para a telenovela de Julian Assange [o fundador, envolvido numa acusação de abuso sexual na Suécia e escândalos sobre pedido de asilo], mas abriu um precedente: qualquer pessoa que saiba alguma coisa que ache que o mundo deveria saber tem agora um meio para o revelar. Por isso as empresas e os governos precisam de ganhar consciência de que devem agir de acordo com isso.

Uma das suas propostas é criar uma série de regras éticas para o mundo online – devemos transpor as regras sociais para a Internet ou devemos criar novas?
Parte do problema é achar que a tecnologia, por ser nova, requer novas regras. Deveríamos regular o comportamento, não a tecnologia. O exemplo que dou no livro é a lei da protecção de crianças online, em que temos tanto medo da tecnologia e as protegemos tanto que acabamos por pôr fim não só às más mas também às coisas boas. As crianças são o sector da sociedade que está pior servido no mundo online – não devíamos partir do princípio de que só porque a tecnologia pode ser usada para qualquer coisa toda a utilização deveria ser impedida. Esse é o erro. Como se pode abolir a tecnologia, porque se tem medo dela? Isso não é progresso.



Falando de crianças, diz que elas têm de aprender a proteger-se online e que provavelmente nós, adultos, somos os piores professores. Em que tipo de riscos acha que as crianças e os “nativos digitais” estão a incorrer ao publicar tudo…

…não há essa coisa de “nativos digitais”, as crianças não nascem ensinadas, têm de aprender como usar a tecnologia. Em segundo lugar, as crianças e jovens não estão a publicar tudo: seleccionam e editam, estão muito conscientes disso. Danah Boyd [investigadora de media sociais] fez pesquisa sobre isto e descobriu que, uma vez aprendida a lição, os jovens adaptam-se facilmente e controlam o significado daquilo que publicam. Não significa que não façam asneiras, também têm de aprender.

Quais são os grandes desafios de alguém que tem uma relação natural com o mundo online hoje e publica muito, quando estiver a procurar emprego no futuro, por exemplo?
Fez alguma coisa embaraçosa quando era nova? Todos o fizemos. O problema não é termos feito coisas embaraçosas, é tornarmo-nos intolerantes em relação a isso mais tarde. Chamo a isto a “teoria da humilhação mútua assegurada” – eu tenho os meus momentos de humilhação, tu também, não fales dos meus que eu também não falo dos teus. O que espero é que isto crie uma sociedade mais tolerante, em que respeitamos os medos e erros das pessoas.

Devemos editar, apagar o que publicamos nas redes sociais?
Sim, e as crianças fazem-no. Mas quero é celebrar um mundo onde finalmente, por exemplo, as pessoas gay possam viver fora do armário. O problema do armário não era dos gays mas das pessoas que os forçavam a esconder-se – e o tornar público foi muito poderoso para gays e lésbicas para afirmarem o seu direito. Claro que editamos, não dizemos tudo.

Antes do livro impresso, a informação passava de boca em boca, havia pouca noção de autoria. Com todo o trabalho de crowdsourcing e colaboração que as pessoas fazem online, estamos a “regressar” à ideia de autoria colectiva?
Sim, absolutamente, mas isso sempre aconteceu. Eu e você sabemos que, como jornalistas, baseamos o nosso trabalho numa série de fontes - agora é mais fácil e importante mostrar o nosso trabalho e as nossas fontes. Sempre colaborámos, há poucas novas ideias. Mas sim, a tecnologia também nos permite colaborar de mais maneiras, não é só crowdsourcing, é o facto de que, quando quero trabalhar numa ideia, vou ao Twitter ou aos blogues, ponho lá e as pessoas são muito úteis e generosas e sugerem-me mais fontes, corrigem os meus erros, dão-me novas ideias. Estamos sempre a colaborar e agora há mais e melhores maneiras de o fazer - eu celebro isso.

(...)

Qual é a maior tendência que identifica agora ou a faceta que julga que está a mudar na tecnologia?
Só um louco o preveria. Aquilo a que estamos a assistir é ao desenvolvimento das fronteiras móvel, social e local. A palavra móvel é temporária: estaremos conectados a toda a hora e de várias maneiras, o local não significa o código postal, mas sim o que há à minha volta, neste momento – essa é a razão pela qual a Apple e a Google investem tanto nos telefones, porque são geradores de sinais que lhes permitem conhecer o contexto e servir-nos melhor. Quando se pede uma pizza no Google, não se quer saber a história da pizza, mas onde é a pizzaria mais próxima e talvez saber que pizza é que os amigos e as pessoas que respeitamos gostam. Acho que abandonaremos esta noção que temos do nosso negócio como conteúdo para uma noção que anda à volta da ideia de conexões: conexões de pessoas a pessoas, de pessoas a informação, conexões a pessoas a fazerem acções e transacções, a organizarem. O que fez o Facebook e o que a Internet permite é as pessoas organizarem-se, agirem, ligarem-se.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Retórica do Discurso Publicitário

  


Tese: beber Sumol é o que se deve fazer.
Objectivo: associar a marca a uma série de valores presentes na imagem e no texto.

Auditório – Público-alvo: jovens adolescentes

Ethos:
- A marca reconhecida;

- a sensação e ideia de liberdade;
- a ideia de “ser natural
- a vida com os amigos - amizade

 
Pathos:
- a frescura (alegria) presente na agitação das ondas e no movimento dos corpos;

- A ideia de actividade natural de gente que vive a vida com intensidade.

 Logos:
- “Um dia o mais provável é deixares de remar contra a corrente – quando esse dia lhe chegares não lhe fales” – interpretação: o mundo dos adultos é o do conformismo e do convencional. Ser adulto é inevitável, mas o espírito pode ser sempre de inconformismo e de originalidade – e também de autenticidade..

- SER JOVEM É SER INCONFORMADO E AUTÊNTICO e BEBER SUMOL É SINÓNIMO DE INCONFORMISMO E AUTENTICIDADE, ENTÃO SUMOL É A NOSSA  BEBIDA -  QUE NOS DEFINE (AUTO-CONCEITO) QUE NOS REPRESTENTA e DEFINE A NOSSA IMAGEM (SOCIAL).

Falácias:
Contradição no discurso entre o “provável é deixares de remar” – que significa conformismo futuro e “quando esse dia chegar não lhe fales” – que significa o inverso: inconformismo futuro. Então o anúncio diz algo  e o seu contrário.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A investigação científica e a imparcialidade do investigador


Tese polémica sobre TDT defendida com petição a favor de investigação académica

05.11.2012 - 13:57 Por Fabíola Maciel
 Um grupo de universitários lançou este fim-de-semana, na Internet, uma petição pela Liberdade de Investigação Académica, que conta com mais de 1200 subscritores.
Os signatários pretendem “chamar a atenção para a relevância social das investigações” e afirmar que “a liberdade académica é um requisito essencial da actividade científica”. Nesse sentido, promovem a denúncia pública de “toda e qualquer tentativa que pretenda condicionar a investigação científica e atemorizar ou silenciar os investigadores”.

Na petição, os signatários exigem também que as autoridades académicas facultem enquadramento e suporte jurídico aos investigadores, em particular aos que lidam com “matérias melindrosas e de impacto público”.

A iniciativa surge após a apresentação da tese de doutoramento de Sergio Denicoli sobre “a implementação da Televisão Digital Terrestre em Portugal”, onde conclui que “a ANACOM favoreceu a Portugal Telecom”.

Em resposta, a PT e a Autoridade Nacional de Comunicações anunciaram levar a tribunal o investigador, para “repor a verdade e defender os seus direitos”, uma vez que ele acusou a empresa e a autoridade de corrupção.

Na sexta-feira, a Universidade do Minho disse, em comunicado, não lhe competir “influenciar a escolha de temáticas ou de quadros teóricos de referência, bem como assumir responsabilidade sobre os respectivos resultados ou conclusões, os quais se inscrevem no exercício da autonomia de criação intelectual e na esfera de responsabilidade dos seus autores, sejam estudantes ou investigadores”.

Em solidariedade com o trabalho desenvolvido pelo investigador, os signatários da petição manifestam o apoio a Sergio Denicoli “pela pertinência e oportunidade do estudo levado a cabo e pelos resultados obtidos nas suas provas de doutoramento”. A tese foi aprovada no final de Outubro, por unanimidade.

A petição é dirigida à Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, ao Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e ao Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.T

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - Teste - exercícios 7


1. Para cada questão, Indique a alínea que se ajusta de forma a formar uma proposição verdadeira.

1.1 - Um conceito é
A)      Uma representação mental que abstrai o particular dos objectos;
B)      Uma representação mental que sintetiza o essencial dos objectos;
C)      Uma representação mental que analisa o comum dos objectos;
D)      Uma representação mental que só olha para o conjunto.

1.2 - Uma proposição é universal quando
A)      o sujeito é considerado em toda a sua extensão;
B)      o sujeito é considerado em toda a sua compreensão;
C)      o predicado é universal;
D)      o predicado é adequado ao sujeito.

1.3 – Uma proposição hipotética
A)      submete uma proposição ao cumprimento de uma condição;
B)      submete uma condição ao cumprimento de uma proposição;
C)      estabelece uma relação pouco segura entre um antecedente e um consequente;
D)      é toda a proposição que não é categórica.

1.4 – Um argumento não dedutivo é
A)      o argumento que não sustenta a conclusão;
B)      o argumento que conclui o que tem de concluir;
C)      o argumento cuja conclusão ainda que sendo verdadeira não é segura;
D)      o argumento cuja falsidade das premissas nada se pode concluir.

1.5 – A necessidade lógica é
A)      sinónimo de contingência lógica;
B)      sinónimo de imposição da verdade;
C)      sinónimo da verdade da implicação entre antecedente e consequente;
D)      sinónimo de não poder deixar de concluir o que se conclui.

1.6 – A univocidade de um conceito
A) resulta de o conceito não poder ser dito por duas palavras;
B) resulta de o conceito não poder ser expresso por dois termos;
C) resulta de o conceito não poder ter dois significados;
D) resulta de o conceito não poder ter dois significantes.

1.7 – A extensão de um conceito
A) diz respeito à grande abrangência do conceito;
B) diz respeito à compreensão que o explica;
C) diz respeito ao conjunto de seres que abarca;
D) diz respeito à classe que representa
 

Grupo II

2 - Atenda aos seguintes enunciados:
A) Chove fortemente.   B) Ena, chove tão fortemente!  C) Podes emprestar-me o guarda-chuva?

2.1 - Identifique a proposição.
2.2 - Justifique por que não é a proposição um argumento.

 3 - Num argumento dedutivo da verdade das premissas não pode senão inferir-se a verdade da conclusão. Concorda? Porquê?

4 - Considere as seguintes frases declarativas.
A)      O João e o Mário não são inimigos entre si;
B)      Não é verdade que temos de optar entre comer melancia e comer melão.
C)      O António cora se a Anita está presente
D)      A Anita está presente e o Rui não.
E)      A Mona Lisa é bela, ou seja, a arte precisa de beleza.
 
4.1 – Enuncie-as na forma canónica.
4.2 – Formalize-as.

 Grupo III

5 - Demonstre a equivalência entre as duas proposições que se seguem:
A)      Não é verdade que não sei lógica e erro com frequência
B)      Sei lógica ou não erro com frequência.

6 - Considere os seguintes argumentos.
6.1 - Formalize-os.
6.2 – classifique-os como tautologia, contingência ou contradição.

A - A Joana não está apaixonada pelo Ricardo. A Joana está apaixonada pelo Hugo. Logo, é falso que a Joana está apaixonada pelo Ricardo.

B - Se souber lógica, constato a validade deste argumento. Mas não constato a validade deste argumento. Logo, não sei lógica.
 

C - Não sou do Sporting e não sou do Benfica, por isso sou do Benfica.

7 - Formalize o argumento:
A arte abre o futuro se e só se apresenta possibilidades ao homem e o artesanato conserva o passado, se e só se guarda a memória de factos. Mas, ou se apresentam possibilidades ou se guarda memória. Então ou a arte abre o futuro ou o artesanato conserva o passado.

domingo, 28 de outubro de 2012

Lógica Formal - correção EXERCÍCIO - 5

CORRECÇÃO

Nota 1: interpreto como subentendido um então na sequência dos «e». assim, os «e» não se apresentam como conjunção. Esta interpretação está aberta à discussão.

Nota 2: a disjunção é exclusiva.

Nota 3: este método é sobretudo um métodop para avaliar o valor de verdade de proposições. Para avaliar a VALIDADE dos argumentos seguir-se-à um outro - inspetor de circunstâncias - mais simples e rápido.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - EXERCÍCiO - 6

Demonstre Equivalência entre as duas proposições compostas

A) não é verdade que a arte é bela e que é harmonia;

B) a arte não é bela ou a arte não é harmonia.

Ps1: 
Terão de apresentar a mesma sequência de valores de verdade 
e se aplicarmos o sinal de equivalência este mostra ser uma tautologia..

Ps2: leis de De Morgan

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



TEMA:  Os jovens e o emprego: que futuro?


Alunos do Ensino secundário

CRIA UMA LISTA DE 10 COLEGAS E APRESENTA ATÉ 3 MEDIDAS (E SUSTENTA-AS ARGUMENTATIVAMENTE).





Informação em   http://app.parlamento.pt/webjovem2013/index.html


Quais são as etapas para ser eleito para a Sessão Nacional?
1.º - Precisas de ser eleito para a Sessão Escolar — isso é fundamental — tens de ser
um legítimo representante da tua Escola. Mais adiante vais saber como te podes
candidatar.

2.º - Nessa Sessão Escolar tens de convencer os teus colegas de que sabes defender as
tuas ideias e as recomendações aprovadas na Escola para eles te elegerem para a
Sessão Distrital (nos Açores e Madeira chama-se Sessão Regional).
3.º - Nas Sessões Distritais/Regionais vão ser eleitas, pelos jovens deputados,  as
Escolas que posteriormente vão representar o distrito (ou Região Autónoma) na
Sessão Nacional.
Como é que posso ser deputado à Sessão Escolar?
Tens de te organizar com outros jovens teus colegas numa lista de 10 e, em conjunto,
têm de propor um máximo de 3 (três) medidas sobre o tema. Isto é: o que entendem
que a Assembleia da República, o Governo, os órgãos locais (ou outras entidades) ou
até os próprios jovens devem fazer para resolver uma questão, relacionada com o
tema, que todos considerem importante (será o vosso “programa eleitoral”). O ideal é
que outros colegas façam outras listas para o debate eleitoral ser animado.
Depois da fase da campanha eleitoral, realiza-se a eleição, em janeiro, e podes vir a ser
um dos eleitos à Sessão Escolar! (ver o Regulamento eleitoral – que consta no Regimento
Para que serve a Sessão Escolar?
A Sessão Escolar serve, essencialmente, para:
1.º Aprovar o Projeto de Recomendação da Escola: as propostas das várias listas que
elegerem deputados vão ser discutidas nessa Sessão e o texto final pode ter até 3
(três) medidas — as mais votadas na Sessão. As medidas aprovadas devem ser
claras e objetivas.
2.º Eleger os deputados da Escola à Sessão Distrital (ou Regional, nos Açores e
Madeira).
3.º Eleger o candidato à Mesa da Sessão Distrital/Regional.
4.º Escolher um tema para a Sessão do Parlamento dos Jovens do ano seguinte.
Quem dirige a Sessão Escolar?
A Mesa da Sessão Escolar é composta  pelo Presidente, eleito pelos deputados da
Escola,  por  1 (um) Vice-Presidente e por  1  (um) Secretário - designados pelo
Presidente (ver artigos 3.º a 5.º do Regulamento da Sessão Escolar).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lógica proposicional - EXERCÍCIOS 5

EXERCÍCIOS de cálculo proposicional


1. Formalize o seguinte argumento:

Ou estudo ou não estudo. Se estudo, não tenho tempo para namorar e a Ómega deixa-me. Se não estudo, não tenho formação e a Ómega deixa-me. Logo a Ómega deixa-me.


PS1 - este argumento é apresenta-se sob a forma de DILEMA.
PS2 - este argumento é difícil.



2. Será uma tautologia, uma contradição ou uma contingência. Se for uma contigência é válido ou inválido (USE O INSPETOR DE CIRCUNSTÂNCIAS)

É uma TAUTOLOGIA E É VÁLIDO (obviamente).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - Exercícios 4

Formalize os argumentos

A)
Este exercício de lógica é fácil, pois todos os exercícios de lógica são fáceis quando se estuda. Acontece que eu estudei.

PS - IMPORTANTE - 1.ª IDENTIFICAR A CONCLUSãO.

Lógica Proposicional - Exercícios 3

CÁLCULO PROPOSICIONAL
1.       Considerando que 
                   P = (x) comer queijo
            Q = (x) cresce o pelo
            R = rato de 5 patas

traduza em linguagem natural o seguinte argumento

                                [((Pʌ Q)→R ) ʌ ¬ R]→ ¬ (PʌQ)

2. Demonstre,  recorrendo ao método das tabelas de verdade, que o argumento é uma tautologia

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - EXERCÍCIOS 1

EXERCÍCIOS DE FORMALIZAÇÃO

Se Fernando Pessoa é poeta, então é português.

Se Fernando Pessoa é poeta e português, então é um grande poeta.

Fernando Pessoa é um grande poeta, se é poeta e português.

Fernando Pessoa é poeta, português e complexo.

Fernando Pessoa ou é um poeta ou é um cantor.

Fernando Pessoa é um poeta ou pensador.

Fernando Pessoa é ibérico, mas não é espanhol, então é português.


Indicadores de Premissa e Indicadores de Conclusão


3.1.   Indicadores de Premissa e de Conclusão

Indicadores de premissas
Indicadores de conclusão
Porque, pois, ora, uma vez que, posto que, visto
que, tendo em conta que, em virtude de, devido a,
considerando que, dado que, por causa de, como
mostra, a razão é que, pode inferir-se de, que resulta
de, já que, assumindo que, admitindo que...
Logo, então, daí que, assim, portanto, por isso,
segue-se que, por consequência, e por essa razão,
concluo, podemos inferir que, o que mostra que, o
que aponta para...
 

Exercício 1: Identifique a(s) premissa(s) e conclusão dos seguintes argumentos, enunciando premissas omitidas:

a) Não podes ser um bom estudante se não sabes estudar. Ora, tu sabes estudar, portanto, podes ser um bom estudante.

b) Gosto muito de música, uma vez que vou frequentemente a concertos.

c) Marisa é portuguesa, portanto é ibérica.

d) O Francisco é do signo Peixes, pois nasceu na segunda semana de Março.

e) Como o filme ainda não acabou eu não quero ir para a cama.

f) Dado que o morcego vive no ar, é uma ave.

g) Para quê discutir o sistema educativo? Não vale a pena discutir o sistema educativo porque o governo decide independentemente das nossas opiniões.
h) Os animais têm direitos porque são capazes de sofrer e um ser tem direitos se tiver essa capacidade

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Lógica Formal

Exercício de auto-avaliação de conhecimentos.

a) Toda a proposição é uma premissa?

b) Toda a frase é uma proposição?

c) Conceito equivale a palavra?

d) Todo o argumento válido tem conclusão verdadeira?

e) A verdade de um argumento é uma expressão correta?

f) Um argumento sólido tem todas as proposições verdadeiras?

g) Um argumento dedutivo apresenta uma conclusão necessariamente derivada das premissas?

h) Um argumento dedutivo pode ter conclusão falsa e premissas verdadeiras?

i) Um argumento não dedutivo válido apresenta uma conclusão somente plausível?

j) Um argumento é uma forma de justificar uma conclusão?

l) A verdade está para as proposições como a validade está para os argumentos?

m) Da verdade de uma proposição particular afirmativa podemos inferir a falsidade ou verdade de uma proposição Particular Negativa? e de uma Universal Afirmativa?

n) Qual a conclusão presente no seguinte argumento: «não entendo o pergunta, pois não entendo o assunto».

o) Formule a forma canónica de uma proposição hipotética.


sábado, 15 de setembro de 2012

Argumentação e Lógica formal - 11.º Ano


Unidade 1 - Lógica Formal - Percurso B: Lógica ou Cálculo Proposicional

Objectivos: ser capaz de resolver as seguintes questões/ realizar as seguintes tarefas
1. O que é a lógica?
2. O que é a lógica formal?
3. O que é a lógica proposicional?
4. O que distingue a verdade da validade no domínio da lógica?
5. Definir termo, proposição e argumento
6. Identificar argumentos dedutivos
7.  Identificar argumentos não dedutivos
8.  Justificar o termo conector verofuncional
9.  Enunciar os seis conectores lógicos
10. Enunciar os valores de verdade (valores lógicos) de cada um dos seis conectores estudados
11. Formalizar simbolicamente argumentos dedutivos
12. Avaliar argumentos dedutivos usando a tabela de verdade
13. Avaliar argumentos dedutivos usando o método do inspector de circunstâncias
14. Ser capaz de negar proposições simples e proposições complexas resultantes do uso dos cinco conectores verofuncionais
15. Identificar/exemplificar os argumentos modus ponens e o modus tollens, contraposição, leis de Morgan Silogismo disjuntivo, silogismo hipotético
16. Identificar, explicar e justificar a falácia da afirmação do consequente e a falácia da afirmação do antecedente
17.  estabelecer equivalências e oposições entre proposições complexas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Falácias - 1


Portugueses sem dinheiro mas só querem carros caros.



Pode este título de notícia ser falacioso? Se sim que falácia comete?


Ciência, irracionalidade e verdade


 Excerto de A Coisa Mais Preciosa que Temos. Carlos Fiolhais. Gradiva

É fácil encontrar hoje cientistas cujo discurso toca as fronteiras do racional e, por isso, as fronteiras do irracional (fronteiras essas que não são fixas). Parece-nos até, com o avanço vertiginoso da ciência, que o racional e o irracional estão por vezes muito próximos. A ciência que se desejaria racional tem amiúde assomos de irracionalidade. Para só referir exemplos da física, no quadro da teoria da relatividade geral há quem fale de viagens no tempo e no quadro da teoria quântica há quem fale de comunicação instantânea à distância. Não se deve ficar preocupado com isso. Nem se deve, por causa disso, deixar a ciência.

Em primeiro lugar, não é possível fundamentar com a ciência toda a realidade. A ciência pode tratar de muitas coisas, mas não é tudo o que o homem é capaz. A arte e a religião são, por exemplo, duas grandes actividades humanas que pouco ou nada têm de científico apesar de, naturalmente, se cruzarem com as ciências. A ciência é um processo limitado de apreensão do mundo e do homem, e não lhe pedir mais do aquilo que ela pode dar. Por vezes ela tem a tentação de entrar onde não é chamada, procurando responder a anseios humanos.

Depois, há que procurar compreender a deriva para o irracional. No livro “As Derivas da Argumentação Científica” (Instituto Piaget, 2000), a filósofa francesa Dominique Terré efectua uma análise muito interessante daquilo que pode ser visto como a irracionalidade produzida por alguns cientistas. A autora fornece-nos abundantes exemplos, como o matemático René Thom, que aplicou ou deixou aplicar a noção matemática de catástrofe bem fora do seu contexto original, o físico Brian Josephson que depois de ter ganho o prémio Nobel da Física enveredou por caminhos do misticismo, o físico Fritjof Capra, que procurou ver semelhanças entre a mecânica quântica e a filosofia oriental, o químico Ilya Prigogine, que a partir da sua teoria dos fenómenos irreversíveis procurou construir toda uma cosmovisão, o biólogo Henri Atlan, que passou da auto-organização natural para o misticismo judaico, etc. Todos eles apresentam derivas da argumentação científica, todos eles parecem de certa maneira à deriva na sua argumentação.
Em quase todos esses casos trata-se de levar metáforas e analogias demasiado longe. A metáfora e a analogia são parte essencial do discurso científico, são criadoras de racionalidade, mas uma metáfora nunca é uma descrição completa e uma analogia nunca é uma equivalência. Assim, se não houver vigilância, tanto uma como outra podem também ser geradoras de irracionalidade. As metáforas e analogias, frutos da imaginação humana, são tão úteis como perigosas. Pascal, nos seus “Pensamentos”, referiu-se à imaginação como “essa mestra do erro e da falsidade, e tanto mais velhaca que nem sempre o é”.

Olhando o planeta Terra

terça-feira, 10 de julho de 2012


Revista Science publica na sua próxima edição dois artigos científicos que invalidam alegada descoberta

A bactéria que parecia alimentar-se de arsénio... afinal não se alimentava de arsénio

10.07.2012 - 15:35 Por Ana Gerschenfeld

A bactéria que se pensou ser uma forma de vida inédita vive nos lodos do lago Mono, na CalifórniaA bactéria que se pensou ser uma forma de vida inédita vive nos lodos do lago Mono, na Califórnia (Henry Bortman)
 A descoberta, divulgada em finais de 2010, de que tinha sido encontrada uma bactéria que se alimentava de arsénio, parece agora definitivamente descartada por dois novos estudos que já se encontram online e que vão ser publicados na próxima sexta-feira, dia 13 de Julho, na edição em papel da revista Science.
Num comunicado, os editores da prestigiada revista declaram que “os novos resultados mostram claramente que a bactéria, GFAJ-1, não é capaz de trocar arsénio por fósforo para sobreviver”.

Em princípio, todas as formas de vida na Terra precisam de seis elementos de base: oxigénio, carbono, hidrogénio, azoto, fósforo e enxofre. Mas há ano e meio, num autêntico golpe mediático incentivado pela agência espacial norte-americana NASA, a equipa da astrobióloga Felisa Wolfe-Simon (da NASA), publicara, também na Science, resultados de experiências que, segundo esses cientistas, mostravam que a dita bactéria, natural do lago Mono, na Califórnia, era uma forma de vida totalmente diferente de tudo o que se conhecia até lá. Isto porque ela era capaz, num meio muito pobre em fósforo e rico em arsénio, de continuar a proliferar integrando no seu ADN e noutras moléculas o arsénio, elemento muito tóxico mas cujas propriedades são semelhantes às dos fósforo.

Logo após o anúncio, os resultados experimentais começaram a suscitar críticas entre os especialistas, que argumentavam nomeadamente que o meio de cultura das bactérias tinha na realidade fósforo suficiente para elas sobreviverem. A equipa de Wolfe-Simon, que tinha reconhecido a presença de níveis muito baixos de fosfatos nas suas amostras, concluía pelo seu lado que esses níveis eram insuficientes para sustentar a vida da bactéria.

Agora, as equipas de Tobias Erb, da Universidade Tecnológica (ETH) de Zurique, na Suíça, e de Marshall Louis Reaves, da Universidade de Princeton, nos EUA, “revelam respectivamente que, de facto, o meio [utilizado pela investigadora] apresentava uma contaminação com fosfatos suficiente para suportar o crescimento de GFAJ-1”, diz ainda o comunicado. E acrescenta que é provável que a bactéria seja exímia em captar, mesmo em condições extremas, o escasso fosfato disponível no ambiente, “o que ajudaria a explicar por que é que ela consegue crescer mesmo na presença de arsénio dentro das suas células”.

Conclusão: a bactéria “não viola as regras da vida, estabelecidas de longa data, ao contrário da interpretação que Wolf-Simon dera aos resultados da sua equipa”.

Os editores da Science salientam por último que “o processo científico é por natureza um processo que se vai auto-corrigindo, onde os cientistas tentam replicar os resultados publicados” e congratulam-se pela publicação, agora, “de informação adicional sobre a GFAJ-1, um organismo extraordinariamente resistente cujo estudo mais aprofundado merece interesse, em particular no que respeita aos mecanismos de tolerância ao arsénio”.