Filosofia: Argumentação e Retórica
Objectivo(s) Específico(s):
1) Distinguir argumentação de demonstração
2) Relacionar as diferentes características da argumentação
3) Articular os meios de persuasão com os tipos de auditório
O homem, ser que vive em sociedade, discute com os seus semelhantes, tenta fazer com que partilhem alguns dos seus pontos de vista, que realizem certos actos. É bastante raro que tenha, como único recurso, a coerção. Em geral, procura persuadir e convencer. Nos casos em que os meios de prova consistem numa demonstração rigorosa, estes são estudados por uma ciência bem definida que é a lógica. Mas à medida que esta se desenvolvia, no sentido de uma ciência puramente formal e definia as condições que permitem uma dedução correcta, reconheceu-se que uma grande parte das provas utilizadas em direito, em moral, em filosofia, nos debates públicos e na vida quotidiana, não poderiam ser consideradas no âmbito estrito da lógica formal.
Assim, torna-se necessário fazer uma distinção entre argumentação e demonstração.
A argumentação ocorre quando o conhecimento não é do domínio do absoluto e do verdadeiro. Ocorre quando existe incerteza, dúvida, prós e contras determinada tese. Ocorre sobretudo quando toca o domínio das decisões humanas que remetem para visões do mundo particulares, hierarquias de valores variáveis. Pelo contrário, numa demonstração (matemática) os axiomas não estão em discussão; sejam eles considerados como evidentes, como verdadeiros ou como simples hipóteses, não há qualquer preocupação em saber se eles são, ou não, aceites pelo auditório.
Daí podermos dizer que o seu ponto de partida (Quando se aplica?) está as proposições discutíveis e que podem assumir distintas formas:
a) sempre que a tese (e princípios de onde se parte para elaborar uma argumentação) não é verdadeira.
b) sempre que uma tese (ideia, teoria, hipótese, afirmação) não é objecto de aceitação unânime ou universal;
c) Sempre que os temas (assuntos) se traduzem em problemas.
Em que domínios tem aplicação a argumentação?
a) Nos domínios da Ética, Política, Filosofia, Religião, Educação, Estética; Ciências humanas, ciências sociais, Economia, etc.
b) Sempre que se tomam decisões, com justificações fundamentadas, de foro pessoal e/ou social com características racionais.
Qual a lógica que desenvolve a argumentação?
A demonstração parte de premissas verdadeiras ou aceites por todos, sendo que a conclusão se tem de aceitar pela necessidade lógica do raciocínio, faz com que este tipo de raciocínio seja o dedutivo. Ora como o raciocínio dedutivo pode ser avaliado com exactidão na sua correcção (validade formal), não só é traduzível numa linguagem formal como pode ser avaliado do ponto de vista da lógica formal.
Pelo contrário a argumentação não partindo de teses que se possam classificar como verdadeiras e não sendo objecto de uma aceitação universal, os raciocínios que se desenvolvem para as argumentar e defender são raciocínios normalmente não dedutivos – indutivos; por exemplos; de autoridade; analógicos. Neste caso os raciocínios podendo ser escrutinados do ponto de vista da lógica formal, esta não é suficiente para fazer aceitar a tese. A lógica informal avalia os argumentos do ponto de vista não da sua validade formal, mas da sua pertinência, razoabilidade e aceitabilidade.
Podemos ainda adiantar que na demonstração e em consequência do que foi dito, da verdade das premissas se infere necessariamente a verdade da conclusão. Pelo contrário, na argumentação da verdade das premissas não se infere necessariamente a verdade da conclusão. Assim, na primeira a conclusão é constringente, na segunda a conclusão é verosímil ou aceitável. Podemos acrescentar, embora seja adiante mais esclarecido, que a verdade/falsidade são os valores em jogo na demonstração (pressupondo a validade formal do processo dedutivo que a executa). Por sua vez, na argumentação a verdade das premissas é um entre outros critérios de aceitação/plausibilidade da conclusão. Por isso podemos inferir que a argumentação não se traduz numa linguagem lógico-matemática.
A relação com o auditório
A demonstração parece ser auto-suficiente, ou seja ela vale por si mesmo, independentemente de quem a produz ou de quem a acolhe, mas é também independente do contexto em que se produz. Queremos com isto dizer que o seu valor mantém inalterável independente quem é o orador, de quem constitui o auditório e do contexto em que se produz. Por sua vez, a argumentação querendo conduzir à adesão e procedendo-se num campo de critérios múltiplos de aceitabilidade da tese, tem de se ter em conta o perfil de quem a produz e o tipo de auditório que se pretende persuadir, bem como o contexto em que ocorre. Por isso se diz que tem as características de pessoalidade e de contextualidade.
Cada pessoa ao argumentar manifesta um carácter único, desenvolve com o auditório uma relação própria e equaciona e diz os argumentos de forma singular, mas cada auditório é também singular. Assim, podemos dizer que na demonstração a prova é impessoal, e a sua validade não depende em nada da opinião: aquele que infere num determinado sistema só pode aceitar o resultado das suas deduções. Em contrapartida, toda a argumentação é pessoal, dirige-se a indivíduos em relação aos quais ela se esforça por obter a adesão, a qual é susceptível de ter uma intensidade variável.
O contexto tem igualmente influência pelo que deve ser tido em conta. Assim, enquanto uma demonstração se apresenta isolado de todo o contexto, uma argumentação é necessariamente situada. Para ser eficaz, esta exige um contacto entre sujeitos.
A pluralidade de critérios
Vimos já que ao nível da argumentação as razões para admitir ou rejeitar uma tese podem ser diversas. A verdade dos argumentos constitui unicamente um motivo de adesão ou de rejeição no meio de tantos outros: uma tese pode ser admitida ou afastada porque é ou não oportuna, socialmente útil, justa e equilibrada. Dito de outra forma, o auditório avalia as teses do orador tendo em conta diversos critérios. É nestes sentido que falamos de pluralidade de critérios: os vários auditórios consoante a sua natureza e tipo têm diferentes critérios valorativos, e dentro de um mesmo auditório as pessoas que o compõem podem ter pontos de vista e escalas valorativas diferentes. Ou seja, enquanto na demonstração a verdade (ou aceitação universal) e a necessidade lógica são os únicos critérios de aceitação de uma ideia ou teoria, já na argumentação existem múltiplos critérios que permitem aceitar uma tese. Uma tese pode ser aceite por ter argumentos persuasivos do ponto de vista económico, ou por que apela à justiça, ou por que apela à segurança e tranquilidade, ou por que apela à beleza, etc.
A intensidade da adesão à tese
Outra característica importante que permite distinguir e caracterizar a argumentação é o facto de uma tese antes aceite poder ser rejeitada ou vice-versa, e uma tese ter aceitação variável no tempo pelo mesmo auditório. É claro que na demonstração a adesão é total e constante.
A adaptação e maleabilidade da argumentação
Pelo que foi exposto, relativo à contextualidade, à pessoalidade, à pluralidade de critérios, à intensidade da adesão, é fácil inferir que o orador, antes de iniciar o seu discurso, deve ter do seu auditório uma ideia tanto quanto possível próxima da realidade, uma vez que um erro sobre este ponto pode ser fatal para o efeito que ele quer produzir; é em função do auditório que toda a argumentação se deve organizar, se esta quiser ser eficaz. Assim é indispensável ao orador conhecer o auditório sobre o qual quer exercer a acção. O orador que queira agir eficazmente pelo seu discurso deve adaptar-se ao seu auditório.
Em que consiste esta adaptação?
A contingência e a verosimilitude dos conhecimentos e teses defendidos na argumentação, bem como o facto desta se desenvolver num contexto particular e num domínio pessoal (onde têm influência as características individuais do orador e as características do auditório), faz com que o orador deva adaptar o seu discurso ao auditório (ás suas características intelectuais, socioprofissionais e culturais). A adaptação da argumentação ao auditório visa não só que os argumentos sejam entendíveis, mas sobretudo que “joguem” (vão ao encontro) dos critérios valorativos do auditório, para que este reconheça o valor da tese e a ela adira.
Com efeito, a finalidade da argumentação é transferir para as conclusões a adesão que é concedida às premissas. O orador só poderá partir de premissas que beneficiem de uma adesão suficiente: se esta adesão não for forte, a primeira preocupação daquele que quer persuadir deve ser a de a reforçar por todos os meios. Adaptar-se ao auditório é, sobretudo, escolher como premissas da argumentação as teses admitidas por este último.
É também de referir que o auditório tem legitimidade de contestação e só adere à tese que o orador apresenta se quiser. Tem o poder de utilizar a sua capacidade critica e questionadora, e de não se deixar influenciar se a tal não estiver disposto. A nossa capacidade de contestação tem de estar alerta para não nos deixarmos influenciar sem darmos conta. Numa situação argumentativa a relação que se estabelece entre orador e auditório é uma relação horizontal. Assim sendo, nenhum dos dois pólos se sobrepõe ao outro. Ambos têm legitimidade e a ambos é reconhecida competência.
Numa demonstração, os signos utilizados são, em princípio, desprovidos de qualquer ambiguidade, contrariamente à argumentação, que se desenrola numa língua natural, cuja ambiguidade não se encontra previamente excluída.
◙ Condições prévias (condições sine qua non) para que o discurso argumentativo o seja realmente:
- Validade formal dos argumentos;
- Validade informal dos argumentos;
- Princípios éticos: por ex. boa fé dos participantes: é necessário que o orador queira exercer, mediante o seu discurso, uma acção sobre o auditório, isto é, sobre o conjunto daqueles que se propõe influenciar. Por outro lado, é necessário que os auditores estejam dispostos a escutar e a sofrer a acção do orador.
Apontamentos, textos e trabalhos de Filosofia de/para alunos do Ensino Secundário - Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima - Esgueira, Aveiro, PORTUGAL
domingo, 15 de março de 2009
A Argumentação para lá da lógica
O domínio do discurso argumentativo
◙ Quando se aplica?
- Sempre que uma tese (ideia, teoria, hipótese, afirmação) não é objecto de aceitação unanime e/ou de constatação da sua verdade
- Sempre que a tese, os seus pressupostos ou princípios não são de aceitação universal (intersubjectiva e unânime)
- Sempre que os temas (assuntos) se traduzem em problemas, sobre os quais recai a incerteza e não dispomos de consenso.
- Sempre que não é possível fazer aceitar uma conclusão por ela não decorrer dedutiva e necessariamente das premissas.
◙ Para que se utiliza a argumentação?
- Para persuadir e convencer da pertinência, razoabilidade e aceitabilidade de uma tese. Persuadir e convencer visa em última análise a adesão do auditório a quem se dirige o discurso argumentativo ou dos interlocutores com quem se dialoga.
◙ Em que domínios tem aplicação a argumentação?
- Domínios da Ética, Política, Filosofia, Religião, Educação, Estética,...
- Sempre que se tomam decisões, com justificações fundamentadas, de foro pessoal e/ou social com características racionais.
◙ Como se desenvolve o discurso argumentativo?
a) Pesquisando, desenvolvendo e organizando argumentos (razões justificativas) que tornem verosímil, plausível ou provável uma tese
b) Enunciando a tese e os argumentos face a um auditório pretendendo persuadi-lo ou convencê-lo a aderir a essa tese.
c) Neste processo o orador tem de contar com a sua próprias características pessoais (Ethos) e com os sentimentos (Pathos) que a sua elocução desperta no auditório.
◙ Condições prévias (condições sine qua non) para que o discurso argumentativo tenha sentido:
- Validade formal dos argumentos
- Validade informal dos argumentos
- Princípios éticos: p. ex.: boa fé dos participantes.
A argumentação ocorre quando o conhecimento não é do domínio do absoluto e do verdadeiro. Ocorre quando existe incerteza, dúvida, prós e contras determinada tese. Ocorre sobretudo quando toca o domínio das decisões humanas que remetem para visões do mundo particulares, hierarquias de valores variáveis.
Desta forma, a contingência e a verosimilitude dos conhecimentos e teses defendidos, bem como o facto da argumentação se desenvolver num contexto particular e num domínio comunicacional e pessoal (onde têm influência as características individuais do orador e as características do auditório), faz com que o orador deva adaptar o seu discurso ao auditório (ás suas características intelectuais, socioprofissionais e culturais). A adaptação da argumentação ao auditório visa não só que os argumentos sejam entendíveis, mas sobretudo que “joguem” (vão ao encontro) dos critérios valorativos do auditório, de forma a que este reconheça o valor da tese e a ela adira.
A argumentação tem uma dimensão racional, enquanto desenvolve argumentos DEDUTIVOS E logicamente válidos (lógica formal), mas também argumentos NÃO DEDUTIVOS pertinentes, razoáveis e plausíveis (lógica informal).
Tem uma outra dimensão que é comunicacional, onde as pessoas “põem em comum” razões por meio da linguagem, mas igualmente nessa comunicação se expõem, pelo que o carácter (Ethos) do orador tem influência na adesão, assim como a emoção, sentimentos (Phatos) que os argumentos suscitam no auditório. Desta forma não é só o Logos que está presente no debate, na disputa intelectual ou no discurso do orador. Está igualmente presente o crédito que o orador conquista ou detém (Ethos), bem como a capacidade deste e dos argumentos despertarem a adesão emocional (Phatos) no auditório.
Do que ficou dito se infere que a argumentação ultrapassa o domínio da demonstração e dos raciocínios dedutivos, para se situar numa lógica que ultrapassa a mera dedução de verdades dadas e aceites, socorrendo-se de raciocínios e argumentos de natureza indutiva, emocional, entre outros.
Assim, na argumentação para além do tipo de argumentos a utilizar, temos o tipo (ou meio) de persuasão a utilizar: O Logos, o Ethos e o Phatos.
Contudo, um discurso não é persuasivo somente por acentuar este ou aquele meio de persuasão, ou por usar este ou aquele tipo de argumento, mas é-o igualmente pela organização interna, pela estrutura que assume, pela dinâmica que tem e desperta.
◙ Quando se aplica?
- Sempre que uma tese (ideia, teoria, hipótese, afirmação) não é objecto de aceitação unanime e/ou de constatação da sua verdade
- Sempre que a tese, os seus pressupostos ou princípios não são de aceitação universal (intersubjectiva e unânime)
- Sempre que os temas (assuntos) se traduzem em problemas, sobre os quais recai a incerteza e não dispomos de consenso.
- Sempre que não é possível fazer aceitar uma conclusão por ela não decorrer dedutiva e necessariamente das premissas.
◙ Para que se utiliza a argumentação?
- Para persuadir e convencer da pertinência, razoabilidade e aceitabilidade de uma tese. Persuadir e convencer visa em última análise a adesão do auditório a quem se dirige o discurso argumentativo ou dos interlocutores com quem se dialoga.
◙ Em que domínios tem aplicação a argumentação?
- Domínios da Ética, Política, Filosofia, Religião, Educação, Estética,...
- Sempre que se tomam decisões, com justificações fundamentadas, de foro pessoal e/ou social com características racionais.
◙ Como se desenvolve o discurso argumentativo?
a) Pesquisando, desenvolvendo e organizando argumentos (razões justificativas) que tornem verosímil, plausível ou provável uma tese
b) Enunciando a tese e os argumentos face a um auditório pretendendo persuadi-lo ou convencê-lo a aderir a essa tese.
c) Neste processo o orador tem de contar com a sua próprias características pessoais (Ethos) e com os sentimentos (Pathos) que a sua elocução desperta no auditório.
◙ Condições prévias (condições sine qua non) para que o discurso argumentativo tenha sentido:
- Validade formal dos argumentos
- Validade informal dos argumentos
- Princípios éticos: p. ex.: boa fé dos participantes.
A argumentação ocorre quando o conhecimento não é do domínio do absoluto e do verdadeiro. Ocorre quando existe incerteza, dúvida, prós e contras determinada tese. Ocorre sobretudo quando toca o domínio das decisões humanas que remetem para visões do mundo particulares, hierarquias de valores variáveis.
Desta forma, a contingência e a verosimilitude dos conhecimentos e teses defendidos, bem como o facto da argumentação se desenvolver num contexto particular e num domínio comunicacional e pessoal (onde têm influência as características individuais do orador e as características do auditório), faz com que o orador deva adaptar o seu discurso ao auditório (ás suas características intelectuais, socioprofissionais e culturais). A adaptação da argumentação ao auditório visa não só que os argumentos sejam entendíveis, mas sobretudo que “joguem” (vão ao encontro) dos critérios valorativos do auditório, de forma a que este reconheça o valor da tese e a ela adira.
A argumentação tem uma dimensão racional, enquanto desenvolve argumentos DEDUTIVOS E logicamente válidos (lógica formal), mas também argumentos NÃO DEDUTIVOS pertinentes, razoáveis e plausíveis (lógica informal).
Tem uma outra dimensão que é comunicacional, onde as pessoas “põem em comum” razões por meio da linguagem, mas igualmente nessa comunicação se expõem, pelo que o carácter (Ethos) do orador tem influência na adesão, assim como a emoção, sentimentos (Phatos) que os argumentos suscitam no auditório. Desta forma não é só o Logos que está presente no debate, na disputa intelectual ou no discurso do orador. Está igualmente presente o crédito que o orador conquista ou detém (Ethos), bem como a capacidade deste e dos argumentos despertarem a adesão emocional (Phatos) no auditório.
Do que ficou dito se infere que a argumentação ultrapassa o domínio da demonstração e dos raciocínios dedutivos, para se situar numa lógica que ultrapassa a mera dedução de verdades dadas e aceites, socorrendo-se de raciocínios e argumentos de natureza indutiva, emocional, entre outros.
Assim, na argumentação para além do tipo de argumentos a utilizar, temos o tipo (ou meio) de persuasão a utilizar: O Logos, o Ethos e o Phatos.
Contudo, um discurso não é persuasivo somente por acentuar este ou aquele meio de persuasão, ou por usar este ou aquele tipo de argumento, mas é-o igualmente pela organização interna, pela estrutura que assume, pela dinâmica que tem e desperta.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Visitas de estudo
Ao longo dos anos lectivos realizam-se inúmeras visitas de estudo. Algumas das que no presente ano foram realizadas estão neste jornal assinaladas. As visitas de estudo continuam a ser momentos marcantes na vida dos jovens alunos, pelo convívio que geram, pela novidade que trazem de os situar num contexto diferente, pelas aprendizagens que envolvem, seja do mundo do trabalho, da arte, da cultura,…
Mas um outro aspecto tem de ser evidenciado, a marca que deixam enquanto implicam abertura do visitante. A abertura ao novo, ao diferente. Por muito específicas ou técnicas que sejam as visitas de estudo acabam por traduzir-se em experiências que, mais ou menos intensamente, reconfiguram os horizontes de referência e de leitura de quem as faz. Esta experiência não é facilmente contabilizável, e muitas das vezes não é programada e é, talvez, o que marca mais profundamente os alunos porquanto contribuem para a formação da identidade de cada um.
As visitas de estudo, enquanto formam cidadãos autónomos, críticos e com compreensão dos valores que os configuram estão, assim, ao serviço das finalidade do ensino e da sociedade aberta em que nos inserimos.
Mas um outro aspecto tem de ser evidenciado, a marca que deixam enquanto implicam abertura do visitante. A abertura ao novo, ao diferente. Por muito específicas ou técnicas que sejam as visitas de estudo acabam por traduzir-se em experiências que, mais ou menos intensamente, reconfiguram os horizontes de referência e de leitura de quem as faz. Esta experiência não é facilmente contabilizável, e muitas das vezes não é programada e é, talvez, o que marca mais profundamente os alunos porquanto contribuem para a formação da identidade de cada um.
As visitas de estudo, enquanto formam cidadãos autónomos, críticos e com compreensão dos valores que os configuram estão, assim, ao serviço das finalidade do ensino e da sociedade aberta em que nos inserimos.
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
Filosofia - trabalho 11.º Ano - As consequências da tecnica e da ciência
FILOSOFIA
Trabalho de grupo (2 a 3 elementos) – 11.º Ano Turma B, E e H
Objectivos gerais do trabalho:
- Analisar conceitos, teses e argumentos; - Problematizar argumentos, teses e seus pressupostos; - Criar discurso argumentativo, consistente e organizado; - Desenvolver a consciência crítica dos desafios culturais decorrentes da nossa integração numa sociedade cada vez mais marcada pela globalização; - Adquirir informações seguras e relevantes para a compreensão dos problemas e dos desafios que se colocam às sociedades contemporâneas nos domínios da acção, dos valores, da ciência e da técnica; - Desenvolver um pensamento autónomo e emancipado que, por integração progressiva e criteriosa dos saberes parcelares, permita a elaboração de sínteses reflexivas pessoais, construtivas e abertas; - Desenvolver uma consciência crítica e responsável que, mediante a análise fundamentada da experiência, atenta aos desafios e aos riscos do presente, tome a seu cargo o cuidado ético pelo futuro.
Objectivos específicos:
- Organizar informação; - Problematizar um tema específico; - Conceptualizar os termos centrais a discutir; - Analisar discurso informativo e argumentativo; - A cultura científico-tecnológica; - Sintetizar ideias; - Discutir teses e argumentos; - Apresentar e desenvolver um argumentário.
Pressuposto/Condição: circunscrever a discussão a um tema/problema, se possível partindo de casos concretos, e seja campo de disputa argumentativa e filosófica (pelas implicações na discussão axiológica e ética, na liberdade, na discussão acerca de critérios valorativos universais, no papel do Estado, ...)
Tarefa: No âmbito dos temas/problemas da cultura científico-tecnológica deverá
1) apresentar e explicar o assunto e mostrar como se transforma em problema – Máximo 1000 palavras
2) discutir ou produzir um ensaio tendo em conta os seguintes elementos – máximo 700 palavras
- enunciar uma ou mais teses;
- contrapor teses e argumentos;
- objectar argumentos;
- posicionar-se criticamente
3) criar mapa conceptual
Deve optar por um subtema que entre os que são apresentados no manual e os que de seguida se apresentam
· A ciência, o poder e os riscos: o prolongamento da vida;
· A construção histórico-social da ciência;
· As novas tecnologias e o trabalho;
· O impacto da sociedade da informação na vida quotidiana: a net e os telemóveis configuram uma forma de agir e pensar?;
· globalização, modelos de pensamento e de vida, e sua compreensão do p.v. da Ética e da Filosofia Política;
· A industrialização e o impacto ambiental;
· Tecnológica, informática, globalização e cultura;
· A investigação científica e os interesses económico-políticos: a dependência económica da ciência e da investigação científica;
· A tecnociência e ética: - A manipulação genética. Ex.: clonagem; eugenismo; manipulação de embriões;
· A cultura tecnológica impõe-se como ideologia que marca a política: é a política uma forma tecnológica de decisão?
· A sociedade e a cultura e a tecnociência;
Calendarização:
§ Apresentar problema (por escrito) até 16 de Fevereiro;
§ Aulas de trabalho: 05/03; 09/03 ou (6/3 e 10/3)
§ Entrega de trabalho: 16/03 (17/3)
§ Apresentação do trabalho e Defesa de trabalhos: a partir de 17 de Março.
Número de páginas: corpo do trabalho: 4; Anexos: ilimitado em suporte informático
Avaliação:
- Trabalho escrito – Equivale a um teste.
- Defesa oral: visa confirmar a autoria do trabalho. – 20%
- Apresentação aos colegas: avaliado no âmbito da qualidade da participação
- cumprimento de calendarização e realização das tarefas em contexto de aula – avaliado em contexto de aprendizagens transversais e de trabalho de aula.
a) Critérios de análise do trabalho escrito:
- todos os que se incluem na dimensão das aprendizagens especificas da disciplina;
b) Critérios de análise da apresentação oral:
- Rigor discursivo e conceptual; - Inteligibilidade e clareza da apresentação.
Trabalhos com elementos plagiados serão classificados com zero pontos. Todo o elemento copiado deve ser referenciado
Trabalho de grupo (2 a 3 elementos) – 11.º Ano Turma B, E e H
Objectivos gerais do trabalho:
- Analisar conceitos, teses e argumentos; - Problematizar argumentos, teses e seus pressupostos; - Criar discurso argumentativo, consistente e organizado; - Desenvolver a consciência crítica dos desafios culturais decorrentes da nossa integração numa sociedade cada vez mais marcada pela globalização; - Adquirir informações seguras e relevantes para a compreensão dos problemas e dos desafios que se colocam às sociedades contemporâneas nos domínios da acção, dos valores, da ciência e da técnica; - Desenvolver um pensamento autónomo e emancipado que, por integração progressiva e criteriosa dos saberes parcelares, permita a elaboração de sínteses reflexivas pessoais, construtivas e abertas; - Desenvolver uma consciência crítica e responsável que, mediante a análise fundamentada da experiência, atenta aos desafios e aos riscos do presente, tome a seu cargo o cuidado ético pelo futuro.
Objectivos específicos:
- Organizar informação; - Problematizar um tema específico; - Conceptualizar os termos centrais a discutir; - Analisar discurso informativo e argumentativo; - A cultura científico-tecnológica; - Sintetizar ideias; - Discutir teses e argumentos; - Apresentar e desenvolver um argumentário.
Pressuposto/Condição: circunscrever a discussão a um tema/problema, se possível partindo de casos concretos, e seja campo de disputa argumentativa e filosófica (pelas implicações na discussão axiológica e ética, na liberdade, na discussão acerca de critérios valorativos universais, no papel do Estado, ...)
Tarefa: No âmbito dos temas/problemas da cultura científico-tecnológica deverá
1) apresentar e explicar o assunto e mostrar como se transforma em problema – Máximo 1000 palavras
2) discutir ou produzir um ensaio tendo em conta os seguintes elementos – máximo 700 palavras
- enunciar uma ou mais teses;
- contrapor teses e argumentos;
- objectar argumentos;
- posicionar-se criticamente
3) criar mapa conceptual
Deve optar por um subtema que entre os que são apresentados no manual e os que de seguida se apresentam
· A ciência, o poder e os riscos: o prolongamento da vida;
· A construção histórico-social da ciência;
· As novas tecnologias e o trabalho;
· O impacto da sociedade da informação na vida quotidiana: a net e os telemóveis configuram uma forma de agir e pensar?;
· globalização, modelos de pensamento e de vida, e sua compreensão do p.v. da Ética e da Filosofia Política;
· A industrialização e o impacto ambiental;
· Tecnológica, informática, globalização e cultura;
· A investigação científica e os interesses económico-políticos: a dependência económica da ciência e da investigação científica;
· A tecnociência e ética: - A manipulação genética. Ex.: clonagem; eugenismo; manipulação de embriões;
· A cultura tecnológica impõe-se como ideologia que marca a política: é a política uma forma tecnológica de decisão?
· A sociedade e a cultura e a tecnociência;
Calendarização:
§ Apresentar problema (por escrito) até 16 de Fevereiro;
§ Aulas de trabalho: 05/03; 09/03 ou (6/3 e 10/3)
§ Entrega de trabalho: 16/03 (17/3)
§ Apresentação do trabalho e Defesa de trabalhos: a partir de 17 de Março.
Número de páginas: corpo do trabalho: 4; Anexos: ilimitado em suporte informático
Avaliação:
- Trabalho escrito – Equivale a um teste.
- Defesa oral: visa confirmar a autoria do trabalho. – 20%
- Apresentação aos colegas: avaliado no âmbito da qualidade da participação
- cumprimento de calendarização e realização das tarefas em contexto de aula – avaliado em contexto de aprendizagens transversais e de trabalho de aula.
a) Critérios de análise do trabalho escrito:
- todos os que se incluem na dimensão das aprendizagens especificas da disciplina;
b) Critérios de análise da apresentação oral:
- Rigor discursivo e conceptual; - Inteligibilidade e clareza da apresentação.
Trabalhos com elementos plagiados serão classificados com zero pontos. Todo o elemento copiado deve ser referenciado
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