segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - Teste - exercícios 7


1. Para cada questão, Indique a alínea que se ajusta de forma a formar uma proposição verdadeira.

1.1 - Um conceito é
A)      Uma representação mental que abstrai o particular dos objectos;
B)      Uma representação mental que sintetiza o essencial dos objectos;
C)      Uma representação mental que analisa o comum dos objectos;
D)      Uma representação mental que só olha para o conjunto.

1.2 - Uma proposição é universal quando
A)      o sujeito é considerado em toda a sua extensão;
B)      o sujeito é considerado em toda a sua compreensão;
C)      o predicado é universal;
D)      o predicado é adequado ao sujeito.

1.3 – Uma proposição hipotética
A)      submete uma proposição ao cumprimento de uma condição;
B)      submete uma condição ao cumprimento de uma proposição;
C)      estabelece uma relação pouco segura entre um antecedente e um consequente;
D)      é toda a proposição que não é categórica.

1.4 – Um argumento não dedutivo é
A)      o argumento que não sustenta a conclusão;
B)      o argumento que conclui o que tem de concluir;
C)      o argumento cuja conclusão ainda que sendo verdadeira não é segura;
D)      o argumento cuja falsidade das premissas nada se pode concluir.

1.5 – A necessidade lógica é
A)      sinónimo de contingência lógica;
B)      sinónimo de imposição da verdade;
C)      sinónimo da verdade da implicação entre antecedente e consequente;
D)      sinónimo de não poder deixar de concluir o que se conclui.

1.6 – A univocidade de um conceito
A) resulta de o conceito não poder ser dito por duas palavras;
B) resulta de o conceito não poder ser expresso por dois termos;
C) resulta de o conceito não poder ter dois significados;
D) resulta de o conceito não poder ter dois significantes.

1.7 – A extensão de um conceito
A) diz respeito à grande abrangência do conceito;
B) diz respeito à compreensão que o explica;
C) diz respeito ao conjunto de seres que abarca;
D) diz respeito à classe que representa
 

Grupo II

2 - Atenda aos seguintes enunciados:
A) Chove fortemente.   B) Ena, chove tão fortemente!  C) Podes emprestar-me o guarda-chuva?

2.1 - Identifique a proposição.
2.2 - Justifique por que não é a proposição um argumento.

 3 - Num argumento dedutivo da verdade das premissas não pode senão inferir-se a verdade da conclusão. Concorda? Porquê?

4 - Considere as seguintes frases declarativas.
A)      O João e o Mário não são inimigos entre si;
B)      Não é verdade que temos de optar entre comer melancia e comer melão.
C)      O António cora se a Anita está presente
D)      A Anita está presente e o Rui não.
E)      A Mona Lisa é bela, ou seja, a arte precisa de beleza.
 
4.1 – Enuncie-as na forma canónica.
4.2 – Formalize-as.

 Grupo III

5 - Demonstre a equivalência entre as duas proposições que se seguem:
A)      Não é verdade que não sei lógica e erro com frequência
B)      Sei lógica ou não erro com frequência.

6 - Considere os seguintes argumentos.
6.1 - Formalize-os.
6.2 – classifique-os como tautologia, contingência ou contradição.

A - A Joana não está apaixonada pelo Ricardo. A Joana está apaixonada pelo Hugo. Logo, é falso que a Joana está apaixonada pelo Ricardo.

B - Se souber lógica, constato a validade deste argumento. Mas não constato a validade deste argumento. Logo, não sei lógica.
 

C - Não sou do Sporting e não sou do Benfica, por isso sou do Benfica.

7 - Formalize o argumento:
A arte abre o futuro se e só se apresenta possibilidades ao homem e o artesanato conserva o passado, se e só se guarda a memória de factos. Mas, ou se apresentam possibilidades ou se guarda memória. Então ou a arte abre o futuro ou o artesanato conserva o passado.

domingo, 28 de outubro de 2012

Lógica Formal - correção EXERCÍCIO - 5

CORRECÇÃO

Nota 1: interpreto como subentendido um então na sequência dos «e». assim, os «e» não se apresentam como conjunção. Esta interpretação está aberta à discussão.

Nota 2: a disjunção é exclusiva.

Nota 3: este método é sobretudo um métodop para avaliar o valor de verdade de proposições. Para avaliar a VALIDADE dos argumentos seguir-se-à um outro - inspetor de circunstâncias - mais simples e rápido.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - EXERCÍCiO - 6

Demonstre Equivalência entre as duas proposições compostas

A) não é verdade que a arte é bela e que é harmonia;

B) a arte não é bela ou a arte não é harmonia.

Ps1: 
Terão de apresentar a mesma sequência de valores de verdade 
e se aplicarmos o sinal de equivalência este mostra ser uma tautologia..

Ps2: leis de De Morgan

quarta-feira, 24 de outubro de 2012



TEMA:  Os jovens e o emprego: que futuro?


Alunos do Ensino secundário

CRIA UMA LISTA DE 10 COLEGAS E APRESENTA ATÉ 3 MEDIDAS (E SUSTENTA-AS ARGUMENTATIVAMENTE).





Informação em   http://app.parlamento.pt/webjovem2013/index.html


Quais são as etapas para ser eleito para a Sessão Nacional?
1.º - Precisas de ser eleito para a Sessão Escolar — isso é fundamental — tens de ser
um legítimo representante da tua Escola. Mais adiante vais saber como te podes
candidatar.

2.º - Nessa Sessão Escolar tens de convencer os teus colegas de que sabes defender as
tuas ideias e as recomendações aprovadas na Escola para eles te elegerem para a
Sessão Distrital (nos Açores e Madeira chama-se Sessão Regional).
3.º - Nas Sessões Distritais/Regionais vão ser eleitas, pelos jovens deputados,  as
Escolas que posteriormente vão representar o distrito (ou Região Autónoma) na
Sessão Nacional.
Como é que posso ser deputado à Sessão Escolar?
Tens de te organizar com outros jovens teus colegas numa lista de 10 e, em conjunto,
têm de propor um máximo de 3 (três) medidas sobre o tema. Isto é: o que entendem
que a Assembleia da República, o Governo, os órgãos locais (ou outras entidades) ou
até os próprios jovens devem fazer para resolver uma questão, relacionada com o
tema, que todos considerem importante (será o vosso “programa eleitoral”). O ideal é
que outros colegas façam outras listas para o debate eleitoral ser animado.
Depois da fase da campanha eleitoral, realiza-se a eleição, em janeiro, e podes vir a ser
um dos eleitos à Sessão Escolar! (ver o Regulamento eleitoral – que consta no Regimento
Para que serve a Sessão Escolar?
A Sessão Escolar serve, essencialmente, para:
1.º Aprovar o Projeto de Recomendação da Escola: as propostas das várias listas que
elegerem deputados vão ser discutidas nessa Sessão e o texto final pode ter até 3
(três) medidas — as mais votadas na Sessão. As medidas aprovadas devem ser
claras e objetivas.
2.º Eleger os deputados da Escola à Sessão Distrital (ou Regional, nos Açores e
Madeira).
3.º Eleger o candidato à Mesa da Sessão Distrital/Regional.
4.º Escolher um tema para a Sessão do Parlamento dos Jovens do ano seguinte.
Quem dirige a Sessão Escolar?
A Mesa da Sessão Escolar é composta  pelo Presidente, eleito pelos deputados da
Escola,  por  1 (um) Vice-Presidente e por  1  (um) Secretário - designados pelo
Presidente (ver artigos 3.º a 5.º do Regulamento da Sessão Escolar).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lógica proposicional - EXERCÍCIOS 5

EXERCÍCIOS de cálculo proposicional


1. Formalize o seguinte argumento:

Ou estudo ou não estudo. Se estudo, não tenho tempo para namorar e a Ómega deixa-me. Se não estudo, não tenho formação e a Ómega deixa-me. Logo a Ómega deixa-me.


PS1 - este argumento é apresenta-se sob a forma de DILEMA.
PS2 - este argumento é difícil.



2. Será uma tautologia, uma contradição ou uma contingência. Se for uma contigência é válido ou inválido (USE O INSPETOR DE CIRCUNSTÂNCIAS)

É uma TAUTOLOGIA E É VÁLIDO (obviamente).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - Exercícios 4

Formalize os argumentos

A)
Este exercício de lógica é fácil, pois todos os exercícios de lógica são fáceis quando se estuda. Acontece que eu estudei.

PS - IMPORTANTE - 1.ª IDENTIFICAR A CONCLUSãO.

Lógica Proposicional - Exercícios 3

CÁLCULO PROPOSICIONAL
1.       Considerando que 
                   P = (x) comer queijo
            Q = (x) cresce o pelo
            R = rato de 5 patas

traduza em linguagem natural o seguinte argumento

                                [((Pʌ Q)→R ) ʌ ¬ R]→ ¬ (PʌQ)

2. Demonstre,  recorrendo ao método das tabelas de verdade, que o argumento é uma tautologia

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Lógica Proposicional - EXERCÍCIOS 1

EXERCÍCIOS DE FORMALIZAÇÃO

Se Fernando Pessoa é poeta, então é português.

Se Fernando Pessoa é poeta e português, então é um grande poeta.

Fernando Pessoa é um grande poeta, se é poeta e português.

Fernando Pessoa é poeta, português e complexo.

Fernando Pessoa ou é um poeta ou é um cantor.

Fernando Pessoa é um poeta ou pensador.

Fernando Pessoa é ibérico, mas não é espanhol, então é português.


Indicadores de Premissa e Indicadores de Conclusão


3.1.   Indicadores de Premissa e de Conclusão

Indicadores de premissas
Indicadores de conclusão
Porque, pois, ora, uma vez que, posto que, visto
que, tendo em conta que, em virtude de, devido a,
considerando que, dado que, por causa de, como
mostra, a razão é que, pode inferir-se de, que resulta
de, já que, assumindo que, admitindo que...
Logo, então, daí que, assim, portanto, por isso,
segue-se que, por consequência, e por essa razão,
concluo, podemos inferir que, o que mostra que, o
que aponta para...
 

Exercício 1: Identifique a(s) premissa(s) e conclusão dos seguintes argumentos, enunciando premissas omitidas:

a) Não podes ser um bom estudante se não sabes estudar. Ora, tu sabes estudar, portanto, podes ser um bom estudante.

b) Gosto muito de música, uma vez que vou frequentemente a concertos.

c) Marisa é portuguesa, portanto é ibérica.

d) O Francisco é do signo Peixes, pois nasceu na segunda semana de Março.

e) Como o filme ainda não acabou eu não quero ir para a cama.

f) Dado que o morcego vive no ar, é uma ave.

g) Para quê discutir o sistema educativo? Não vale a pena discutir o sistema educativo porque o governo decide independentemente das nossas opiniões.
h) Os animais têm direitos porque são capazes de sofrer e um ser tem direitos se tiver essa capacidade

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Lógica Formal

Exercício de auto-avaliação de conhecimentos.

a) Toda a proposição é uma premissa?

b) Toda a frase é uma proposição?

c) Conceito equivale a palavra?

d) Todo o argumento válido tem conclusão verdadeira?

e) A verdade de um argumento é uma expressão correta?

f) Um argumento sólido tem todas as proposições verdadeiras?

g) Um argumento dedutivo apresenta uma conclusão necessariamente derivada das premissas?

h) Um argumento dedutivo pode ter conclusão falsa e premissas verdadeiras?

i) Um argumento não dedutivo válido apresenta uma conclusão somente plausível?

j) Um argumento é uma forma de justificar uma conclusão?

l) A verdade está para as proposições como a validade está para os argumentos?

m) Da verdade de uma proposição particular afirmativa podemos inferir a falsidade ou verdade de uma proposição Particular Negativa? e de uma Universal Afirmativa?

n) Qual a conclusão presente no seguinte argumento: «não entendo o pergunta, pois não entendo o assunto».

o) Formule a forma canónica de uma proposição hipotética.


sábado, 15 de setembro de 2012

Argumentação e Lógica formal - 11.º Ano


Unidade 1 - Lógica Formal - Percurso B: Lógica ou Cálculo Proposicional

Objectivos: ser capaz de resolver as seguintes questões/ realizar as seguintes tarefas
1. O que é a lógica?
2. O que é a lógica formal?
3. O que é a lógica proposicional?
4. O que distingue a verdade da validade no domínio da lógica?
5. Definir termo, proposição e argumento
6. Identificar argumentos dedutivos
7.  Identificar argumentos não dedutivos
8.  Justificar o termo conector verofuncional
9.  Enunciar os seis conectores lógicos
10. Enunciar os valores de verdade (valores lógicos) de cada um dos seis conectores estudados
11. Formalizar simbolicamente argumentos dedutivos
12. Avaliar argumentos dedutivos usando a tabela de verdade
13. Avaliar argumentos dedutivos usando o método do inspector de circunstâncias
14. Ser capaz de negar proposições simples e proposições complexas resultantes do uso dos cinco conectores verofuncionais
15. Identificar/exemplificar os argumentos modus ponens e o modus tollens, contraposição, leis de Morgan Silogismo disjuntivo, silogismo hipotético
16. Identificar, explicar e justificar a falácia da afirmação do consequente e a falácia da afirmação do antecedente
17.  estabelecer equivalências e oposições entre proposições complexas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Falácias - 1


Portugueses sem dinheiro mas só querem carros caros.



Pode este título de notícia ser falacioso? Se sim que falácia comete?


Ciência, irracionalidade e verdade


 Excerto de A Coisa Mais Preciosa que Temos. Carlos Fiolhais. Gradiva

É fácil encontrar hoje cientistas cujo discurso toca as fronteiras do racional e, por isso, as fronteiras do irracional (fronteiras essas que não são fixas). Parece-nos até, com o avanço vertiginoso da ciência, que o racional e o irracional estão por vezes muito próximos. A ciência que se desejaria racional tem amiúde assomos de irracionalidade. Para só referir exemplos da física, no quadro da teoria da relatividade geral há quem fale de viagens no tempo e no quadro da teoria quântica há quem fale de comunicação instantânea à distância. Não se deve ficar preocupado com isso. Nem se deve, por causa disso, deixar a ciência.

Em primeiro lugar, não é possível fundamentar com a ciência toda a realidade. A ciência pode tratar de muitas coisas, mas não é tudo o que o homem é capaz. A arte e a religião são, por exemplo, duas grandes actividades humanas que pouco ou nada têm de científico apesar de, naturalmente, se cruzarem com as ciências. A ciência é um processo limitado de apreensão do mundo e do homem, e não lhe pedir mais do aquilo que ela pode dar. Por vezes ela tem a tentação de entrar onde não é chamada, procurando responder a anseios humanos.

Depois, há que procurar compreender a deriva para o irracional. No livro “As Derivas da Argumentação Científica” (Instituto Piaget, 2000), a filósofa francesa Dominique Terré efectua uma análise muito interessante daquilo que pode ser visto como a irracionalidade produzida por alguns cientistas. A autora fornece-nos abundantes exemplos, como o matemático René Thom, que aplicou ou deixou aplicar a noção matemática de catástrofe bem fora do seu contexto original, o físico Brian Josephson que depois de ter ganho o prémio Nobel da Física enveredou por caminhos do misticismo, o físico Fritjof Capra, que procurou ver semelhanças entre a mecânica quântica e a filosofia oriental, o químico Ilya Prigogine, que a partir da sua teoria dos fenómenos irreversíveis procurou construir toda uma cosmovisão, o biólogo Henri Atlan, que passou da auto-organização natural para o misticismo judaico, etc. Todos eles apresentam derivas da argumentação científica, todos eles parecem de certa maneira à deriva na sua argumentação.
Em quase todos esses casos trata-se de levar metáforas e analogias demasiado longe. A metáfora e a analogia são parte essencial do discurso científico, são criadoras de racionalidade, mas uma metáfora nunca é uma descrição completa e uma analogia nunca é uma equivalência. Assim, se não houver vigilância, tanto uma como outra podem também ser geradoras de irracionalidade. As metáforas e analogias, frutos da imaginação humana, são tão úteis como perigosas. Pascal, nos seus “Pensamentos”, referiu-se à imaginação como “essa mestra do erro e da falsidade, e tanto mais velhaca que nem sempre o é”.

Olhando o planeta Terra

terça-feira, 10 de julho de 2012


Revista Science publica na sua próxima edição dois artigos científicos que invalidam alegada descoberta

A bactéria que parecia alimentar-se de arsénio... afinal não se alimentava de arsénio

10.07.2012 - 15:35 Por Ana Gerschenfeld

A bactéria que se pensou ser uma forma de vida inédita vive nos lodos do lago Mono, na CalifórniaA bactéria que se pensou ser uma forma de vida inédita vive nos lodos do lago Mono, na Califórnia (Henry Bortman)
 A descoberta, divulgada em finais de 2010, de que tinha sido encontrada uma bactéria que se alimentava de arsénio, parece agora definitivamente descartada por dois novos estudos que já se encontram online e que vão ser publicados na próxima sexta-feira, dia 13 de Julho, na edição em papel da revista Science.
Num comunicado, os editores da prestigiada revista declaram que “os novos resultados mostram claramente que a bactéria, GFAJ-1, não é capaz de trocar arsénio por fósforo para sobreviver”.

Em princípio, todas as formas de vida na Terra precisam de seis elementos de base: oxigénio, carbono, hidrogénio, azoto, fósforo e enxofre. Mas há ano e meio, num autêntico golpe mediático incentivado pela agência espacial norte-americana NASA, a equipa da astrobióloga Felisa Wolfe-Simon (da NASA), publicara, também na Science, resultados de experiências que, segundo esses cientistas, mostravam que a dita bactéria, natural do lago Mono, na Califórnia, era uma forma de vida totalmente diferente de tudo o que se conhecia até lá. Isto porque ela era capaz, num meio muito pobre em fósforo e rico em arsénio, de continuar a proliferar integrando no seu ADN e noutras moléculas o arsénio, elemento muito tóxico mas cujas propriedades são semelhantes às dos fósforo.

Logo após o anúncio, os resultados experimentais começaram a suscitar críticas entre os especialistas, que argumentavam nomeadamente que o meio de cultura das bactérias tinha na realidade fósforo suficiente para elas sobreviverem. A equipa de Wolfe-Simon, que tinha reconhecido a presença de níveis muito baixos de fosfatos nas suas amostras, concluía pelo seu lado que esses níveis eram insuficientes para sustentar a vida da bactéria.

Agora, as equipas de Tobias Erb, da Universidade Tecnológica (ETH) de Zurique, na Suíça, e de Marshall Louis Reaves, da Universidade de Princeton, nos EUA, “revelam respectivamente que, de facto, o meio [utilizado pela investigadora] apresentava uma contaminação com fosfatos suficiente para suportar o crescimento de GFAJ-1”, diz ainda o comunicado. E acrescenta que é provável que a bactéria seja exímia em captar, mesmo em condições extremas, o escasso fosfato disponível no ambiente, “o que ajudaria a explicar por que é que ela consegue crescer mesmo na presença de arsénio dentro das suas células”.

Conclusão: a bactéria “não viola as regras da vida, estabelecidas de longa data, ao contrário da interpretação que Wolf-Simon dera aos resultados da sua equipa”.

Os editores da Science salientam por último que “o processo científico é por natureza um processo que se vai auto-corrigindo, onde os cientistas tentam replicar os resultados publicados” e congratulam-se pela publicação, agora, “de informação adicional sobre a GFAJ-1, um organismo extraordinariamente resistente cujo estudo mais aprofundado merece interesse, em particular no que respeita aos mecanismos de tolerância ao arsénio”.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Um anúncio polémico

Um anúncio Po

Um anúncio publicitário polémico



http://expresso.sapo.pt/anuncio-da-crioestaminal-ofende-padroes-de-decencia=f738173



Anúncio da Crioestaminal "ofende padrões de decência"

"Mãe, pai, guardaram as minhas células?" O polémico anúncio da Crioestaminal foi considerado uma "violação particularmente grave das normas e de conduta que as comunicações comerciais devem respeitar", segundo deliberação do ICAP.

18:51 Sábado, 7 de julho de 2012

O Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP) considera que a campanha publicitária da empresa Crioestaminal, difundida na televisão em maio, viola o código da publicidade, segundo a deliberação do regulador divulgada na sua página eletrónica.
Em causa estavam as queixas apresentadas no ICAP sobre o anúncio que diz que há uma hipótese em 200 de as crianças virem no futuro a desenvolver doenças como leucemia, linfoma ou tumores sólidos, passíveis de serem tratadas com células estaminais próprias ou de um irmão e no qual aparece uma criança a questionar: "Mãe, pai, guardaram as minhas células?".
De acordo com a deliberação do Júri de Ética (JE) do ICAP, numa reunião realizada há um mês, o anúncio "configura um caso de violação particularmente grave das normas e de conduta que as comunicações comerciais devem respeitar".

"Ofende os padrões de decência prevalentes no país e cultura"


Segundo o JE, "a publicidade em apreço ofende os padrões de decência prevalentes no país e cultura, explora a falta de conhecimento e experiência dos consumidores afetando a sua decisão esclarecida e revela pouca responsabilidade social ao promover - designadamente através da pergunta que se indicia que as crianças devem fazer aos seus pais - a discriminação entre aqueles que tenham optado pelos serviços e os que não, independentemente das razões religiosas, financeiras ou outras que tenham motivado a escolha".
No extrato de ata da reunião, o JE diz que a Crioestaminal argumentou que a campanha "teve como objetivo a sensibilização do público para as vantagens da criopreservação do sangue do cordão umbilical", que as afirmações [no anúncio] encontram-se sustentadas cientificamente nos documentos que a empresa enviou para o ICAP e, embora reconheça a importância dos pareceres do organismo, "é sua opção não se submeter" aos mesmos, além de que a campanha cessou a 18 maio.
"A interrupção ou suspensão das mensagens que são objeto de queixa não esgotam, por si só, a possibilidade de apreciação por parte do Júri", refere o JE.

Anúncio viola artigos do código da publicidade


É que neste caso, "não apenas a publicidade se encontrava em curso quando foram apresentadas as queixas como, também, existe a possibilidade de reutilização da mesma publicidade ou dos 'claims' postos em causa por parte dos queixosos", que alegam que a campanha denigre e desrespeita aqueles que pelas suas razões não optem pela criopreservação.
O JE considerou ainda que o anúncio viola os artigos 14.º e 19.º do código da publicidade (sobre restrições ao conteúdo da publicidade em relação aos menores e a proibição da publicidade a tratamentos médicos e a medicamentos que apenas possam ser obtidos mediante receita médica). Este anúncio foi contestado por várias entidades no mercado, entre os quais deputados e médicos.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/anuncio-da-crioestaminal-ofende-padroes-de-decencia=f738173#ixzz209bEfzrS





quarta-feira, 4 de julho de 2012

Bosão de Higgs - validação de uma teoria com 50 anos

http://expresso.sapo.pt/cientistas-do-cern-anunciam-descoberta-da-particula-de-deus=f737354


Cientistas do CERN anunciam descoberta da 'partícula de Deus'

CERN, organização a que Portugal pertence, anunciou hoje de manhã que descobriu uma nova partícula subatómica que pode ser o bosão de Higgs, também conhecido por "partícula de Deus", porque explica a existência do Universo.

Virgílio Azevedo (www.expresso.pt)
9:18 Quarta feira, 4 de julho de 2012
Última atualização há 15 minutos
Uma das colisões entre protões na experiência CMS que poderá ter revelado o bosão de Higgs
Uma das colisões entre protões na experiência CMS que poderá ter revelado o bosão de Higgs
CERN
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Cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), organização a que Portugal pertence, anunciaram hoje de manhã numa conferência em Genebra (Suíça), que descobriram uma nova partícula subatómica que pode ser o bosão de Higgs, também conhecido por "partícula de Deus".
O Higgs é fundamental para explicar a razão por que todas as outras partículas que constituem a matéria têm massa, isto é, porque existe o Universo onde vivemos. No fundo, é a peça que faltava no puzzle do chamado Modelo-Padrão, uma colecção de teorias que integra todos os conhecimentos atuais sobre o comportamento das partículas fundamentais da matéria.
A descoberta da nova partícula subatómica surge na sequência das experiências feitas pelo maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, localizado em Genebra, e neste momento decorre na sede do CERN uma conferência para a divulgação dos resultados das experiências feitas pelos detetores mais importantes do LHC: o CMS e o Atlas.
Esta descoberta é também o triunfo da ciência europeia a nível mundial, já que o maior acelerador de partículas dos EUA, o Tevatron (mais pequeno que o LHC), deixou de funcionar a 30 de setembro de 2011 devido a cortes orçamentais.
Peter Higgs, o cientista britânico que deu o nome à nova partícula, esteve hoje no CERN
Peter Higgs, o cientista britânico que deu o nome à nova partícula, esteve hoje no CERN
Denis Balibouse/Reuters

Ambiente de euforia no CERN


"Temos o Higgs, concordam?", perguntou Rolf-Dieter Heuer, diretor-geral do CERN, dirigindo-se a uma plateia entusiasmada e festiva de centenas de cientistas da organização, que respondeu imediatamente que sim com aplausos prolongados e gritos de alegria.
"Foi um esforço global e um sucesso global, e esta descoberta só foi possível devido ao extraordinário desempenho do LHC", prossegui Heuer. "Este é um acontecimento histórico, estamos todos muito orgulhosos e quero aqui dar os parabéns a todos os que durante 25 anos trabalharam neste projeto", afirmou o diretor-geral, apontando para os cientistas da primeira fila do auditório, que se levantaram e agradeceram os aplausos do resto da assistência.
"Não esperava que a descoberta acontecesse ainda durante a minha vida" confessou Peter Higgs, o cientista britânico que deu o nome à nova partícula porque foi o primeiro a prever a sua existência em 1964, no final da conferência no CERN. Higgs salientou que "houve uma colaboração colossal de cientistas e centros de investigação de todo o mundo para chegarmos a este resultado" e contou como começou a sua investigação sobre a partícula subatómica mais procurada pela ciência.
Fabiola Gianotti porta-voz da experiência ATLAS e Joe Incandela, porta-voz da experiência CMS
Fabiola Gianotti porta-voz da experiência ATLAS e Joe Incandela, porta-voz da experiência CMS
CERN

Investigadores cautelosos


"Observámos nos nossos dados sinais claros da nova partícula, mas precisamos de mais algum tempo para preparar estes resultados de modo a poderem ser publicados", confirmou Fabiola Gianotti, porta-voz da experiência ATLAS. "As implicações desta descoberta são muito significativas e é precisamente por esta razão que devemos ser extremamente diligentes em todos os nossos estudos e verificações", salientou por sua vez Joe Incandela, porta-voz da experiência CMS.
"Estamos apenas no princípio", advertiu também Rolf-Dieter Heuer. Com efeito, os resultados hoje apresentados são preliminares e baseiam-se em dados recolhidos em 2011 e 2012, com os dados de 2012 em análise. A sua publicação está prevista para o final de julho e uma informação mais completa sobre as observações dos cientistas hoje divulgadas só surgirá no final deste ano, depois de o LHC fazer mais experiências (mais colisões de partículas) com mais dados.
O passo seguinte será determinar a natureza precisa da nova partícula e o seu significado para entendermos o Universo. Com efeito, hoje a ciência só só conhece quatro por cento da matéria que constitui o Universo. Os outros 96 por cento continuam a ser um mistério, embora os cientistas investiguem várias hipóteses, como a existência das chamadas matéria escura e energia escura.


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